quarta-feira, 26 de novembro de 2025

A presença de Chaui e Safatle no meu youtube

 

Eu deixo o meu youtube aberto para isto mesmo:permitir que as pessoas entrem lá para mostrar seus trabalhos e suas opiniões,mas quando se trata de responder a coisas que eu coloco aqui eu fico aborrecido por não me citarem,por me desconhecerem.

Já expliquei as razões disto e não vou me repetir.Mas por isto eu não vejo o que estas pessoas mandam e às vezes até deleto.

Aquilo que eu vejo ,como o titulo da entrevista que me foi mandada feita por Vladimir Safatle com a professora Marilena Chauí,que tem vindo muitas vezes no meu youtube,eu comento.

É o que eu farei agora:

O titulo é “ nas redes sociais não há possibilidade de reflexão”.Naturalmente eu discordo desta apreciação,pelo menos no que diz respeito à possibilidade.

Como eu tenho dito tem muita gente boa na internet(inclusive eu).O que dificulta o crescimento da internet como local de discussão é que cada um fica atomizado ,no seu canto,apenas trabalhando o seu nicho,deixando de lado a democracia,os debates.Daí surgiriam reflexões.

Até onde eu sei e até onde eu vi nas minhas pesquisas eu sou o único que procura estes debates ,em sucesso.Então eu faço a minha parte como todo mundo,porque eu não vou obrigar ninguém a debater ou discutir, muito menos comigo.Não existe isto,a democracia se faz por consenso.Mas é ela uma necessidade nestes tempos perigosos em que vivemos.

Eu defendo,como tenho feito sempre,a figura de um intelectual independente como eu.O intelectual de modo geral(e o de esquerda nem se fala)se fecha em si mesmo num discurso de verdade absoluta.Ele não resiste a isto.E joga-o também para o plano pessoal,porque ele é auto-referente.

Como explica Popper o ser humano evolui pelo método da tentativa e erro.Para não prejudicar o outro ele constitui um saber todo criterioso para não errar,mas no processo de construção do conhecimento é inevitável.

O intelectual (e às vezes o cientista)se ilude frequentemente,por vaidade,egoismo e egocentria,com o seu poder de compreeensão ampla do real.Por mais que ele se discipline não resiste à tentação de Platão de controlar o mundo e quando ele cai nessa armadilha entra numa degeneração multifacética,indo do empobrecimento às distorções e chegando ao mais puro autoritarismo,que é a maior consequência da vacuidade do propósito.

Um intelectual independente é fundamental na questão desta disciplina,evitando a sua transformação num mandarim,que era o sonho de Platão.

Por mais complexo e inovador que seja um intelectual ,o mundo está sempre se movimentando, pondo um limite inevitável ao seu fazer,que nem sempre é reconhecido(ou quase nunca).

O intelectual que fica na corporação cuidando de seu modelo universal perde o contato com estas mudanças e o seu referido modelo,sem considerar este movimento, acaba se tornando fechado e inócuo.

Quem vive extra -muros tem condição de acompanhar estas mudanças,de ver certos fenômenos capazes de trazer novas realidades,que a corporação não está vendo.

E o pior é que o intelectual quando criticado,dentro deste contexto de limitação,se sente pessoalmente ofendido,o que não é a intenção de quem o critica.

Eu nunca critiquei pessoalmente a sra Marilena Chauí ou Safatle.Ela merece 10 honoris causa,ele merece o lugar que tem,tudo certo.MAS COMETEM ERROS COMO TODO MUNDO E TODO MUNDO TEM O DIREITO DE DISCORDAR DAS SUAS IDÉIAS.

Eu fiz uma crítica que outros professores ,como Roland Corbisier, fizeram e não aceito sob nenhuma hipótese o que a professora diz da classe média,a qual ela e eu pertencemos.

Eu faço crítica à luta armada,uma crítica politica,não em termos pessoais ,ao pai de Vladimir Safatle.Será que é dificil entendê-lo?

Neste aferramento e dogmatismo dos dois existe uma similitude entre o comportamento da esquerda que eles representam(ou dizem)e a da direita e a da pior burguesia.

O que caracteriza uma sociedade burguesa?Uma minoria que governa a partir de seus interesses.O que é o intelectual de esquerda,em termos gerais?Um grupo que pretende ,com um certificado na mão,dirigir os outros,dirigir a sociedade,a partir da sua autoridade intocável(por causa do diploma).

E há um outro pormenor a ser lembrado:o conhecimento intelectual e científico também aliena o resto da humanidade que não tem acesso a ele.Há um medo de toda a sociedade,de todos os comuns,de ser atingido pelos erros dos produtores de saber.

É dentro desta última afirmação que me coloco como intelectual independente.Nenhum mandarim me engana.



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