domingo, 29 de março de 2026

Lula: o próximo Biden?

 

Eu pensei numas duas semanas atrás na similitude entre Biden e Lula e , devo reconhecer, um articulista do msn trouxe o problema. Mas ontem o discurso do “ cachorro”me instigou o atual artigo.

Eu ia deixar passar, depois que o articulista citado escreveu, mas eu não resisto em comentar este discurso: Lula pode estar indo no mesmo caminho de Biden. Não é só o PT que envelheceu, como disse Fernando Morais, é Lula que está sofrendo com a passagem do tempo.

O discurso do “cachorro” foi um amálgama de tudo o que um presidente da república não deve dizer. Este discurso está abaixo das funções presidenciais, do serviço público eventual, que é o cargo.

Do ponto de vista nacional também não tem relevância nenhuma. A piada com o chinês próximo é uma gaiatice de extremo mau-gosto que faz piada com o sofrimento dos animais daquele país, ferindo a sensibilidade das crianças aqui no Brasil. César Maia se referiu mais uma vez ao gaiatismo excessivo do Presidente Lula, desde o primeiro mandato. Mas agora ele(Lula) está perdendo o controle, o limite, com consequências tétricas para a esquerda na eleição vindoura.

Pode acontecer aqui no Brasil aquilo que aconteceu na eleição presidencial dos Estados Unidos: a velhice de Lula tem tudo para comprometer o quarto mandato e se Flavio , que também é muito despreparado, ganhar, entraremos numa ditadura ou, pelo menos, numa sua tentativa.

Já não seria, pois, hora de pensar numa alternativa? A esquerda parece um elefante velho com dificuldade de se locomover. Mais do que isto, como diz Fernando de Morais, não há recursos para se movimentar, para encontrar uma alternativa.

Também não é uma saída “forte” demais propôr José Dirceu para substituir Lula, um politico(José Dirceu[ou serão os dois?])acabado?

Na hora H, da crise, um interesse pessoal de promoção aparece, mostrando que quem critica o PT e Lula está no meio da crise, sendo parte dela.



sábado, 28 de março de 2026

De senectude (da velhice) a velhice pode ser a pior das doenças

 

Entrado , como estou, em três anos na velhice posso fazer um balanço do que esta idade significa e o que tem de verdade no que me disseram antes.

Todas as previsões estão confirmadas: descaso, desconsideração, solidão, golpes, tentativas de golpes.

O mundo para mim agora é dividido em três partes: as crianças que sofrem no inicio da vida problemas semelhantes aos dos velhos; os velhos que sofrem os seus problemas e a parte do meio da vida que são as pessoas que causam sofrimento a estes dois lados.

Parece- me que as crianças nascem para preencher certas necessidades dos pais, que os “ chamam” para este mundo. Nós viemos sem convite para este vale de lágrimas e portanto não é nossa responsabilidade o que nos acontece.

Religiões procuram dar sentido a esta verdade, mas ele é dura sim, ela é assim.

No caso dos velhos ocorre algo semelhante, defnido pelo fato que todos desejam aquilo que é óbvio nesta idade: a possibilidade de morrer logo.

Se se trata de um velho pobre ou miserável ele é deixado para trás e isto vem desde os tempos primitivos.

Se ele tem dinheiro,hum...! Aí a coisa muda de figura. Toda a gente fica em volta para se aproveitar deste “ tipo” de velho, com a esperança de sua morte.

Quando ela não vem rápido golpes são dados e o pior , assassinatos são realizados. Estes ainda são achados.

Mas os golpes muitas vezes não têm reparação. Na qualidade de advogado ( velho) tenho visto golpes em cima de golpes.

Mas o fato é que o velho parece atrapalhar a continuidade da vida, atrapalha o movimento e é uma luta que eu desenvolvo há anos para transformar esta realidade.

Quantos de nós , ao chegar à velhice , não olha para trás e reconhece que cometeu erros? Se os velhos pudessem ensinar aos jovens e evitar que eles cometam estes erros, a qualidade da vida humana melhoraria e isto seria uma contribuiçaõ dos idosos.

Há muitos anos eu propus nestes artigos que os parlamentos, entre eles o brasileiro, deveriam ser como o parlamento inglês: uma parte dele deveria ser ocupado por velhos doutos, experimentados, que servissem de consultores ao movimento politico do cotidiano.

Entre muitas funções este setor poderia colher a contribuição de todos os velhos do país, para ajudá-lo(s) e também poderia ser um órgão fiscalizador da velhice(maus-tratos contra velhos) e fomentador de atividades para os velhos. Que tal?



domingo, 22 de março de 2026

Breno Altman

 

Outro que veio aqui no meu youtube foi um senhor Breno Altman , que eu conheço aqui das redes. Logo que escrevi o artigo sobre o golpe, que o “golpe vai vir” este senhor joga uma série de conceitos e truques baratos , não para me contestar, mas me jogar numa situação incômoda de apoiador de golpe e tal. Sem conseguir naturalmente.

Desde que eu entrei na universidade eu sempre enfrentei estes politicos de esquerda , que animados pela “ ideologia científica”, colocaram as conveniências eleitorais e politicas à frente da verdade. Pelo fato de eu dizer que o golpe vai vir, dito numa forma irônica, que às vezes foge a certos tacanhos, significa que eu o apóio.

O que eu disse foi que deste jeito aí o golpe é inevitável, só isto.

Agora as explicações deste senhor: seguindo o meu roteiro explicativo faz uma série de considerações, primeiro sobre as pesquisas eleitorais, o método para se chegar a um objetivo, querendo negar, por frações matemáticas o fato de que Flávio Bolsonnaro não só empatou, como vai passar o Lula na próxima pesquisa. A ideologia “científica”(cientificista), que ,como não tem nada, se submete ao voluntarismo dos radicais(ou seja qualquer coisa vale para se obter o objetivo), provoca este tipo distorção e delirio: não foi bem isto, não empatou de fato etc, etc.

Em segundo lugar inventou esta história de que Lula tem uma estratégia gradualista por oposição a uma “ revolucionária”, que é a que o povo deseja, como se o povo o compreendesse e o quisesse.

Vamos dizer umas palavras a estes radicais sobre o povo: é claro que o povo brasileiro, em alguns de seus extratos, adquiriu hoje um avanço na consciência politica, mas não em direção ao socialismo e ao comunismo . O povo brasileiro não é comunista e não tem previsão de sê-lo em termos imediatos.

Eu compreendo a razão pela qual estes radicais fazem esta confusão: a maldita questão da consciência de classe objetiva.

Como Marx e Luckacs disseram que a consciência subjetiva s e define por sua inserção(objetiva)na classe a que pertence(Ninguém pode se negar a este pertencimento objetivo), o radical “ entende” que se a politica (revolucionária)reconhecer as necessidades objetivas do sujeito(principalmente da classe operária) ele reconhecerá ipso facto a sua condição de classe e a sua consciência subjetiva e seguirá a utopia, o socialismo e.. o comunismo de bom grado, como se neste meio não estivessem os valores.

Reconhecer o real e a sua verdade é a condição de mudança. Os valores do povo brasileiro não são tacanhos , eles são simplesmente, como de qualquer povo.

É lógico que o nivel de consciência de nosso povo não é igual ao de outros, mas os seus valores devem ser levados em consideração, como verdade concreta que são( “ a verdade é concreta” Marx)

Nem sempre o discurso abstrato consegue chegar nesta concretude.

A sociologia compreensiva, como eu expliquei há muitos anos atrás ,é mais apta do que o marxismo a encontrar os traços distintivos da mentalidade média do povo brasileiro e valorizá-las como conhecimento verdadeiro .

O povo brasileiro é emocional, arcaico, hierárquico e personalista. Ele vê as pessoas, não as politicas e os programas, e tem uma queda para destacar aspectos intimos dos politicos, até beleza. Acostumado que é a ver novelas e saber das fofocas artísticas...

Ainda me lembro de minha vó, que não era muito favorável à ditadura, chorar no enterro televisionado de Costa e Silva: “Coitado, coitado, coitado!!!!”

A mesma coisa acontece hoje com Bolsonnaro: “coitado! Coitado! Coitado”. E Flavio: “ o filho que está ajudando ao pai”, “que lindo!”

São estes valores que estão levando a direita ao poder de novo. Dizer isto não é elitismo. É que o método de prospecção da verdade é outro, é a psicosocialidade. O marxismo não tem como chegar a isto e quando alguém como eu o diz, é taxado de elitista porque o brasileiro compreende sim. Não compreende o marxismo não.



sexta-feira, 20 de março de 2026

Luiz Felipe Pondé

 

Luiz Felipe Pondé esteve aqui no meu feed de noticias do facebook, apresentando dois cursos que ele montou. Os dois foram sugeridos por mim: um sobre Cristo nos seus diversos aspectos e outro sobre menos opinião e mais pensamento, ambos, como disse, sugeridos a ele pelos meus textos.

Como eu sei que isto aí tem um significado de contradição ao que eu disse sobre opinião tecerei algumas considerações sobre este curso, o que vai ter reflexos e respingos no curso sobre Cristo.

Eu defendi e defendo a posição de Gramsci sobre o homem como uma espécie de filósofo. Como pessoa de direita, elitista, Pondé, sabe que eu sou de esquerda e contradiz esta assertiva, por razões de suas escolhas politicas.

Contudo ,contudo , esta posição não é só do comunismo e de Gramsci, ela é proveniente do cristianismo, que inverteu o esquema de Platão, reconhecendo o valor da sensibilidade como fonte do conhecimento, conforme eu já expliquei em outro artigo.

Não há solução de continuidade entre o pensamento dos doutos e o das pessoas comuns: a origem é mesma, o grau de elaboração é diferente, mas este salto de qualidade não cria necessariamente barreiras entre o pensamento popular e o douto.

É certo que não é a mesma coisa, mas repito, é pensamento. Há uma diferança entre aqueles filósofos que servem de fonte aos outros e os que não têm esta capacidade, mas mesmo assim, há que ter critérios para definir esta influência, porque qualquer livro ou qualquer coisa pode ser influência para alguma coisa, para algum pensamento .

O critério decisivo aqui é lógico: a capacidade de transcender a sua época e de se universalizar, são os conceitos que determinam esta diferença, mas repito à farta, na opinião existe um pensamento, tanto quanto na forma erudita, transcendente e universalizadora.

Quem estuda a história do pensamento, e recentemente uma nova onda de pesquisa mudou um pouco a percepção desta história, vê que muitas ideias que se tornam conhecidas depois, no trabalho de grandes figuras, apareceram antes em trabalhos de outros autores e na prática social.

Thomasius antecipou muito do pensamento kantiano e mesmo David Hume. Existem antecipações de Nietzsche no século XIX e quem criou o método psicanalítico foi Breuer e não Freud.

Aquele que transcende e se universaliza pode ter pontos de contato com muitos outros criadores, assim como a criatividade na vida cotidiana ocorre frequentemente.

O fato de estas ideias não terem universalização não as conspurca , não as deslegitima.

Nós imaginamos a opinião como algo desarticulado, o famoso senso-comum. O senso-comum é aquile em que todo pensa por igual. Mas este senso-comum foi uma das bases da independência americana, através de Tom Paine e ganha aspectos interessantes na figura de Abraham Lincoln para quem “você pode enganar algumas pessoas; algumas pessoas podem enganar outras um certo tempo, mas todo mundo enganar todo mundo o tempo todo, é impossível”. De onde vem este pensamento que tem repercussão histórica , politica e social, porque revela um pragmatismo?

Ao ir votar a pessoa comum do povo tem uma razão para votar, que deve ser igual a alguns milhões. Isto não é pensamento? Não tem transcendência e universalização? Porque a trivialidade tem que ser recusada?

Não raro o cientista ou o filósofo abandonam trivialidades no seu processo de elaboração. Mas não obrigatoriamente.

Bach não é igual a Silas de Oliveira ,mas usa motivos folclóricos, ideias e temas populares , como os demais compositores.

Imagine que aquele médico perdido no século XVIII, Jenner, tivesse colocado diante de si esta barreira, douto e popular: por sua observação pura e simples inventou a vacina. Ele não se comportou como um cientista? Não produziu uma descoberta?

O que o cristianismo faz, Cristo faz, entre tantas coisas é reconhecer o valor deste pensamento, que acaba tendo influência na História, na política e na sociedade.

O pensamento puro é falso, ele está ligado no corpo aos sentimentos e emoções. Quando as pessoas vêem Cristo sofrer, uma quantidade de fenômenos legítimos surgem para compor um discurso politico, religioso, que muda a História.

A comunidade universal aparece, novos compromissos.

Os evangelhos são a expressão desta inversão na prática , valorizando a opinião, a doxa. Com exceção do evangelho de São João, os outros são narrativas populares, ideias que corriam pelo povo, pelas mentes do povo.

E no livro “ discurso filosófico da modernidade” , Habermas,falecido há três dias, afirma ,com Hegel, que existe o cristianismo popular e o dos doutos, mas ele, Habermas, ressalta que é suficiente a religião popular, pois ela é quem mantém a religião, a sua prática. Não existe o douto sem o popular, sem Cristo na cruz.

A opinião pode ser um desbaratamento, uma coisa sem nexo e sem importância, mas também entre os intelectuais isto pode acontecer .

Eu continuaria dando exemplos sem parar. O caso de Aristóteles , que fez uma doxografia de filósofos e a usou para contruir o seu próprio pensamento. Ele se referiu aos filósofos como opinadores, como doxa, contra a visão de seu mestre.

Estes dois cursos de Pondé entrarão em contradição distorsiva do papel de Cristo, mas a razão deste problema é querer enfiar no mundo do trabalho intelectual e científico conveniências politicas.

Como representante da direita brasileira “moderna”, elitista, como é, o importante é afastar o povo do conhecimento.

O objetivo é este e eu já o expliquei em outro artigo. A direita viu o socialismo real acabar e aproveita-se para sumir com a questão social e com o povo, para favorecer os seus financiadores.

Mas , como disse Goya, “a verdade triunfará.”



domingo, 8 de março de 2026

Quanto mais eu cavuco mais me decepciono

 

A postura de todo marxista e comunista militante é estudar os textos básicos de sua atividade e opção para poder se desencumbir bem. Mas a aventura do marxismo e do comunismo no século XX exige um estudo completo dos textos e sobretudo da história do movimento.

Principalmente neste último caso é mais que exigível: é imprescindivel. Porque todos os sonhos expostos nos textos, sobre a utopia, se confrontam com a realidade e por mais que se busque relativizar chega uma hora que não dá mais.

Sem falar no estudo dos textos, que me revelam problemas e contradições terríveis, insolúveis, o estudo da história do movimento comunista me cansa porque sempre que eu penso que as dificuldades terminaram, elas retornam.

Eu tenho este nome, ernesto, por causa de Ernesto Guevara, meu idolo de juventude. Com o tempo eu relativizei mais esta figura, como deve fazer todo adulto diante de idolos da infância(se quiser ser adulto), mas ultimamente eu cheguei no limite da relativização: Guevara foi chefe de um campo de concentração para lgbtqa+ para “recuperar” estas pessoas. Acho complicado acreditar na informação de que se a pessoa não recuperasse era fuzilada. Vou continuar pesquisando.

Mas o simples fato de haver um campo de concentração com esta finalidade, me encheu, em definitivo, as tampas e eu tenho que escrever este artigo para definir uma mudança na minha vida: para mim e isto eu venho anunciando nos artigos, o socialismo real é assunto liquidado e eu repudio toda a minha experiência neste movimento, porque não quero ficar impactado mais vezes com verdades que eu não sabia.

Continuarei pesquisando , mas desta vez e sempre, sem o comprometimento emocional, que eu tive 2\3 de minha vida. Isto já vinha sendo anunciado por mim, mas é importante eu colocar esta nova fase de minha vida, para que as pessoas compreendam o que eu digo aqui.

A ditadura vai vir.

 

Quando Lula foi eleito para este mandato aí, fiquei aliviado porque supunha que o problema do golpe tinha acabado. Agora com o crescimento da candidatura de Flavio Bolsonnaro, o meu terror voltou. Voltei àquele domingo de sofrimento em que meu peito ficou oprimido. O meu ufa! No final do dia não serviu para nada.

Há alguns meses da eleição para um candidato de oposição ficar no mesmo patamar do governante é para preocupar. Geralmente , não é assim: o opositor cresce no final, mais próximo do pleito. Agora não, estão empatados, com a ajuda deste governo decadente e reativo de Lula.

Um governante que fica muito tempo no poder e que chega lá com promessas radicais tende a cair ou necrosar ou qualquer outra situação que mostre a sua incapacidade de convencer o povo, mesmo aquele que votou nele.

Mas um outro fato aterrador está presente nesta situação terrível: se na eleição passada a eleição de Bolsonnaro significava golpe, que havia sido deflagrado no final do ano anterior, neste momento a eleição de outro Bolsonnaro vai significar a possibilidade de golpe.

Não terá adiantado nada este esforço de investigação e prisão de golpistas. Alguns ainda estão aí livres e “ trabalhando”. Não se iluda o leitor, nem ninguém, quanto à impossibilidade disto.

Uma eleição da direita vai catalisar de novo estas forças e garantir um esforço continuado de implantação da ditadura.

Pode não acontecer um golpe imediato, mas no âmbito do “ novo” governo Bolsonnaro, as articulações para tanto irão se desenvolver sem dúvida nenhuma. Não se iludam.

Em artigo passado eu falei que havia uma luta entre continuísmos que poderiam descambar para um golpe, seja de esquerda, seja de direita.

E o desenho que se apresenta diante de nós confirma este vaticinio.

Por culpa de Lula e do PT estamos correndo o risco de voltar a 64. Lula é o novo Jango?

sábado, 28 de fevereiro de 2026

O culto à personalidade de Lula III um perfil psicológico de Lula

 

Eu não tratar disto aqui nesta série sobre Lula, porque acho uma questão muito pessoal, mas em função do que as suas últimas atitudes causaram no panorama eleitoral , favorecendo a direita, como era de se esperar claramente, não resisto.

Quando era militante do partido comunista, falava-se de Lula como alguém um tanto quanto despeitado e ressentido e eu achava(até certo ponto até hoje)despeito e ressentimento do partido, que não suportava uma liderança que despontava legitimamente no panorama da esquerda, a colocar o PCB numa posição secundária ,o que foi o que se deu posteriormente.

Hoje, guardadas as devidas proporções, vejo uma certa razão naqueles meus camaradas do passado: Lula se preocupa demais com a sua imagem pessoal. É verdade sim que foi vilipendiado por sua condição de pobreza e de alguém não escolarizado e isto é um elitismo vergonhoso: Anisio Teixeira dizia que o homem aprendia dentro da escola, fora dela e apesar dela. Lula é uma prova extraordinária desta última assertiva.

Mas ele mantém um certo trauma destas acusações vergonhosas de quem lhe tinha inveja somente.

Se fosse uma questão pessoal eu não falava nada, mas parece que este ressentimento persiste e influencia na sua atividade politica: as coisas encaixam e ele não resiste a uma exaltação, como no carnaval.

Ele acaba sendo presa do mesmo fenômeno que atingiu outras personalidades, mal comparando: Stalin, Hitler, Napoleão e Mussolini. Em escala muitíssmo menor , mas real. Ele precisa ser alimentado por uma admiração social, que parece dar a ele segurança quanto ao seu governo e aceitação por parte do povo, quando, como eu já disse, tudo isto comprova um certo descolamento da realidade.

É uma lástima que uma liderança popular como esta acabe sendo rejeitado pelo povo mesmo. É uma situação trágica e impensável para alguém como ele, mas a personalidade individual , com seus problemas psicológicos, parece estar interferindo na politica e no...Brasil.