À propósito da eliminação do Brasil para a Noruega, ocorreu-me, assistindo ao jogo e aos gols que nos enterraram, a frase de Nietzsche.
Como em outras ocasiões (90 na Itália) o Brasil martelou a Noruega e teve inúmeras chances para acabar com o jogo e se classificar, mas não conseguindo , por incompetência, foi vítima de uma lei geral da vida, da psicologia e da fisiologia: arriou psicologica e fisicamente e permitiu à Noruega controlar o jogo e esperar o momento para dar as oportunidades ao centroavante, que teve duas e ensacou.
Foi mais ou menos o que se deu há três anos quando o Fluminense passou pela semifinal, contra o Internacional: o técnico do time gáucho fez o certo, colocando Enner Valência para receber bolas e resolver o jogo.
Mas o que se viu foi um teatro de horrores: o botinudo perdeu três ou quatro oportunidades claras de gol e o time do Inter arriou como o do Brasil agora e aí o Fluminense se aproveitou e ganhou o jogo.
O sentido desta expressão é parte de uma das linhas de pensamento de Nietzsche. Eugen Fink escreveu um livro mostrando que são possíveis quatro sistemas filosóficos em Nietzsche. Eu vou tratar disto proximamente.
Uma destas linhas é exatamente a da busca de uma relação com o mundo e que permite a potência , o incremento desta potência que é preconizada por Nietzsche , como objetivo da vida e do perspectivismo.
Eu poderia dizer que há uma dialética aí nesta relação: o que o atinge, se não o mata , não o enfraquece, antes o reforça, lhe dando mais vida, mais potência.
Em toda a opressão que o ser humano sofre há sempre uma saída imediata, contrária à opressão e à favor do oprimido.
É como Maquiavel diz: transmudar os fatos que lhes são opostos em fatos favoráveis.