Premido pelos meus afazeres e preocupações culturais não tenho escrito sobre esportes e dentre eles especialmente o futebol. Acompanho o meu querido Fluminense há dois anos e desejo expressar ideias a respeito desta experiência continua e notadamente a última: a classificação para a outra fase da libertadores.
Mas eu vou deixar isto para depois. Hoje eu quero falar sobre a Copa do Mundo que está correndo aí diante de nossos olhos.
Eu não assisti as copas de 2028 e 2022, talvez por causa do trauma de 2014, mas agora, tenho mais ou menos acompanhado o que vem acontecendo e vejo que esta copa está realtivamente boa.
Contudo há uma diferença abismal(ou abissal) entre aquelas copas até mais ou menos 1986 e as que foram vindo depois.
Se tornaram copas “ européias” , tecnológicas(demais) e o futebol se esforça para aparecer mais do que tais inovações.
Uma das coisas que eu temo no esporte é que ele , como outras realizações humanas, perca protagonismo para o dinheiro, que é uma tendência universal.
Não sou contra o dinheiro, mas ele serve ao homem e não o contrário. A perda de humanidade, de criatividade humana é real. Existe uma resistência evidente ao longo destes torneios, mas não é a mesma coisa que no passado, pelo menos, até a copa de 70, quando se encontravam gênios do futebol, que se tornou arte aqui em nosso país.
Esta ótima tendência foi sendo arrefecida a partir de 1974 e perdura até aos dias de hoje.
Todo mundo conhece a minha visão da massificação do esporte e esta massificação é que permite o surgimento da genialidade e o predominio do homem sobre o dinheiro.
O dinheiro se reproduz com a atividade humana e não a atividade humana que se viabiliza pelo dinheiro.
Ainda espero em vida ver o renascimento do homem, assoberbado de coisas ilegitimas ou parciais, como o dinheiro.