sábado, 31 de outubro de 2026

A definição de filosofia

 

Eu vou dar um tempo nesta polêmica com a sra Marilena, que não párra de me mandar reels, falando besteira,para poder continuar o meu trabalho.

Quando era estudante de direito, nos manuais das diversas matérias, sempre se viam várias definições, que ocupavam mais de uma página.

Mas neste momento eu sempre buscava , como aluno, nas diversas definições tudo o que potencialmente tinha a ver com o objeto da definição. Isto é, as definições eram perspectivas possíveis deste objeto, visões dele.

Ao analisar a definição de Heidegger da filosofia, fico pensando e isto modifica a minha atitude em relação ao passado, que talvez as definições sejam infinitas e neste sentido, uma definição é sempre um aspecto da coisa ou pelo menos, aquilo que se conhece no tempo. Diz Heidegger:

“A correspondência propriamente assumida e em processo de desenvolvimento, que corresponde ao apelo do ser do ente, é a filosofia. Que é isto — a filosofia? somente aprendemos a conhecer e a saber quando experimentamos de que modo a filosofia é. Ela é ao modo da correspondência que se harmoniza e põe de acordo com a voz do ser do ente.”

Todas as definições de filosofia tratam de um aspecto extático dela, mas em Heidegger a questão do tempo opera uma mudança, sem pleonasmo ideológico.

A definição se faz sobre o modo pelo qual ela se apresenta como ser do ente, aquele que se coloca como algo. A correspondência entre este apelo do ser, que se coloca como este algo, como todo o ser, define o ser da filosofia, o seu modo de existir.

Correspondência quer dizer, com a linguagem que expressa o ser que expressa a filosofia, com o seu ser próprio, no tempo.

Mas neste contexto nós precisamos expor algumas dúvidas sobre esta definição e lembrar um pouco de Kant.

Se a definição de filosofia é esta nós temos que ver que existe um interesse e uma escolha nesta apreciação do Ser, bem como de qualquer coisa. Heidegger diz que não se escapa aqui de uma ideologização . Mas eu contesto esta afirmação.próximo artigo.



quinta-feira, 29 de outubro de 2026

A definição de filosofia II

 

O que Heidegger faz é mostrar como se constitui o Ser, no tempo. O ser da filosofia, que,como tudo, é um ente que se põe à maneira de algo. Isto o faz pensar que este tempo permeia todo o Ser de forma igual.

E se permeia nós não temos tempo qualificado,modo do tempo. E se não temos senão tempo, tudo se dilui no quê?

Como nós vimos na definição acima, existem qualificações do tempo e do ser da filosofia:mas são eles modos do tempo?

Aquilo que se põe como existente é um ente que se põe como algo, o isto(Dasein)no tempo.

Mas a filosofia propriamente dita é um ente? Falamos acima no Ser ou na filosofia? E o ente é um modo?

Segundo Heidegger

“A correspondência propriamente assumida e em processo de desenvolvimento, que corresponde ao apelo do ser do ente, é a filosofia.”

É a correspondência com o apelo do ser do ente, pela linguagem. É a resposta ao seu apelo como modo de ser dela.

Portanto há uma linguagem que expressa o passar dos modos que conduzem à filosofia ou só ela é modo? Ela é o modo de ser do ente, que se expressa pela linguagem que a reconhece como tal.

O ente se coloca como algo e o algo da filosofia se coloca como acabamos de dizer.

O ser em geral é a existência, mas há um modo que a qualifica, que é,entre outros a filosofia(pode ser o homem ,a metafísica e assim por diante).

Mas aí entra minha dúvida sobre esta ideologização, que ele cita junto com Marx.

Se a linguagem expressa isto tudo como passagem, só parando no modo, em que se pode dizer que tudo é ideologia?

Porque , em principio não há como contsruir coisas e entre estas a filosofia, sem o principio da ideologia, como conformação do mundo.

Mesmo assim, eu digo que há um momento em que a ideologia pára e este, entre outros, está no modo de Ser da Filosofia.




quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Já que Chauí não me larga eu não a largo

 

Como eu tenho dito quem não debate comigo,porque eu não tenho mestrado,não deve vir aqui no meu smart ou no meu notebook, mas como estas pessoas vêem aqui de qualquer jeito para se impor, eu me sinto no direito de continuar criticando.

É o caso de Dona Marilena Chaui, que todo dia está aqui, tentando provar, egoistica e passionalmente(Gramsci), que não está acabada. Quando eu não fiz observação nenhuma de natureza pessoal.

Mas já que eu não me faço entender, me sinto no dever e no direito de continuar contraditando.

A sociedade tem o dever de reconhecer o valor dos outros, mesmo que esta pessoa não tenha certificação. A confiança de uns com os outros é um elemento decisivo da sociedade democrática.

Antigamente quando alguém demonstrava capacidades ele tinha uma chance real. Até os capitalistas agiam assim.

Hoje você tem que se submeter , para ser reconhecido,a critérios supostamente democráticos e técnicos , mas que escondem interesses politicos e corporativos. A esquerda aderiu a esta enganação ,porque é totalitária tanto quanto a direita.

Marilena Chauí,como grande parte dos intelectuais de esquerda(umberto eco), pensam que estão na China de Confúcio, que são mandarins, a serem obedecidos pelo povo: Marx é um gênio, então não erra, então quem não têm mestrado não pode falar,só obedecer; a sra Chauí tem honoris causa então deve ser obedecida; a pessoa tem uma maioria em volta, então diz o que quer e tem que ser obedecido. Tudo é verdade.

O conhecimento e a verdade são acessíveis a todos os homens que se esforçam para encontrá-la. A história tem exemplos. A esquerda transformou a verdade numa derivação das maiorias que ela consegue demagogicamente.

Chauí aparece aqui cercada de gente, como se isto garantisse a veracidade do que ela diz. Um governo de esquerda baseado em intelectuais incontestáveis. Agora aparece sempre ao lado de Haddad, o Rubens Barrichello da politica(muito fraquinho). E daí?

terça-feira, 6 de outubro de 2026

A esquerda velha, totalitária, anacrônica conseguiu

 

Eu não vou repetir o que falei durantes estes anos terríveis que estamos vivendo. Eu nem ia fazer este artigo, porque ainda há a esperança da vitória do Lula.

Mas no plano decisivo do congresso e da politica dos estados a direita se estabeleceu.

Eu cansei de pedir, de orientar o que fazer para jogar a direita no centro da Terra, mas ela cresceu mais ainda e se estabeleceu no poder, diante de uma esquerda sem nenhum grande herdeiro para se contrapor a esta onda.

Agora esta esquerda age como Hitler em 1945, quando disse “o povo alemão não está a altura do que eu fiz por ele”.

A culpa está sendo jogada no povo brasileiro, mas a culpa é da esquerda mesmo, que sempre apostou na confrontação contra a média ética da sociedade brasileira e que mantém, ainda que escondido, certos fundamentos ultrapassados.

A mesma coisa em décadas: sempre dá para ampliar a base de apoio, mas como cooptar a classe média com dona Marilena Chauí vociferando contra ela? Repetindo esquemas do marxismo do século XIX?

Como convencer o povo brasileiro, conservador, com a proposta de uma revolução de esquerda, que não está de modo algum no horizonte?

A esquerda , aqui e no mundo, precisa se modificar, precisa se atualizar e esquecer o passado e buscar não a confrontação mas o ganho da sociedade civil, deixando de lado o paradigma da luta de classes, porque este não conduziu a nada.

Esta polarização atingiu um patamar preocupante, mas eu ,como militante de esquerda, entendo que a continuidade da democracia, com a sua precariedade, depende da eleição de Lula.

Se eu fosse levar em consideração o problema da corrupção eu não votava em ninguém,porque para fazer politica no Brasil você tem que pagar um preço e esta é uma discussão que deve ser feita e não o é.

Dentro desta polarização, as verdadeiras discussões não são colocadas.



sábado, 19 de setembro de 2026

Eu escapei de um câncer um encosto futebolistico me desejando morte

 

Volto às minhas diatribes. Não posso deixar de responder a quem deseja a minha morte. Eu já me referi a isto em outro artigo, mas sou obrigado a retornar, porque não é da minha indole deixar passar chateações.

Eu não sou supersticioso: não acredito que alguém , babando na gravata e pedindo o meu passamento, o consiga. Além do mais escapei agora da possibilidade de ter um câncer colo-retal.

Se eu fosse supersticioso eu diria que até estes “ peidos de voz”(“flatus vocis” como gostava de dizer Nietszche) têm me ajudado a sobreviver, quer dizer, têm efeito contrário.

E todo tipo de afirmação é usada para me desqualificar: Deus leva as pessoas boas e deixa as más, como eu, aqui. Então se eu morrer é porque Deus está precisando de mim lá.

E tem muita muita que repete bobagens que está há um tempão aí´no futebol ,que já está há muito tempo na terra também. Significa que Deus não quer ele lá em cima. O qualhada(chico anysio) é que dizia: “exatamente, detalhe, exatamente detalhe”. “Exatamente ,entende e o detalhe”( o detalhe é o conjunto).

Com a idade que eu tenho a minha vez está chegando, mas eu ainda tenho que durar um pouco porque eu cuido de um irmãozinho caçula católico, que reza todo dia, vai à missa todo domingo e é uma boa pessoa como eu.

Não se pode desejar morte para uma pessoa de bem. Que tem tolerância religiosa, respeita a opinião dos outros. Só porque eu sou de esquerda, evetualmente comunista, não se justifica uma baboseira destas.

Ao contrário ,tem gente que se orgulha de ser católico, uma igreja, como eu já disse, cheia de crimes, inclusive atualmente ,contra meninos. Casos de pedofilia, desvio de dinheiro, relações com corruptos.

Eu tenho muito mais condição de entrar aí nesta igreja. Desgruda de mim encosto futeolistico.



Em última instância a revolução comunista,marxista atende a isto

 

Senti necessidade de tratar de um assunto que está oprimindo o meu cérebro já há algum tempo: todo o discurso intelectual, explicativo, narrativo, que eu faço, tenho absoluta consciência de que não é maior do que a realidade em si.

Explico: o que motiva efetivamente os processos de mudança são aqueles que acontecem no real. No caso das revoluções comunistas, marxistas, a questão é redimir as pessoas oprimidas pela miséria e pelas injustiças, as quais ainda devoto o meu compromissso.

Mas existe um historiador alemão Ernest Nolte, que escreveu um livro importantíssimo “A guerra civil européia”, em que ele toca o ponto nodal, para mim, destas revoluções: a capitalização do desespero, da vitimização, real ou não, das massas.

Do ponto de vista teórico, científico, eu já mostrei os erros do marxismo, pelo viés do monismo. O monismo junta ciência e axiologia e o fato de existir injustiça não quer dizer que a ciência e a teoria tenham as soluções adequadas para esta opressão.

Não se trata só de emancipar os oprimidos através da vontade e da força, mas de construir algo novo. Não é vontade só , como pensava Marx, mas de pensamento.

Assim sendo é compreensivel que a partir da revolução russa, que capitalizou o desespero do país, tudo se resuma a tomar o poder do estado, reconhecer a situação destes oprimidos e passar por cima de quem não concorda.

Este modelo não deu certo e não é justificável, para emancipar os oprimidos, causar danos a pessoas inocentes. Isto tem sempre uma consequencia.

O oprimido quer ser liberado agora, já ,e não se preocupa com estas questões éticas, mas isto infelizmente terá consequencias depois, e às vezes contra os próprios oprimidos.

Stalin matou 50 milhões de burgueses? Matou camponeses pobres, que eram parte da aliança que Lênin havia montado.

Há outras formas de se chegar na utopia num tempo razoável. Falarei delas e de aspectos outros deste problema nos próximos artigos.