A esquerda stalinista consagra como humanidade aquilo que reza na sua mão. Como eu disse nos artigos anteriores é um grupo que domina o estado, sem muito fundamento, que faz a mesma coisa que qualquer estado de classe e no nosso caso burguês.
O marxismo de Marx e os anarquistas têm razão em afirmar que não há liberdade quando ainda há estado.
A distorção stalinista, totalitária, acaba se tornando algo semelhante à máfia: a chamada “ desconfiança organizada” acaba com a promessa de camaradagem entre os militantes.
E como eu já expliquei em artigos anteriores a militarização do partido comunista cria regras militares para a convivência partidária.
Quando se entra no exército o critério dos comandantes e dos instrutores é reproduzir o mal do mundo para que o recruta adquira realmente força e aguente pressão, mas na vida civil, politica, a mistura de critérios politicos e militares gera uma distorção típica da máfia.
Na máfia você é atacado e pressionado o tempo todo para apurar a sua fidelidade ao esquema, mas esta atitude esconde , não raro, animosidade irracional de um mafioso com relação a outro e quem entra fica sempre na tensão.
A finalidade de pressionar o companheiro é ilegítima. Assim também ocorre com a “ desconfiança organizada” frase definidora do tirano.
Sob a justificativa de que o partido pode ter que pegar em armas se cria um ambiente de pressão que serve ao propóstio autoritário imposto da direção sobre os que entram na organização, mas a tal animosidade está lá presente, como um elemento aterrorizador da prática dos militantes.
Esta postura de desconfiança é parte do terror constante, no cotidiano, da politica totalitária stalinista.
Nós poderíamos dizer “o partido é o terror no cotidiano”.
Mas isto é um truque totalitário, um truque stalinista e de alguns comunistas.