quarta-feira, 17 de junho de 2026

Mais distorções do socialismo real e do igualitarismo

 

Numa sociedade baseada fundamentalmente numa igualdade total entre todos os seus componentes e em que o principio absoluto de solidariedade predomina, aquele que procura se destacar individualmente é tido como pretensioso, desejando ser melhor do que os outros.

Os homens são iguais em direitos , mas em termos reais são diferentes. A igualdade absoluta é sempre uma imposição de um poder que busca de alguma forma manipular a sociedade.

Aqui no Brasil nós temos não um socialismo real mas temos um “ pacto da mediocridade” geral, em que ninguém pode se destacar , ou pelo menos, tem que provar e conseguir se destacar de fato, por uma contribuição ultra diferente.

Mas para construir coisas, produzir conhecimento há que romper com este pacto.

Tantas vezes tenho falado nisto porque é necessário romper com isto se quisermos atingir um nivel alto de produção cultural capaz de nos colocar em pé de igualdade com os principais países e competir com eles.

O mais importante nestes regimes ultra-igualitários é que ninguém seja melhor do que ninguém. Quando alguém faz uma afirmação a outra pessoa ou as outras logo afirmam que também afirmam, mesmo que isto seja mentira.

Este comportamento é para manter estes vinculos, mas esconde recalque, a formaçã de recalque, porque muitos sentem desejo de produzir, de fazer coisas e não podem.

Aliás este igualitarismo já nasce numa conjuntura de recalque ,de impossibilidade de realização.

Se este estado de coisas deriva de uma revolução eventualmente, em outros lugares, como no Brasil, deriva da situação de pouca mobilidade social, principalmente para os menos favorecidos e é parte de uma nova militância não deixar que alguém busque se destacar.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

A banalidade do mal III o fim da abnegação

 

Uma das consequencias das ideologias, dos seus descaminhos , é ,como tenho dito sempre, o igualitarismo absoluto. Ao longo da história e até hoje sempre se vê um projeto de igualitarismo: a igreja católica e os cristianismos sempre propuseram uma fraternidade universal, a partir de seu Deus, Cristo: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

Isto é uma proposta , mas inserido na cabeça de muitos como uma potencialidade humana, que mediações ilegítimas impedem. Desde Rousseau no tratado sobre a desigualdade, que acusou a propriedade de ser a maior das barreiras e chegando a Marx na questão da exploração, nós vemos a concepção de que o homem tem em si a necessidade do reconhecimento da igualdade e da fraternidade, mas a verdade é que tal ideia é algo criado pelo homem diante das injustiças e exige uma construção. Não está pré-dado.

Mas como eu digo sempre ,decair, destruir é mais fácil do que construir algo.

Então , a partir das ideologias, que venderam falsamente uma solução defintiva para a separação dos homens, esta fraternidade é imposta como algo a ser exigivel para qualquer ser humano, sendo a sua não aceitação ,um anátema, contra aquele que diverge.

O igualitarismo, a fraternidade imposta no imediato, sem a construção prévia de seus critérios, é um instrumento de ditadura , de imposição, que acabou com um outro principio cristão menos falado: “praticar o bem sem olhar a quem”.

Nós vivemos numa época em que quando alguém relata um problema, não só não é ajudado,como é acusado de querer ser melhor do que os outros e se recebe ajuda aquele que a prestou age como um mafioso , que cobra um retorno, por parte de quem foi ajudado, de quem pediu ajuda.

Se não tiver necessidades este “ mafioso” moderno inventa uma para cobrar do outro.

O socialismo real supunha que não havia mais problemas, doenças e que a solidariedade era aquela, baseada na igualdade absoluta entre as pessoas, logo reclamar um problema era romper com esta fraternidade.

O socialismo acabou , mas estes “ valores” não.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Efeitos deletérios II

 

Continuando nossos estudos críticos sobre a influência deletéria da ideologia sobre as famílias eu devo dizer: existem militantes que conseguem evitar o problema. Como eles fazem? Separando bem a família da atividade revolucionária.

O filho de Marighella está aí ,sem problemas, porque o pai compreendeu muito bem esta verdade, de separar a vida infantil das imensas responsabilidades do revolucionário.

Ignoro o destino dos filhos de Gramsci e de Lamarca, mas tanto o primeiro como este último sempre procuraram respeitar os filhos na sua infância. Lamarca mandou a família para Cuba.

Gramsci sempre procurava manter os filhos em comunicação com ele, orientando-os quanto às suas escolhas e tarefas.

Mas aqueles que de uma forma ou de outra deixaram que as enormes tensões da atividade revolucionária se misturassem com a família, juntando partido e família, tiveram imensos problemas.

Alguns revolucionários foram mortos na frente dos filhos o que os traumatizou para sempre.

Outros foram deixados como coisa sem importância e sentiram o peso da carência afetiva que é uma coisa essencial no desenvolvimento do homem a partir de sua tenra infância.

Filhos foram levados de um lugar para outro e perderam referências em amizades infantis, que é outra coisa importantíssima no seu crescimento : a formação de vinculos de amizade.

Principalmente na puberdade a presença dos pais é fundamental, dependendo das circunstâncias, do entorno dos jovens, que pode desviá-lo do caminho, havendo necessidade de o pai e a mãe cortarem pela raiz o momento em que “ descobrem” as drogas e as coisas corruptivas e fáceis da vida.

Pode parecer que não, mas a criança sente o perigo que ronda o pai, que pode ser barbaramente torturado ou mesmo simplesmente assassinado e tornado um desparecido, o que prolonga o problema para a vida toda.

O revolucionário não deve ter filhos e se casar com uma militante que certamente o ajudará na atividade. É sacerdócio. Por isso eu r respeito em parte a decisão da ireja católica de exigir celibato dos padres. Já imaginou aqueles padres do leste europeu com família? O auto-sacrificio exige despojamento destes rituais comuns.



domingo, 7 de junho de 2026

Efeitos deletérios da ideologia nas famílias

 

Há muitos anos atrás eu já tinha abordado este problema citando um documentário da TV Senado “ crianças no olho do furacão” que tratava dos filhos dos militantes da esquerda brasileira que sofriam as consequencias do que acometia com o seus pais. Isto sem falar nos filhos que foram torturados na frente dos pais, como é o caso de Gilardini, integrante do Pcdo B.

Filmes também retraram este problema. Eu conheço outros casos de filhos que enlouqueceram, se suicidaram ou ficaram com sequelas dete tempo ominoso.

Tirei algumas conclusões, pensadas ao longo da vida, sobre a relação,que considero totalitária , entre partido, movimento , ideologia e família.

Esta mistura prejudica inevitavelmente a família e fundamentalmente os filhos , que não têm consdições de se defender de uma situação tão opressiva como é a militância em tempos de ditadura.

De diversas maneiras, a ideologia não tem meios de cumprir as tarefas paternas no âmbito da família. Hoje falarei só de uma característica, que não é só da ideologia.

No passado, os primeiros comunistas que eram ligados à União Soviética reproduziam uma estupidez do stalinismo e da psicologia pavloviana, que dava conta de que o homem só precisa das condições materiais de existência para viver, que era o mote daquele país e de pessoas que o seguiam, como aqui no Brasil, Oscar Niemeyer.

Esta “ visão” (boçal) foi propagada por um (boçal) italiano Amedeo Bordiga, que dizia que só bastava a satisfação das carências do homem para que ele se desenvolvesse na vida, não havendo necessidade de psicologia ou valores para a sua preparação

É como disse Nelson Rodrigues “ é um absurdo o que o marxismo quer, reduzir o homem às suas necessidades fisiológicas”.

Conheço uma família em que o pai disse aos filhos,um de 12 anos e outro de 9 , com o Capital na mão e olhos esbugalhados, que já tinha dado a educação neceessária aos filhos e que já não era mais com ele.

O menor enlouqueceu.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Minha luta II

 

Eu ia continuar com o meu trabalho, mas apareceu uma outra pessoa , destas que me cercam aqui o tempo todo. Não bastam estes babacas que ficam me mandando conceitos que eu emito nos meus artigos e livros, no meu youtube, para surgir um outro, com outras intenções.

Apareceu um aqui que me colocou um video de Norberto Bobbio explicando aquilo que eu falei sobre Lênin não ser continuador de Marx.

Eu vou explicar de novo até estes idiotas pararem: nunca disse que eu era original aqui. Uma das minhas tarefas era mostrar a esta geração nova da esquerda, cabeça-dura como as de antes(com raras exceções) conceitos que estão esquecidos, de modo a atualizá-la e evitar que não só não faça besteiras(com sói acontecer ainda) como reconheça a derrota da via leninista , que ainda é a base de sua ação.

A pessoa “nova” que surgiu do nada é um tal de Clóvis Barros Filho, que eu não sei quem é, só fiquei sabendo agora que ele vem frequentemente no meu e-mail , no meu youtube no meu facebook.

O truque dele é mais sofisticado: ele quer o ocupar o meu espaço fazendo as mesmas coisas que eu faço aqui. Quero dizer, os mesmos temas, as mesmas preocupações, a mesma linha de pensamento que eu tenho usado aqui nos meus artigos.

Isso sem falar na provocação que é enviar propostas de cursos de filosofia, como a dizer que eu tenho que voltar para a escola.

Não adianta rapazes, não adianta: eu conheço todos estes truques. Vocês estão me subestimando, acreditando que eu nasci ontem.

Não adianta querer me parar porque eu vou continuar e hoje tenho certeza de que quando morrer(que acho que não vai demorar muito) interromperei um processo infinito, que é o da minha criatividade.

Repito:se não me considera passe ao largo ou então proíba a expressão do meu pensamento, que eu sei que é o desejo destes pequenos ditadores que me cercam.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Meu trabalho a minha luta contra a covardia, desonestidade e plágio

 

Mais uma vez eu preciso parar aqui para tratar do meu trabalho e da sua recepção geral. Persistem os problemas de plágio, não reconhecimento e ataques pessoais.

Repito: parece até que eu estou cometendo um crime ao manifestar o meu pensamento, pressionando as autoridades a fazer o certo.

O meu trabalho aqui como escritor, blogueiro, pesquisador tem validade científica, validade como ensino\aprendizagem(para quem lê meus livros e artigos) e é um exercicio de liberdade de pensamento. Coisa sempre importante num mundo como o nosso.

E vire e mexe as minhas ideias aqui são usadas por outras pessoas sem me dar crédito.

Professores, pesquisadores de instituições importantes aparecem no meu feed de noticias do facebook.

Bastou eu falar em leituras de Aristóteles e uma editora, logos resolveu fazer a leitura das obras de Aristóteles. Bastou eu falar em Sto Agostinho, nas “confissões” para um grupo que eu não sei qual é fazer um curso sobre este texto. Agora a puc me apresenta um curso sobre o mal e vem aqui me oferecer.

Todos nós somos alunos a vida inteira, mas eu estou numa fase em que a minha condição de intelectual produtor de cultura é mais importante do que ser aluno.

Além do quê percebo que existe um desejo de me desqualificar apresentando estes cursos, mas eu tenho absoluta certeza do que digo.

Não sou infenso a erros(como ninguém é) mas tenho 50 anos de estudos e luta para adquirir conhecimento, algo que nem todo professor doutor (eu vi)tem.

Desta forma ou se fala comigo de igual para igual ou não se fala. E mais do que isto, venho reiterando sempre, se não gosta de mim não vem aqui. Mas se usar o meu pensamento, tem que reconhecer.



sexta-feira, 22 de maio de 2026

A eleição presidencial o fim de Flavio e da direita?

 

Como diz Helio Jaguaribe , em seu livro sobre História, ela é consequencial. Como todo o movimento , ela não está pré-dada, se fazendo no próprio movimento.

Circunstâncias novas mudam o quadro e é preciso reconhecer quando se tem uma postura “ científica” e honesta.

No meu artigo sobre o aparecimento de Flavio Bolsonnaro eu descrevi um quadro de horrores, de horrores típicos e recorrentes ao longo da História.

Mas os fatos recentes diminuiram a sua candidatura e a da direita, que não necessariamente se identifica com ele.

A sua vinculação com o escândalo do Banco Master e com Vorcaro tirou sete pontos de sua pretensão presidencial, segundo a pesquisa da data folha de hoje.

Felizmente é assim, mas não se deve cantar vitória antes do tempo e como eu tenho sempre dito não se trata só eliminar pessoas de direita, mas a direita como um todo.

Se houver uma troca de candidato o problema pode ser recolocado novamente, mas mesmo, como eu espero, que a candidatura atual permaneça e despenque, a presença da direita com força é sempre uma ameaça, que nos dias correm, são uma ameaça de golpe.

O MSN , através de um de seus articulistas colocou esta verdade lá num artigo, depois de ler o meu aqui, sem me dar créditos. Tudo bem, estu acostumado a esta desonestidade e covardia.

Quer dizer, a questão do golpe continua no horizonte. Novas formas de implementá-lo vão aparecer, porque as condições sociais e politicas(apoio de parte do povo brasileiro) ainda estão aí.

A candidatura atual tem ainda como se reerguer se fizer certas acusações comuns de comunismo à esquerda.

Embora a vinculação entre Flavio e Vorcaro não seja ética , do ponto de vista juridico não quer dizer muita coisa, pois aceitar dinheiro de um patrocinador corrupto não torna quem aceita culpado. Veja bem, é claro que Flavio sabia ,mas este recebimento não é receptação, em principio. Os próximos passos vão demonstrar se tudo acabou ou continua.