domingo, 18 de janeiro de 2026

Ironias da história

 

De tempos em tempos a história demonstra a sua capacidade de ironizar a si própria.Foi assim na época de Kruschev,que fez uma “ abertura” na URSS quando ele mesmo foi um dos maiores repressores.

Aqui no Brasil a transição foi feita por alguém que vinha da ditadura militar.

Agora nós vemos que a libertação de presos politicos na Venezuela,na Venezuela de esquerda,se deu por intervenção de Trump.

Nós vemos também que quem defende o direito das mulheres iranianas é o mesmo Trump.

Eu já falara sobre esta ironia quando da questão do Afeganistão,em que Trump defendeu principios que acabam por proteger a mulher naquele país muçulmano.

Politica não é algo fácil.Um projeto de ditador ,um continuador da doutrina Monroe e do big stick, “libera” determinados grupos de pessoas,enquanto a esquerda, por “geopolitica”,por “pragmatismo” se alia a estes regimes ditatoriais e misóginos.

Estes basbaques apóiam o regime de Cuba e defendem a democracia aqui.Ganham dinheiro aqui e defendem regimes que não o permitem para os seus cidadãos.

Contradições tão grandes ou maiores do que aquelas atribuidas ao capitalismo.

Já não há mais espaço para este tipo de contradição,que só permance na América Latina,em que determinados grupos de profissionais de diversas áreas,ligados ao socialismo,lutam para garantir a continuidade dos seus respectivos nomes e trajetórias.

Um interesse egoístico,de auto-preservação,que barra o caminho da renovação da esquerda e mantém a direita à frente da iniciativa politica no mundo de hoje.

Não vou me cansar nunca de bater nesta tecla essencial,que é pensar no futuro da utopia,na luta pela emancipação da humanidade,em direção a uma sociedade realmente capaz de produzir felicidade para todos.

sábado, 17 de janeiro de 2026

Fui eu quem trouxe a doutrina Monroe

 

Agora aparece todo tipo de pessoa falando em doutrina Monroe ,o msn,a Folha de São Paulo,kotogori(?).Eu não pesquisei nada no departamento de estado estadunidense,não vi nada dos Estados Unidos,tirei do meu conhecimento histórico.

Geopolitica não existe se você não tem conhecimentos históricos,porque da Revolução Francesa até aqui temos uma unidade de questões politicas,históricas e geopoliticas.

Tem um sujeito que apareceu no meu indefectível youtube,entrevistado nestes podcasts,se referindo à doutrina Monroe,como a dizer: “eu já sabia”, “antes de você”.

Mas quem pautou esta discussão fui eu,usando apenas os meus conhecimentos históricos e fazendo as variações e atualizações necessárias.

Aí apareceu uma autora,no msn,que escreveu um livro sobre a doutrina Monroe,mas fui eu que pautei o msn.

Já está na hora deles me contratarem,para fazer as pautas,já que eu estou sempre na frente e sempre descubro coisas importantes para se colocar nos jornais.

Não é justo não reconhecer o trabalho dos outros ,há que se reconhecer a contribuição que vem de fora,para diluir este espirito corporativo que impera em todos os lugares.

Quem conhece história sabe o que está acontecendo agora,que não é mais do que uma reinterpretação do passado.

Trump sempre aquele fiel da balança do conservadorismo americano.Ele só entrava em eleição para isto,para manter,apesar das vitórias democratas,o conservadorismo à espreita,vigiando.

Ao entrar na presidência Trump representou e representa os EUA profundos,que apóiam estas politicas tradicionais de intervenção,sempre com uma justificativa defensiva,principalmente depois da primeira guerra.

É por esta razão que nós estamos voltando ao passado,antes da primeira,embora,na guerra-fria,politicas intervencionistas tenham ocorrido.Contratem o Ernesto aí!

domingo, 11 de janeiro de 2026

A internacional progressista me copiou

 

No penúltimo artigo sobre o imbroglio de Maduro e da Venezuela eu falei que Trump punha a nu o verdadeiro sentido da expressão do Presidente Monroe “a América para os americanos”.

A international progressive leu meu artigo e emitiu o conceito de “doutrina Donroe” juntando Donald com Monroe,para não admitir que tirou suas reflexões de mim,que venho sempre contribuindo para o debate que se realiza no mundo todo,em torno destes acontecimentos politicos radicais.

Mas introduzirei um novo\velho conceito que está também,por trás destas ações do Presidente estadunidense: a politica do Big Stick, “Grande Porrete” sobre a américa central e implementada por Ted Roosevelt ,só que agora mais abaixo,embora próximo,a América do Sul.

Estes principios estadunidenses que sempre marcaram as relações de impertinência intervencionista deste país,estão unidos sob este republicano.

Trump tomou o petróleo da Venezuela e já quer que as empresas dos EUA invistam na Venezuela,porque as hostes de esquerda não souberam transformar a exploração deste produto em benesses emancipatórias para o povo venzuelano.Então voltou o imperialismo,que terá consequencias ,agora,para Cuba,que ficará sem ajuda e numa situação quiçá desesperadora.

Como eu disse,mais cedo ou mais tarde,por omissão da esquerda,quem viria a fazer a transição em Cuba são os Estados Unidos,com todas consequencias inevitáveis que sabemos:cassinos,prostituição e desnacionalização,tudo o que vicejava antes da revolução.

E quais os próximos passos?Não só na América Latina,mas no mundo todo?Já que Trump interveio na Venezuela,porque a China não pode fazer o mesmo em Taiwan?A Rússia em relação à Ucrânia?

Se Trump tomar a Groenlândia estes fatos possíveis vão se realizar e a situação em nosso planetinha piora.

sábado, 10 de janeiro de 2026

E nesse ínterim nenhum candidato de centro esquerda

 

Em meio a este problema todo,não há nenhuma candidatura de centro esquerda.Aqui e no mundo vozes moderadas,mas firmes,não aparecem.

Toda esta polarização domina o ambiente politico,com a exceção do acordo UE-MERCOSUL,que segue um caminho construtivo.

Mas a polarização adquiriu agora algo que parecia encaminhar-se para a suepração:o imperialismo.

A politica da confrontação toma ares de politica imperial,cada país dividindo o mundo segundo seus interesses.Áreas de influência e...reconhece-se o retorno da guerra-fria,que eu disse que não foi embora.O século XX não se foi.

Então,nunca foi tão necessário uma politica alternativa,que confrontasse esta confrontação,procurando mostrar quais são os verdadeiros problemas da humanidade.

Aqui no Brasil só há politicos de centro direita,que não falam nada.Marina era uma chance de centro-esquerda,mas saiu da disputa e Ciro,pirou.

Aécio e Tebet são de centro direita e esta ultima está muito atrelada a Lula.

As possibilidades de surgimento de alguma coisa são pequenas.Não se vê em lugar nenhum,como eu disse.

Mas esta era a hora de buscar um “outro” discurso,pós-guerra-fria,social e talvez utópico.

Porque numa perspectiva de crise,que é a natureza desta confrontação,as chances de uma mudança também estão dadas:haveria interesse por parte das populações,dos povos quanto a propostas de solução d e problemas sociais,como eu tenho posto aqui,sobjamente.

A luta para tirar as pessoas da rua ,a luta para acabar com a fome, a questão da educação e assim sucessivamente.

Meu medo é que esta situação mundial abafe as necessidades sociais de cada país e mesmo a esquerda,que deveria ter atenção a isto,reproduz a confrontação.



sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

As consequencias da captura

 

Há muitos anos atrás,quando aprendia ainda história,um conceito do Presidente dos Estados Unidos,James Monroe,vivia sendo ironizado: “a América para os americanos”.

Naquele tempo todo mundo dizia que esta frase significava a “América para os Estados Unidos” e esta ironia histórica parece se confirmar agora.

Intervenção na Venezuela,no Brasil,possivelmente na Colômbia e assim sucessivamente.Só que com uma diferença:agora parece ser o mundo inteiro para os americanos e o mundo inteiro reage como pode às investidas de Trump,cujo pensamento é aquele mesmo dos conservadores de todas as épocas.O que vale é o dinheiro e o poder que você tem para resolver ,pela raiz,os problemas.

O ONU foi esvaziada.Sessenta instituições foram mandadas embora dos Estados Unidos.

Num momento de crise assim,como numa guerra,tudo se coloca de maneira mais simples.Penso agora em Hegel,para quem a História apresenta estes fatos e crises para colocar os homens nos trilhos.

Este é o meu mote sempre:lógico que a politica assistencialista é importante,mas ele não deve parar por aí.Nós temos que resolver os nossos problemas.

A Venezuela tinha que usar o seu petróleo para emancipar os oprimidos de seu país,não ficar enrolando.A Colômbia deve fazer o mesmo e o Brasil também.

Se fica este chove não molha que se sustenta com uma confrontação inócua com os poderosos,estes,municiados de poder e dinheiro,tomam as rédeas para si.

As transformações que vão acontecer daqui por diante tem que ser usadas para que a questão social volte,a responsabilidade das nações para o combate definitivo da miséria volte ,a luta por uma democracia real volte,porque só assim evita-se o protagonismo atual da direita,que parece não fenecer,não recuar,antes pelo contrário,no vácuo deixado pela esquerda.



sábado, 3 de janeiro de 2026

Estados Unidos o gendarme do mundo

 

Tratando dos meus assuntos do cotidiano fui surpreendido pelos acontecimentos da Venezuela.Vamos a eles:a captura de Maduro e sua esposa por Trump;a declaração de que este último governará o país até uma “ transição apropriada”.

As consequencias destes fatos são enormes ,principalmente para o Brasil,que pode ser a bola da vez,ainda que ameaças estejam sendo feitas contra o Irã,país que está com protestos pela democracia.

Agora os meus comentários:como eu tenho dito à farta,a esquerda é velha e não compreendeu até(considerando o fim da URSS)o valor universal da democracia e ...do direito.

Ela tem os mesmos defeitos de sempre e faz alianças ambiguas.Não sei se é verdade que Maduro tem relação com o narcotráfico,mas não me surpreenderia se tivesse,porque a esquerda universal tem uma tendência a este pragamtismo politico que sustenta relações nem sempre corretas e honestas.

Eu conheço a esquerda moderna e certos valores,como os citados acima,são vistos como “burgueses”.

Usar drogas hoje é de “esquerda” e falar em direito “de direita”.Há uma inversão de valores que favorece a direita,agora instalada no poder maior do mundo,que são os Estados Unidos.

Por causa desta ambiguidade a direita toma a si a tarefa de preservá-la.Tira um continuista,que reprime uma parte considerável da população venezuelana e reorganiza a democracia,permitindo alternância de poder,coisa que uma esquerda moderna devia defender.

Assim os Estados Unidos assumem um papel de policia do mundo todo e acabam por manter a democracia formal nas suas mãos,sem abrir possibilidades para uma esquerda futura,que está no passado.

Em toda crise existe algo de positivo:a verdade dos fatos.Não havendo uma onu capaz de enfrentar ditadores,que é o caso de Maduro,sobra o mais poderoso e a comunidade internacional fica olhando.Volto ao tema.



quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Uma edição perfeita de O Capital

 

Finalmente encontrei uma edição completa de o Capital em que todas as notas feitas or Marx estão relacionadas com o conteúdo do livro e por isso é possível acompanhar todo o texto através destas notas importantes.

Assim nós temos uma visão dos estudos de Marx ,que o levaram a fazer o trabalho de sua vida.E temos,de quebra,uma ideia geral do livro.

O capital é um livro decisivo em minha vida. Eu tinha que parar de jogar botão no chão da sala para ouvir as explicações de meu pai,que usava o Capital,como se fosse uma biblia na mão.

Quando queria fazer uma pergunta(porque eu não entendia nada)ele se virava e não dava bola.

Mas fiquei com este desejo de estudar este livro,que parecia,naquela época,transformar o mundo d e ponta cabeça.

E nos dias atuais posso dizer que a minha relação com ele é bastante ambigua:como texto sempre se pode encontrar alguma coisa de bom (e de ruim),mas como programa humano e crítica do capitalismo ele feneceu como matéria viva que se mumifica.

Os chineses ,em 2010,o abandonaram ,não vendo nele mais modelo de nada,de prática econômica ou politica.E eu,do meu lado,entendo que não é preciso ler o Capital para ser comunista.

A ideia comunista é muito simples e muito óbvia e sua propositura foi feita no auge da segunda revolução industrial,em 1820:com tanta capacidade produtiva porque a maioria não tem nada e uma minoria fica com tudo.

A resposta de Marx no Capital continua,até certo ponto,válida.Para mim o capitalismo se renova sim e não é das suas crises que nascerá a utopia,mas da capacidade imaginativa do homem de dar uma resposta organizacional pronta para trás todos estes problemas do capitalismo(e dos modos de produção antigos).

Há um certo economicismo em Marx,que acreditava que a leitura de seu livro era a orientação inelutável para se chegar à utopia.Ledo engano.