sábado, 25 de abril de 2026

Truques horrendos

 

A esquerda stalinista consagra como humanidade aquilo que reza na sua mão. Como eu disse nos artigos anteriores é um grupo que domina o estado, sem muito fundamento, que faz a mesma coisa que qualquer estado de classe e no nosso caso burguês.

O marxismo de Marx e os anarquistas têm razão em afirmar que não há liberdade quando ainda há estado.

A distorção stalinista, totalitária, acaba se tornando algo semelhante à máfia: a chamada “ desconfiança organizada” acaba com a promessa de camaradagem entre os militantes.

E como eu já expliquei em artigos anteriores a militarização do partido comunista cria regras militares para a convivência partidária.

Quando se entra no exército o critério dos comandantes e dos instrutores é reproduzir o mal do mundo para que o recruta adquira realmente força e aguente pressão, mas na vida civil, politica, a mistura de critérios politicos e militares gera uma distorção típica da máfia.

Na máfia você é atacado e pressionado o tempo todo para apurar a sua fidelidade ao esquema, mas esta atitude esconde , não raro, animosidade irracional de um mafioso com relação a outro e quem entra fica sempre na tensão.

A finalidade de pressionar o companheiro é ilegítima. Assim também ocorre com a “ desconfiança organizada” frase definidora do tirano.

Sob a justificativa de que o partido pode ter que pegar em armas se cria um ambiente de pressão que serve ao propóstio autoritário imposto da direção sobre os que entram na organização, mas a tal animosidade está lá presente, como um elemento aterrorizador da prática dos militantes.

Esta postura de desconfiança é parte do terror constante, no cotidiano, da politica totalitária stalinista.

Nós poderíamos dizer “o partido é o terror no cotidiano”.

Mas isto é um truque totalitário, um truque stalinista e de alguns comunistas.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Truques horrendos a degeneração do solidarismo

 

Aristóteles estabeleceu criterios de degenerações de principios, conceitos e coisas. Até as boas coisas podem degenerar , como o principio da solidariedade.

O principio que rege aí os socialismos e comunismos. Também a religião, enfim. Um principio do bem que pode igualmente degenerar em diversas distorções reconhecidas, na vida, na psicologia, na História, etc.

Muitas vezes, e nos regimes citados, a solidariedade passa a ser uma forma de opressão também. Voê ajuda o outro para obrigá-lo a ajudá- lo também em coisas nem sempre certas.

A ajuda pode ter um significado de diminuição de importãncia em relação a quem é ajudado.

No intimo , o solidário está obtendo poder às suas custas, mostrando aos outros que ele tem condições em você não.

Uma especificidade deste ultimo caso é construir aos poucos uma dependência psicológica, que vai ser usada como manipulação. São formas de chantagem subliminar.

Numa conjuntura mediocre ou de desinteresse geral aquele que tem uma postura diferente é massacrado pelo grupo que o inquina de pretensão, de querer ser melhor do que os outros e aí sobrevém a repressão, coisa comum nos regimes socialistas e coletivistas em que a manifestação pessoal, individual, obedece só aos critérios do grupo e do nucleo dirigente, matando outras manifestações que podem ser até melhores e mais necessárias.

No plano psicológico a degeneração alcança niveis mórbidos em que tudo tem que ser feito em conjunto, talvez defecar junto , como faziam os operários no passado, nas sentinas coletivas das fábricas.

E em termos politicos a solidarização esconde muitas vezes a necessidade de vigiar aqueles que eventualmente desejam desenvolver sua responsabilidade individual e pessoal.

Existem formas(republicanas) de evitar estas degenerações, mas falarei delas em outro artigo.



segunda-feira, 20 de abril de 2026

Truques horrendos dos “comunistas”

 

Em primeiro lugar eu devo explanar mais uma vez que eu me refiro sempre à experiência que eu tive com os comunistas do PCB e o que vinha do leste europeu e do resto do socialismo real, Cuba, China e assim sucessivamente.

Como já expliquei também, o estado no socialismo real ainda tem o desenho do estado de classe e do estado burguês: uma minoria controla a maioria, a partir da tomada do estado.

A “ teoria politica” final identificada com este “ socialismo” é tomar o poder ,favorecer uma parte da sociedade e reprimir aquele que não concorda.

Mas este modelo se transfere também para os partidos. Não conheço problemas relevantes nos partidos ocidentais da europa, mas aqui ,onde militei ,este “ desenho” de uma minoria dominando o resto causa distorções e problemas gravíssimos para quem, como eu, não concorda.

Este nucleo dirigente se cerca demagogicamente de apoiadores inconscientes(depois falarei um pouco mais sobre isto) e se você protesta ou diverge o nucleo carimba em você todo tipo de calúnia e difamação e não adianta lutar, porque está feito o estrago, que progressivamente reverbera.

É uma angústia muito grande aquela que eu sentia e no tempo em que eu militava não tinha a percepção que tenho do problema, porque adquiri maturidade, leitura e sobretudo admiti certas semelhanças totalitárias entre os regimes de direita e de esquerda.

O esquema de poder entre os nazistas é quase o mesmo de certos partidos, como aquele que eu citei no inicio: o chefe exerce um processo de dominio sobre militantes concorrentes , assim como faziam Hitler e Stalin com seus seguidores e como é feito frequentemente em setores sociais influenciados por este totalitarismo.

Existem sempre dois concorrentes da atenção do chefete e ele joga um contra o outro, para ver quem vence. Foi mais ou menos o que fez Stalin com o Marechal Konev ao tomar a Áusria. Colocou um outro general para competir com ele , que acabou vencendo(Konev quero dizer).

sábado, 18 de abril de 2026

Lula é o novo Jango

 

Lula disse recentemente que na democracia é preciso aceitar o resultado das eleições. Lógico. Mas nós estamos diante de uma realidade excepcional, semelhante àquela que esteve em frente ao Presidente Jango: o golpe continua sendo fomentado, bastando apenas que golpistas tomem o poder, seja pela força ou pelas eleições.

È esta a conjuntura que está diante de nós e a responsabilidade do Presidente Lula em evitar o golpe é imensa. A mesma do Presidente Jango.

É claro que há diferenças entre estes dois momentos: a conjuntura da guerra-fria era extrema, exercendo uma pressão imensa sobre o nosso país.

Aqui eu não vou relembrar as atitudes de Jango frente a esta situação, os seus erros e acertos. Mas considerar o que aconteceu é fundamental hoje para defender a democracia.

O continuísmo de Lula é bom? Não seria melhor uma candidaura diferente? Como Haddad?

Os que lêem os meus artigos percebem o meu pessimismo quanto à vitória do continuísmo, fundado nos resultados das pesquisas: ainda não foi o momento em que Flávio superou Lula. Continuam empatados com uma diferença: em segundo turno o espectro ético brasileiro, pende, como eu sempre tenho dito, para a direita, para o conservadorismo, para a religião.

Isto equivale a uma superação eleitoral. Todo o mingau está sendo comido pelas beiradas e não há reação do lado esquerdo, muito pelo contrário, a ideia de uma confrontação definitiva ganha força, repetindo 64.

O final do filme todo mundo sabe: a direita toma o poder e reprime a oposição.

Não acredito que a ditadura vá se implantar imediatamente logo que a eleição acabe. Será um processo continuo de legitimação de um autoritarismo contra os setores ditos progressistas, mas o fato é que há uma responsabilidade sobre nós da esquerda em evitar a repetição de 64 e não apostar em aventuras, dando conta de que o Presidente Lula, como Jango, vai apoiar uma “revolução esquerda”.



quarta-feira, 15 de abril de 2026

O povo brasileiro não é fascista tampouco comunista

 

Vendo as minhas publicações no instagram me deparei com uma reunião da esquerda em geral, pcdo B, Psol, PCB, propondo radicalização, pela boca de Jandira Feghalli.

É duro,para um velho como eu, ver que as discussões sobre democracia da minha geração não tiveram repercussão nenhuma nas gerações seguintes.

Continuam os mesmos erros, a mesma crença numa revolução, que Engels já dissera acabada em 1894.

O socialismo real acabou por culpa dos outros, não por seus “méritos”: escassez de bens , falta de democracia, prisões, ditadura, algumas coisas que Marx não defendia como finalidade.

A ditadura do proletariado era para durar no máximo seis meses. Ele tirou este exemplo da república romana.

A extensão indefinida do socialismo, da etapa socialista, não superava o estado burguês, porque um outro grupo ocuparia o estado e oprimiria o povo todo, como fazia, segundo ele , a burguesia.

Depois que a classe operária adquiriu força no mundo social não fala mais em revolução há cerca de um século. Porque ela não vai por em risco o que conquistou.

O esquema de 64 continua aí: um presidente acuado, acusado de querer continuar e ser ditador, uma direita com mais penetração no povo e uma esquerda radical falando em assaltar o poder.

Eu me pergunto se esta radicalização não tem anuência de Lula, se ele não está encampando esta “ via” irresponsável destes corifeus atrasados da esquerda.

Ou talvez eles esperem novamente convencer aquele que detém o poder, de fazer a revolução, ou as transformações que eles querem, sem levar em conta a democracia.

Eu não acredito em tomada do poder por este resto, mas , como em 64, vão fornecer mais uma vez motivo e justificativa para implantação de uma ditadura de direita, se Flavio Bolsonnaro se eleger.

O povo brasileiro, Jandira, não é de direita e nem fascista, mas é conservador, religioso e de modo nenhum comunista! Os comunistas ainda acreditam que a consciência de classe do povo vai se fazer se um governo comunista suprir, estando no poder, as suas carências materiais.

Uma estupidez de Marx e Luckacs que persiste até aos dias de hoje.

domingo, 12 de abril de 2026

Tem tanta gente que já morreu e não sabe

 

O desejo de matar o Ernesto continua. É um projeto da direita insuflar contra as pessoas que pensam diferente, possíveis fanáticos, capazes de tudo.

Vamos lá, páro o meu trabalho para dizer algumas coisas: existem pessoas aí que estão em pé como Lázaro depois de Jesus Cristo, mortos ressuscitados para não dizer nada.

Na área esportiva então, é uma festa. O que me impressiona é que tem gente que acredita que um comentarista pode dizer uma verdade que foge ao técnico.

Parece que se colocasse um comentarista no campo a vitória seria sempre do comentarista. O cara está se valendo de uma mentira, uma inverdade para convencer pessoas que gostam de ser enganados.

Como se o futebol fosse uma ciência exata, que basta conhecer as suas leis para conseguir tudo.

Antigamente, quando havia só o rádio, era natural que houvesse um comentarista, porque ninguém obviamente via o jogo. Hoje com múltiplas câmeras, com todo mundo vendo, os comentaristas dizem catadupas de obviedades e ficam fazendo um esforço para complexificar o jogo, de modo a dar importância a si mesmo e significado a uma coisa que é muito simples.

A função do comentarista é adiantar aquilo que vai acontcer depois do final do jogo: discuti-lo com o espectador. Só isto.

E alguns insistem em ficar não deixando espaço aberto para uma nova geração de comentaristas, que poderia expressar melhor os valores e critérios de nosso tempo atual.

Mas a verdade é que é uma manipulação de consciências, um pacto de sonho psicótico o explicar até cansar as táticas e estratégia do jogo.

Não houve uma renovação e atualização as gerações passadas de comentaristas que ficaram em priscas eras.





domingo, 5 de abril de 2026

Como vejo o mundo sempre

 

Depois de assistir ao filme “nuremberg” algumas reflexões se me impuseram à mente: como vejo o mundo?

Tendo uma preocupação, desde a infância, com a utopia, sou daqueles que sempre procuram o bem na humanidade e é frequentemente frustrado nesta intenção.

Quem é utopista sempre passa por este periodo necessário de frustração, mas, eu não sabia, uma onda de otimismo, calcada no conhecimento,aparece, na velhice.

É possível imaginar que no passado tenham havido pessoas boas que não comungaram com nenhuma forma de preconceito ou ódio. É possível. Dificil, mas é possível.

É em função desta possibilidade que termino a minha vida com moderado otimismo diante da humanidade.

Lênin possuia esta preocupação e inventou os nomes no obelisco. Explico : ele mandou erguer obeliscos nos quais se gravavam o nome de pessoas boas, humanas, segundo critérios elaborados por ele.

Como europeus que eram é de se perguntar se não eram racistas ou tinham algum motivo falso de ódio a alguém.

Ninguém sabe se diante do negro fosse São Francisco de Assis racista. Teve contato com árabes negros e não agiu preconceituosamente.

Vê- se que critérios para achar uma pessoa boa são dificeis. Mesmo assim há que procurar, há que buscar com critérios cada vez mais afiados de prospecção.

O “homem novo” não é no futuro que se encontra, mas no presente e no passado. É uma construção histórica, cotidiana, que exige mais e mais atenção de quem é utopista, porque as coisas só pioram.

Mas eu acredito que este artigo inicia uma série de reflexões e conjecturas sobre este homem de bem que a civilização colocou por debaixo do tapete, em condições gerais de opressão e manipulação.

É raro encontrar na “parte de cima” alguém assim, mas se encontra também.