quarta-feira, 1 de julho de 2026

Porque critico tanto o Stalin


Eu já respondi a esta questão ,mas senti a necessidade de aprofundar este problema, principalmente no que diz respeito às consequencias dos crimes de Stalin.

Mas também porque ninguém da esquerda toca neste assunto. A verdade é que os crimes de Stalin afastaram os homens do movimento comunista e emancipatório do povo, da humanidade.

Os cristãos passaram para seus fiéis o que foi feito contra eles e seus irmãos por parte do regime stalinista(e por outros regimes inspirados pelo stalinismo).

Outros cidadãos de outros países têm testemunhos terríveis para dar.

Assim sendo , como eu já disse, levará muito tempo para uma pessoa que se diz comunista convencer outrem da sua sinceridade. Em alguns lugares ainda se consegue, mas na maioria a desconfiança é regra.

Há, no entanto, uma questão que não desenvolvi no passado e que quero colocar agora: até que ponto é crime de indução ao crime apoiar stalin.

Naquele tempo eu citei o caso de Wagner, que era anti-semita mas não podia ser acusado pelo genocidio. Não podia mesmo? Do ponto de vista juridico talvez realmente estas duas posturas não tenham como ser levadas aos tribunais, mas do ponto de vista moral efetivo será que é assim?

Não se há de dizer que não contribuiu para o crime , mas o ato em si é distinto deste condicionamento, como ensina o direito.

É uma irresponsabilidade criar estas condições para algo errado. Fazer o errado, ainda que não tenha a consecução prática dos seus critérios , ajuda. Não faz mas ajuda e impõe-se evitar.

O stalinismo tem uma responsabilidade histórica que a história só não julgará sozinha como diz Roy Medvedev, mas o cidadão comum.

Os argumentos que eu usei para retomar o caminho da relação vanguarda\povo são muito complexos par este povo se conectar com os comunistas novamente. Que argumento conectaria? O do desespero?






sábado, 27 de junho de 2026

E de volta ao futebol

 

Premido pelos meus afazeres e preocupações culturais não tenho escrito sobre esportes e dentre eles especialmente o futebol. Acompanho o meu querido Fluminense há dois anos e desejo expressar ideias a respeito desta experiência continua e notadamente a última: a classificação para a outra fase da libertadores.

Mas eu vou deixar isto para depois. Hoje eu quero falar sobre a Copa do Mundo que está correndo aí diante de nossos olhos.

Eu não assisti as copas de 2028 e 2022, talvez por causa do trauma de 2014, mas agora, tenho mais ou menos acompanhado o que vem acontecendo e vejo que esta copa está realtivamente boa.

Contudo há uma diferença abismal(ou abissal) entre aquelas copas até mais ou menos 1986 e as que foram vindo depois.

Se tornaram copas “ européias” , tecnológicas(demais) e o futebol se esforça para aparecer mais do que tais inovações.

Uma das coisas que eu temo no esporte é que ele , como outras realizações humanas, perca protagonismo para o dinheiro, que é uma tendência universal.

Não sou contra o dinheiro, mas ele serve ao homem e não o contrário. A perda de humanidade, de criatividade humana é real. Existe uma resistência evidente ao longo destes torneios, mas não é a mesma coisa que no passado, pelo menos, até a copa de 70, quando se encontravam gênios do futebol, que se tornou arte aqui em nosso país.

Esta ótima tendência foi sendo arrefecida a partir de 1974 e perdura até aos dias de hoje.

Todo mundo conhece a minha visão da massificação do esporte e esta massificação é que permite o surgimento da genialidade e o predominio do homem sobre o dinheiro.

O dinheiro se reproduz com a atividade humana e não a atividade humana que se viabiliza pelo dinheiro.

Ainda espero em vida ver o renascimento do homem, assoberbado de coisas ilegitimas ou parciais, como o dinheiro.



quinta-feira, 25 de junho de 2026

Uma coisa é o aparelho comunista outra o marxismo cultural

 

Quando faço estas afirmações críticas e até pessoais sobre os comunistas estou me referindo ao aparelho e à experiência mais comum do século XX. E incluo a minha experiência individual evidentemente.

Como já venho dizendo não há continuidade entre Marx e Lênin. Os bolcheviques fizeram o que fizeram por conta deles.

Neste sentido a construção dos partidos comunistas no mundo todo, a partir de 1922, atendeu a principios e necessidades dos bolcheviques , da revolução ilegitima da Rússia, com todos os percalços próprios dela.

O aparelho comunista padece de problemas recorrentes: centralismo que não é democrático e se torna inevitavelmente primeiro autoritário depois totalitário, na medida de sua pouca inserção na consciência do povo.

Na medida da rigidez do sistema do partido, as dificuldades de se conviver com a democracia são imensas, e para a manutenção deste nucleo duro vale tudo.

Na revolução francesa a divisão da sociedade em grupos exige no fim a presença de um poder forte como o exército(Napoleão). Na sociedade soviética, no socialismo real o poder central está localizado numa burocracia que reprime. Que manipula e ...trai.

Para preservar este nucleo nenhuma ética e toda traição vale. A ordem é a traição, a desconfiança organizada é traição aos companheiros.

A história o revelou e é contra isto que eu luto. Não contra utopia, contra o marxismo cultural.

Discutir qualquer autor , qualquer ideia é um exercicio necessário de liberdade, por mais odioso que seja este autor, por mais que ele seja contra mim.

Este artigo é para esclarecer um pouco as coisas: as pessoas que conhecem superficialmente marxismo e comunismo, juntam tudo, mas são coisas diferentes.



quarta-feira, 17 de junho de 2026

Mais distorções do socialismo real e do igualitarismo

 

Numa sociedade baseada fundamentalmente numa igualdade total entre todos os seus componentes e em que o principio absoluto de solidariedade predomina, aquele que procura se destacar individualmente é tido como pretensioso, desejando ser melhor do que os outros.

Os homens são iguais em direitos , mas em termos reais são diferentes. A igualdade absoluta é sempre uma imposição de um poder que busca de alguma forma manipular a sociedade.

Aqui no Brasil nós temos não um socialismo real mas temos um “ pacto da mediocridade” geral, em que ninguém pode se destacar , ou pelo menos, tem que provar e conseguir se destacar de fato, por uma contribuição ultra diferente.

Mas para construir coisas, produzir conhecimento há que romper com este pacto.

Tantas vezes tenho falado nisto porque é necessário romper com isto se quisermos atingir um nivel alto de produção cultural capaz de nos colocar em pé de igualdade com os principais países e competir com eles.

O mais importante nestes regimes ultra-igualitários é que ninguém seja melhor do que ninguém. Quando alguém faz uma afirmação a outra pessoa ou as outras logo afirmam que também afirmam, mesmo que isto seja mentira.

Este comportamento é para manter estes vinculos, mas esconde recalque, a formaçã de recalque, porque muitos sentem desejo de produzir, de fazer coisas e não podem.

Aliás este igualitarismo já nasce numa conjuntura de recalque ,de impossibilidade de realização.

Se este estado de coisas deriva de uma revolução eventualmente, em outros lugares, como no Brasil, deriva da situação de pouca mobilidade social, principalmente para os menos favorecidos e é parte de uma nova militância não deixar que alguém busque se destacar.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

A banalidade do mal III o fim da abnegação

 

Uma das consequencias das ideologias, dos seus descaminhos , é ,como tenho dito sempre, o igualitarismo absoluto. Ao longo da história e até hoje sempre se vê um projeto de igualitarismo: a igreja católica e os cristianismos sempre propuseram uma fraternidade universal, a partir de seu Deus, Cristo: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

Isto é uma proposta , mas inserido na cabeça de muitos como uma potencialidade humana, que mediações ilegítimas impedem. Desde Rousseau no tratado sobre a desigualdade, que acusou a propriedade de ser a maior das barreiras e chegando a Marx na questão da exploração, nós vemos a concepção de que o homem tem em si a necessidade do reconhecimento da igualdade e da fraternidade, mas a verdade é que tal ideia é algo criado pelo homem diante das injustiças e exige uma construção. Não está pré-dado.

Mas como eu digo sempre ,decair, destruir é mais fácil do que construir algo.

Então , a partir das ideologias, que venderam falsamente uma solução defintiva para a separação dos homens, esta fraternidade é imposta como algo a ser exigivel para qualquer ser humano, sendo a sua não aceitação ,um anátema, contra aquele que diverge.

O igualitarismo, a fraternidade imposta no imediato, sem a construção prévia de seus critérios, é um instrumento de ditadura , de imposição, que acabou com um outro principio cristão menos falado: “praticar o bem sem olhar a quem”.

Nós vivemos numa época em que quando alguém relata um problema, não só não é ajudado,como é acusado de querer ser melhor do que os outros e se recebe ajuda aquele que a prestou age como um mafioso , que cobra um retorno, por parte de quem foi ajudado, de quem pediu ajuda.

Se não tiver necessidades este “ mafioso” moderno inventa uma para cobrar do outro.

O socialismo real supunha que não havia mais problemas, doenças e que a solidariedade era aquela, baseada na igualdade absoluta entre as pessoas, logo reclamar um problema era romper com esta fraternidade.

O socialismo acabou , mas estes “ valores” não.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Efeitos deletérios II

 

Continuando nossos estudos críticos sobre a influência deletéria da ideologia sobre as famílias eu devo dizer: existem militantes que conseguem evitar o problema. Como eles fazem? Separando bem a família da atividade revolucionária.

O filho de Marighella está aí ,sem problemas, porque o pai compreendeu muito bem esta verdade, de separar a vida infantil das imensas responsabilidades do revolucionário.

Ignoro o destino dos filhos de Gramsci e de Lamarca, mas tanto o primeiro como este último sempre procuraram respeitar os filhos na sua infância. Lamarca mandou a família para Cuba.

Gramsci sempre procurava manter os filhos em comunicação com ele, orientando-os quanto às suas escolhas e tarefas.

Mas aqueles que de uma forma ou de outra deixaram que as enormes tensões da atividade revolucionária se misturassem com a família, juntando partido e família, tiveram imensos problemas.

Alguns revolucionários foram mortos na frente dos filhos o que os traumatizou para sempre.

Outros foram deixados como coisa sem importância e sentiram o peso da carência afetiva que é uma coisa essencial no desenvolvimento do homem a partir de sua tenra infância.

Filhos foram levados de um lugar para outro e perderam referências em amizades infantis, que é outra coisa importantíssima no seu crescimento : a formação de vinculos de amizade.

Principalmente na puberdade a presença dos pais é fundamental, dependendo das circunstâncias, do entorno dos jovens, que pode desviá-lo do caminho, havendo necessidade de o pai e a mãe cortarem pela raiz o momento em que “ descobrem” as drogas e as coisas corruptivas e fáceis da vida.

Pode parecer que não, mas a criança sente o perigo que ronda o pai, que pode ser barbaramente torturado ou mesmo simplesmente assassinado e tornado um desparecido, o que prolonga o problema para a vida toda.

O revolucionário não deve ter filhos e se casar com uma militante que certamente o ajudará na atividade. É sacerdócio. Por isso eu r respeito em parte a decisão da ireja católica de exigir celibato dos padres. Já imaginou aqueles padres do leste europeu com família? O auto-sacrificio exige despojamento destes rituais comuns.



domingo, 7 de junho de 2026

Efeitos deletérios da ideologia nas famílias

 

Há muitos anos atrás eu já tinha abordado este problema citando um documentário da TV Senado “ crianças no olho do furacão” que tratava dos filhos dos militantes da esquerda brasileira que sofriam as consequencias do que acometia com o seus pais. Isto sem falar nos filhos que foram torturados na frente dos pais, como é o caso de Gilardini, integrante do Pcdo B.

Filmes também retraram este problema. Eu conheço outros casos de filhos que enlouqueceram, se suicidaram ou ficaram com sequelas dete tempo ominoso.

Tirei algumas conclusões, pensadas ao longo da vida, sobre a relação,que considero totalitária , entre partido, movimento , ideologia e família.

Esta mistura prejudica inevitavelmente a família e fundamentalmente os filhos , que não têm consdições de se defender de uma situação tão opressiva como é a militância em tempos de ditadura.

De diversas maneiras, a ideologia não tem meios de cumprir as tarefas paternas no âmbito da família. Hoje falarei só de uma característica, que não é só da ideologia.

No passado, os primeiros comunistas que eram ligados à União Soviética reproduziam uma estupidez do stalinismo e da psicologia pavloviana, que dava conta de que o homem só precisa das condições materiais de existência para viver, que era o mote daquele país e de pessoas que o seguiam, como aqui no Brasil, Oscar Niemeyer.

Esta “ visão” (boçal) foi propagada por um (boçal) italiano Amedeo Bordiga, que dizia que só bastava a satisfação das carências do homem para que ele se desenvolvesse na vida, não havendo necessidade de psicologia ou valores para a sua preparação

É como disse Nelson Rodrigues “ é um absurdo o que o marxismo quer, reduzir o homem às suas necessidades fisiológicas”.

Conheço uma família em que o pai disse aos filhos,um de 12 anos e outro de 9 , com o Capital na mão e olhos esbugalhados, que já tinha dado a educação neceessária aos filhos e que já não era mais com ele.

O menor enlouqueceu.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Minha luta II

 

Eu ia continuar com o meu trabalho, mas apareceu uma outra pessoa , destas que me cercam aqui o tempo todo. Não bastam estes babacas que ficam me mandando conceitos que eu emito nos meus artigos e livros, no meu youtube, para surgir um outro, com outras intenções.

Apareceu um aqui que me colocou um video de Norberto Bobbio explicando aquilo que eu falei sobre Lênin não ser continuador de Marx.

Eu vou explicar de novo até estes idiotas pararem: nunca disse que eu era original aqui. Uma das minhas tarefas era mostrar a esta geração nova da esquerda, cabeça-dura como as de antes(com raras exceções) conceitos que estão esquecidos, de modo a atualizá-la e evitar que não só não faça besteiras(com sói acontecer ainda) como reconheça a derrota da via leninista , que ainda é a base de sua ação.

A pessoa “nova” que surgiu do nada é um tal de Clóvis Barros Filho, que eu não sei quem é, só fiquei sabendo agora que ele vem frequentemente no meu e-mail , no meu youtube no meu facebook.

O truque dele é mais sofisticado: ele quer o ocupar o meu espaço fazendo as mesmas coisas que eu faço aqui. Quero dizer, os mesmos temas, as mesmas preocupações, a mesma linha de pensamento que eu tenho usado aqui nos meus artigos.

Isso sem falar na provocação que é enviar propostas de cursos de filosofia, como a dizer que eu tenho que voltar para a escola.

Não adianta rapazes, não adianta: eu conheço todos estes truques. Vocês estão me subestimando, acreditando que eu nasci ontem.

Não adianta querer me parar porque eu vou continuar e hoje tenho certeza de que quando morrer(que acho que não vai demorar muito) interromperei um processo infinito, que é o da minha criatividade.

Repito:se não me considera passe ao largo ou então proíba a expressão do meu pensamento, que eu sei que é o desejo destes pequenos ditadores que me cercam.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Meu trabalho a minha luta contra a covardia, desonestidade e plágio

 

Mais uma vez eu preciso parar aqui para tratar do meu trabalho e da sua recepção geral. Persistem os problemas de plágio, não reconhecimento e ataques pessoais.

Repito: parece até que eu estou cometendo um crime ao manifestar o meu pensamento, pressionando as autoridades a fazer o certo.

O meu trabalho aqui como escritor, blogueiro, pesquisador tem validade científica, validade como ensino\aprendizagem(para quem lê meus livros e artigos) e é um exercicio de liberdade de pensamento. Coisa sempre importante num mundo como o nosso.

E vire e mexe as minhas ideias aqui são usadas por outras pessoas sem me dar crédito.

Professores, pesquisadores de instituições importantes aparecem no meu feed de noticias do facebook.

Bastou eu falar em leituras de Aristóteles e uma editora, logos resolveu fazer a leitura das obras de Aristóteles. Bastou eu falar em Sto Agostinho, nas “confissões” para um grupo que eu não sei qual é fazer um curso sobre este texto. Agora a puc me apresenta um curso sobre o mal e vem aqui me oferecer.

Todos nós somos alunos a vida inteira, mas eu estou numa fase em que a minha condição de intelectual produtor de cultura é mais importante do que ser aluno.

Além do quê percebo que existe um desejo de me desqualificar apresentando estes cursos, mas eu tenho absoluta certeza do que digo.

Não sou infenso a erros(como ninguém é) mas tenho 50 anos de estudos e luta para adquirir conhecimento, algo que nem todo professor doutor (eu vi)tem.

Desta forma ou se fala comigo de igual para igual ou não se fala. E mais do que isto, venho reiterando sempre, se não gosta de mim não vem aqui. Mas se usar o meu pensamento, tem que reconhecer.



sexta-feira, 22 de maio de 2026

A eleição presidencial o fim de Flavio e da direita?

 

Como diz Helio Jaguaribe , em seu livro sobre História, ela é consequencial. Como todo o movimento , ela não está pré-dada, se fazendo no próprio movimento.

Circunstâncias novas mudam o quadro e é preciso reconhecer quando se tem uma postura “ científica” e honesta.

No meu artigo sobre o aparecimento de Flavio Bolsonnaro eu descrevi um quadro de horrores, de horrores típicos e recorrentes ao longo da História.

Mas os fatos recentes diminuiram a sua candidatura e a da direita, que não necessariamente se identifica com ele.

A sua vinculação com o escândalo do Banco Master e com Vorcaro tirou sete pontos de sua pretensão presidencial, segundo a pesquisa da data folha de hoje.

Felizmente é assim, mas não se deve cantar vitória antes do tempo e como eu tenho sempre dito não se trata só eliminar pessoas de direita, mas a direita como um todo.

Se houver uma troca de candidato o problema pode ser recolocado novamente, mas mesmo, como eu espero, que a candidatura atual permaneça e despenque, a presença da direita com força é sempre uma ameaça, que nos dias correm, são uma ameaça de golpe.

O MSN , através de um de seus articulistas colocou esta verdade lá num artigo, depois de ler o meu aqui, sem me dar créditos. Tudo bem, estu acostumado a esta desonestidade e covardia.

Quer dizer, a questão do golpe continua no horizonte. Novas formas de implementá-lo vão aparecer, porque as condições sociais e politicas(apoio de parte do povo brasileiro) ainda estão aí.

A candidatura atual tem ainda como se reerguer se fizer certas acusações comuns de comunismo à esquerda.

Embora a vinculação entre Flavio e Vorcaro não seja ética , do ponto de vista juridico não quer dizer muita coisa, pois aceitar dinheiro de um patrocinador corrupto não torna quem aceita culpado. Veja bem, é claro que Flavio sabia ,mas este recebimento não é receptação, em principio. Os próximos passos vão demonstrar se tudo acabou ou continua.



sábado, 16 de maio de 2026

Truques horrendos a diferença entre o amor do professor e a manipulaçãdo canalha

 

Existe um chavão de que se aprende na vida fazendo. Realmente a vida é inexoravelmente vivida, mas mesmo ela precisa de apoio, educação, formação, modos de fazer.

Este chavão é uma das maiores enganações da própria vida. E só em cérebros fracos e incapazes(e canalhas) viceja como verdade.

Se fosse assim a criança abandonada estaria no caminho certo: bastava viver vivendo que seria suficiente para se chegar aos pincaros da glória.

Já dá para perceber que inclusive este “ conceito” está ligado a cérebros fracos mas também a mau caratismo, manipulação, omissão moral e emocional.

Assiste razão a Popper chamar o historicismo de “ pobre” e “miserável”.

Em tudo há o modo de fazer, o aprendizado, a forma de abordagem.

Já imaginou se faltasse um neurocirurgião para uma operação urgente e aí s e pegasse o primeiro enfermeiro que aparecesse para ele “ aprender fazendo”?

Quando Lênin fundou o seu partido operário-socialdemocrata russo a primeira coisa que ele fez foi criar uma escola de revolucionários.

Hoje eu não idolatro Lênin. Mas reconheço este gesto como racional.O seu seguidor, Stalin, pelo menos aqui no Brasil, era o nome de um curso ministrado nos anos 50 ,de formação e seleção de quadros. Meu pai stalinista fez este curso.

Mas quando eu entrei no partido eu não fiz curso nenhum, não tive informação nenhuma sobre questões de segurança, nada. Simplesmente entrei por causa da cooptação de meu pai.

É importante para as gerações futuras acompanhar as minhas considerações agora sobre este fato: o despojamento de modo de fazer as coisas, atende a um objetivo perverso de desmoralizar as pessoas. A pessoa que não está preparada para realizar certas tarefas, erra e se queima no processo. E o que o grupo politico ao qual você aderiu quer é isto mesmo: desmoralizá-lo, para você não ficar num patamar superior ao “ núcleo duro” do partido ou da célula.

É quase como , em certa época, aquele principio “ educacional” que dizia que a melhor forma de ajudar os filhos na sua relação com o mundo era jogá-los nele(Hegel tinha um exemplo que aparentemente apoiava esta visão[não se pode a prender a nadar lendo um tratado de natação e sem ter coragem de lançar-se à água]{mas geralmente tem um professor na piscina para ajudar}). Mas a intenção era a mesma de pais ciumentos: vergar os filhos e mantê-los num plano de igualdade, que é o escopo final de todo totalitarismo, de direita ou de esquerda: vergar as pessoas, torná-las iguais aos outros e incapazes de atacar o “ núcleo duro”.

Só uma alternativa resta para quem adere a este tipo de organização: beijar a mão do “ núcleo duro” e reproduzi-lo na vida.

É como Lênin dizia: “ não tem esta de ser companheiro de viagem não, tem que ser comunista a vida inteira”, e quando você tenta sair a dificuldade é imensa e a reação destes totalitários é sempre ir atrás de voc ou coisa pior.(Há organizações da luta armada que assassinaram companheiros que quiseram sair dela).

Se você, leitor do futuro, não encaixar neste “ núcleo duro” saia para sempre desta organização, porque vai ser, no minimo,dificil deixá-la depois.

Quando lênin fundou a sua escola ele não tinha propriamente amor, mas ensinar aos outros é uma prova de amor, de sensibilidade e não de manipulação canalha.

Como eu não tinha experiência cometi vários erros e me queimei na atividade partidária, mas é preciso ver que se a pessoa não sabe, não tem experiência , tem que se dar um tempo e não ridicularizar o militante, a pessoa.

É como um professor que ridicualrizasse o aluno na primeira aula, diante de eventuais dificuldades.

O Ser humano é no tempo e tem um eu moral, mas um ego que se desenvolve , às vezes desorganizadamente, que compromete esta moralidade e sua paideia pessoal.





domingo, 10 de maio de 2026

Esclarecimentos sobre a minha posição frente aos comunistas

 

Eu já tinha feito este esclarecimento há muito tempo atrás mas como carreguei as tintas nos últimos artigos me sinto na necessidade de voltar a estes esclarecimentos.

Eu disse na ocasião que via o movimento comunista como semelhante à igreja católica: existem figuras sublimes mas também tiranos e monstros cruéis.

Na ocasião , no entanto, eu não fiz algumas especificações, o que faço agora: o lado ruim do movimento é constituido por aqueles do aparelho e nisto os comunistas não são diferentes do passado que pretendem superar. Porque na História aqueles que ocuparam o estado sempre foram os elementos mais cruéis da humanidade, com raras exceções(Pancho Villa e Zapatta no méxico em 1916).

Outra especificação é a diferença entre o ocidente e os locais atrasados em que a orientação comunista prosperou.

As violências cometidas nestes ultimos não o foram no ocidente, mas eu não sei se por causa da complexidade do ocidente(Gramsci) ou por compromisso real com a democracia. O que eu sei é que este ultimo conceito é o que vale para o futuro.

E tem o problema evidentemente do stalinismo, que se formou na Rússia e serviu de exemplo para a europa do leste e para muitos partidos do ocidente.

Fica a pergunta e é isto que anima a minha crítica, se a partir de agora esta tradição totalitária vai ser deixada de lado definitivamente.

Até ao presente momento , pelo menos na europa ocidental e na américa latina não se vê uma ruptura com este passado ignominioso feito em nome do socialismo e do comunismo.

É neste sentido que eu expresso as minhas experiências pessoais vividas aqui no Brasil, que eu suponho serem recorrentes nestes lugares que eu citei.

A única experiência de certeza de compromisso com a democracia foi na Itália , mas também havia problemas, com a vinculação permanente com a urss.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Outras características da mentalidade de esquerda ortodoxa.

 

As distorções não pàram por aí. Elas se tornam cada vez mais horrendas. Não se justifica, pela vitória dos comunistas e dos não comunistas russos na segunda guerra, deixar de lado estas perversões do socialismo real, assim como os crimes.

Repito: ninguém faz filmes e aborda esta questão diretamente. Só filmes de segunda categoria fazem eventualmente relatos na tela sobre o que aconteceu nos gulags e a minha opinião é que se se fizer isto, crimes do ocidente terão que ser revistos também.

A utopia é algo diferente do passado: quando ela se iguala ao que aconteceu no passado ela se deslegitima e deixa para os pósteros um problema dificil de solucionar.

Continuando , as afirmações que faço aqui causam espécie nas pessoas, principalmente na esquerda e eu vou mostrar o que está por trás desta mentalidade naturalizadora dos crimes.

Todo mundo sabe do paradigma de classe que anima o marxismo. Em muitos momentos da história do movimento comunista a questão sempre foi colocada comoa vitória da classe operária sobre as outras classes.

Zinoviev, no inicio da Revolução Russa, disse que ,dentro da aliança operário-camponesa, os bolcheviques tinham algo a dizer a eles, mas aos dois milhões de classe média do país, não teriam nada a falar.

Quando alguém milita sabe que há aqueles momentos de se encontrar com a classe operária. Mas os militantes de classe média(como eu) sofriam de diversas maneiras com este contato,porque havia uma espécie de inferiorização diante dos operários e uma culpa por sermos de classe média.

O sentido de humanidade dos comunistas ortodoxos é para apenas um setor dela, não para todos.

A classe operária é supostamente a única capaz de acabar com todas as classe e fazer o bem-estar da humanidade, mas isto depois de destruir parte dela, talve por não ser humanidade. Tem que ter algo a dizer a todos os setores sociais.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Truques horrendos calúnias dos “ comunistas” contra mim

 

No contato que tive com eles em minha militância aprendi que criticar Marx, não sendo eu parte do núcleo(não sendo você)basta criticar o marxismo que uma série de acusações adicionais falsas são feitas.

Não interessa , para certos grupos, discutir, debater, mas simplesmente(se você não é do núcleo) obedecer.

É a chamada tradição do “ mandonismo”que vicejou no stalinismo e ainda se via e se vê em alguns setores desta ortodoxia maldita.

Falava-se muito em superar o “ mandonismo” de um Arruda Câmara, mas vire e mexe, nos momentos tidos como “ decisivos”, o mando do chefe supera todas as considerações teóricas, democráticas e de convivência.

Comigo não foi diferente: quando comecei a questionar o marxismo, como faço hoje, as suas hipossuficiências, outras acusações surgiram.

Que eu desdenhava não só o marxismo, mas a capacidade profissional dos militantes, os seus gostos, que me sentia superior aos outros e os menosprezava.

Muitos anos atrás eu expliquei a razão disto:o marxismo se tornou uma teoria compensatória geral de quem era e é oprimido. Atacá-lo significa concordar com a situação de opressão e as suas justificativas ideológicas, provenientes das classes altas.

Mas a ciência e a existência são coisas diferentes. Em meu livro sobre monismo eu também esclareci isto aí: deriva do coração e dos valores das pessoas o ficar do lado dos oprimidos mas é outra coisa querer tirar disto um principio científico.

Lênin em A doença Infantil” já dizia, transversamente esta verdade: “ a classe operária, porque toma o poder não s e transforma em santo” .

Se nós levarmos até ao final lógico esta afirmação nós veremos que a condição d e oprimido não cria ipso facto uma verdade científica e que a prática e o conhecimento são coisas diferentes.

sábado, 25 de abril de 2026

Truques horrendos

 

A esquerda stalinista consagra como humanidade aquilo que reza na sua mão. Como eu disse nos artigos anteriores é um grupo que domina o estado, sem muito fundamento, que faz a mesma coisa que qualquer estado de classe e no nosso caso burguês.

O marxismo de Marx e os anarquistas têm razão em afirmar que não há liberdade quando ainda há estado.

A distorção stalinista, totalitária, acaba se tornando algo semelhante à máfia: a chamada “ desconfiança organizada” acaba com a promessa de camaradagem entre os militantes.

E como eu já expliquei em artigos anteriores a militarização do partido comunista cria regras militares para a convivência partidária.

Quando se entra no exército o critério dos comandantes e dos instrutores é reproduzir o mal do mundo para que o recruta adquira realmente força e aguente pressão, mas na vida civil, politica, a mistura de critérios politicos e militares gera uma distorção típica da máfia.

Na máfia você é atacado e pressionado o tempo todo para apurar a sua fidelidade ao esquema, mas esta atitude esconde , não raro, animosidade irracional de um mafioso com relação a outro e quem entra fica sempre na tensão.

A finalidade de pressionar o companheiro é ilegítima. Assim também ocorre com a “ desconfiança organizada” frase definidora do tirano.

Sob a justificativa de que o partido pode ter que pegar em armas se cria um ambiente de pressão que serve ao propóstio autoritário imposto da direção sobre os que entram na organização, mas a tal animosidade está lá presente, como um elemento aterrorizador da prática dos militantes.

Esta postura de desconfiança é parte do terror constante, no cotidiano, da politica totalitária stalinista.

Nós poderíamos dizer “o partido é o terror no cotidiano”.

Mas isto é um truque totalitário, um truque stalinista e de alguns comunistas.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Truques horrendos a degeneração do solidarismo

 

Aristóteles estabeleceu criterios de degenerações de principios, conceitos e coisas. Até as boas coisas podem degenerar , como o principio da solidariedade.

O principio que rege aí os socialismos e comunismos. Também a religião, enfim. Um principio do bem que pode igualmente degenerar em diversas distorções reconhecidas, na vida, na psicologia, na História, etc.

Muitas vezes, e nos regimes citados, a solidariedade passa a ser uma forma de opressão também. Voê ajuda o outro para obrigá-lo a ajudá- lo também em coisas nem sempre certas.

A ajuda pode ter um significado de diminuição de importãncia em relação a quem é ajudado.

No intimo , o solidário está obtendo poder às suas custas, mostrando aos outros que ele tem condições em você não.

Uma especificidade deste ultimo caso é construir aos poucos uma dependência psicológica, que vai ser usada como manipulação. São formas de chantagem subliminar.

Numa conjuntura mediocre ou de desinteresse geral aquele que tem uma postura diferente é massacrado pelo grupo que o inquina de pretensão, de querer ser melhor do que os outros e aí sobrevém a repressão, coisa comum nos regimes socialistas e coletivistas em que a manifestação pessoal, individual, obedece só aos critérios do grupo e do nucleo dirigente, matando outras manifestações que podem ser até melhores e mais necessárias.

No plano psicológico a degeneração alcança niveis mórbidos em que tudo tem que ser feito em conjunto, talvez defecar junto , como faziam os operários no passado, nas sentinas coletivas das fábricas.

E em termos politicos a solidarização esconde muitas vezes a necessidade de vigiar aqueles que eventualmente desejam desenvolver sua responsabilidade individual e pessoal.

Existem formas(republicanas) de evitar estas degenerações, mas falarei delas em outro artigo.



segunda-feira, 20 de abril de 2026

Truques horrendos dos “comunistas”

 

Em primeiro lugar eu devo explanar mais uma vez que eu me refiro sempre à experiência que eu tive com os comunistas do PCB e o que vinha do leste europeu e do resto do socialismo real, Cuba, China e assim sucessivamente.

Como já expliquei também, o estado no socialismo real ainda tem o desenho do estado de classe e do estado burguês: uma minoria controla a maioria, a partir da tomada do estado.

A “ teoria politica” final identificada com este “ socialismo” é tomar o poder ,favorecer uma parte da sociedade e reprimir aquele que não concorda.

Mas este modelo se transfere também para os partidos. Não conheço problemas relevantes nos partidos ocidentais da europa, mas aqui ,onde militei ,este “ desenho” de uma minoria dominando o resto causa distorções e problemas gravíssimos para quem, como eu, não concorda.

Este nucleo dirigente se cerca demagogicamente de apoiadores inconscientes(depois falarei um pouco mais sobre isto) e se você protesta ou diverge o nucleo carimba em você todo tipo de calúnia e difamação e não adianta lutar, porque está feito o estrago, que progressivamente reverbera.

É uma angústia muito grande aquela que eu sentia e no tempo em que eu militava não tinha a percepção que tenho do problema, porque adquiri maturidade, leitura e sobretudo admiti certas semelhanças totalitárias entre os regimes de direita e de esquerda.

O esquema de poder entre os nazistas é quase o mesmo de certos partidos, como aquele que eu citei no inicio: o chefe exerce um processo de dominio sobre militantes concorrentes , assim como faziam Hitler e Stalin com seus seguidores e como é feito frequentemente em setores sociais influenciados por este totalitarismo.

Existem sempre dois concorrentes da atenção do chefete e ele joga um contra o outro, para ver quem vence. Foi mais ou menos o que fez Stalin com o Marechal Konev ao tomar a Áusria. Colocou um outro general para competir com ele , que acabou vencendo(Konev quero dizer).

sábado, 18 de abril de 2026

Lula é o novo Jango

 

Lula disse recentemente que na democracia é preciso aceitar o resultado das eleições. Lógico. Mas nós estamos diante de uma realidade excepcional, semelhante àquela que esteve em frente ao Presidente Jango: o golpe continua sendo fomentado, bastando apenas que golpistas tomem o poder, seja pela força ou pelas eleições.

È esta a conjuntura que está diante de nós e a responsabilidade do Presidente Lula em evitar o golpe é imensa. A mesma do Presidente Jango.

É claro que há diferenças entre estes dois momentos: a conjuntura da guerra-fria era extrema, exercendo uma pressão imensa sobre o nosso país.

Aqui eu não vou relembrar as atitudes de Jango frente a esta situação, os seus erros e acertos. Mas considerar o que aconteceu é fundamental hoje para defender a democracia.

O continuísmo de Lula é bom? Não seria melhor uma candidaura diferente? Como Haddad?

Os que lêem os meus artigos percebem o meu pessimismo quanto à vitória do continuísmo, fundado nos resultados das pesquisas: ainda não foi o momento em que Flávio superou Lula. Continuam empatados com uma diferença: em segundo turno o espectro ético brasileiro, pende, como eu sempre tenho dito, para a direita, para o conservadorismo, para a religião.

Isto equivale a uma superação eleitoral. Todo o mingau está sendo comido pelas beiradas e não há reação do lado esquerdo, muito pelo contrário, a ideia de uma confrontação definitiva ganha força, repetindo 64.

O final do filme todo mundo sabe: a direita toma o poder e reprime a oposição.

Não acredito que a ditadura vá se implantar imediatamente logo que a eleição acabe. Será um processo continuo de legitimação de um autoritarismo contra os setores ditos progressistas, mas o fato é que há uma responsabilidade sobre nós da esquerda em evitar a repetição de 64 e não apostar em aventuras, dando conta de que o Presidente Lula, como Jango, vai apoiar uma “revolução esquerda”.



quarta-feira, 15 de abril de 2026

O povo brasileiro não é fascista tampouco comunista

 

Vendo as minhas publicações no instagram me deparei com uma reunião da esquerda em geral, pcdo B, Psol, PCB, propondo radicalização, pela boca de Jandira Feghalli.

É duro,para um velho como eu, ver que as discussões sobre democracia da minha geração não tiveram repercussão nenhuma nas gerações seguintes.

Continuam os mesmos erros, a mesma crença numa revolução, que Engels já dissera acabada em 1894.

O socialismo real acabou por culpa dos outros, não por seus “méritos”: escassez de bens , falta de democracia, prisões, ditadura, algumas coisas que Marx não defendia como finalidade.

A ditadura do proletariado era para durar no máximo seis meses. Ele tirou este exemplo da república romana.

A extensão indefinida do socialismo, da etapa socialista, não superava o estado burguês, porque um outro grupo ocuparia o estado e oprimiria o povo todo, como fazia, segundo ele , a burguesia.

Depois que a classe operária adquiriu força no mundo social não fala mais em revolução há cerca de um século. Porque ela não vai por em risco o que conquistou.

O esquema de 64 continua aí: um presidente acuado, acusado de querer continuar e ser ditador, uma direita com mais penetração no povo e uma esquerda radical falando em assaltar o poder.

Eu me pergunto se esta radicalização não tem anuência de Lula, se ele não está encampando esta “ via” irresponsável destes corifeus atrasados da esquerda.

Ou talvez eles esperem novamente convencer aquele que detém o poder, de fazer a revolução, ou as transformações que eles querem, sem levar em conta a democracia.

Eu não acredito em tomada do poder por este resto, mas , como em 64, vão fornecer mais uma vez motivo e justificativa para implantação de uma ditadura de direita, se Flavio Bolsonnaro se eleger.

O povo brasileiro, Jandira, não é de direita e nem fascista, mas é conservador, religioso e de modo nenhum comunista! Os comunistas ainda acreditam que a consciência de classe do povo vai se fazer se um governo comunista suprir, estando no poder, as suas carências materiais.

Uma estupidez de Marx e Luckacs que persiste até aos dias de hoje.

domingo, 12 de abril de 2026

Tem tanta gente que já morreu e não sabe

 

O desejo de matar o Ernesto continua. É um projeto da direita insuflar contra as pessoas que pensam diferente, possíveis fanáticos, capazes de tudo.

Vamos lá, páro o meu trabalho para dizer algumas coisas: existem pessoas aí que estão em pé como Lázaro depois de Jesus Cristo, mortos ressuscitados para não dizer nada.

Na área esportiva então, é uma festa. O que me impressiona é que tem gente que acredita que um comentarista pode dizer uma verdade que foge ao técnico.

Parece que se colocasse um comentarista no campo a vitória seria sempre do comentarista. O cara está se valendo de uma mentira, uma inverdade para convencer pessoas que gostam de ser enganados.

Como se o futebol fosse uma ciência exata, que basta conhecer as suas leis para conseguir tudo.

Antigamente, quando havia só o rádio, era natural que houvesse um comentarista, porque ninguém obviamente via o jogo. Hoje com múltiplas câmeras, com todo mundo vendo, os comentaristas dizem catadupas de obviedades e ficam fazendo um esforço para complexificar o jogo, de modo a dar importância a si mesmo e significado a uma coisa que é muito simples.

A função do comentarista é adiantar aquilo que vai acontcer depois do final do jogo: discuti-lo com o espectador. Só isto.

E alguns insistem em ficar não deixando espaço aberto para uma nova geração de comentaristas, que poderia expressar melhor os valores e critérios de nosso tempo atual.

Mas a verdade é que é uma manipulação de consciências, um pacto de sonho psicótico o explicar até cansar as táticas e estratégia do jogo.

Não houve uma renovação e atualização as gerações passadas de comentaristas que ficaram em priscas eras.





domingo, 5 de abril de 2026

Como vejo o mundo sempre

 

Depois de assistir ao filme “nuremberg” algumas reflexões se me impuseram à mente: como vejo o mundo?

Tendo uma preocupação, desde a infância, com a utopia, sou daqueles que sempre procuram o bem na humanidade e é frequentemente frustrado nesta intenção.

Quem é utopista sempre passa por este periodo necessário de frustração, mas, eu não sabia, uma onda de otimismo, calcada no conhecimento,aparece, na velhice.

É possível imaginar que no passado tenham havido pessoas boas que não comungaram com nenhuma forma de preconceito ou ódio. É possível. Dificil, mas é possível.

É em função desta possibilidade que termino a minha vida com moderado otimismo diante da humanidade.

Lênin possuia esta preocupação e inventou os nomes no obelisco. Explico : ele mandou erguer obeliscos nos quais se gravavam o nome de pessoas boas, humanas, segundo critérios elaborados por ele.

Como europeus que eram é de se perguntar se não eram racistas ou tinham algum motivo falso de ódio a alguém.

Ninguém sabe se diante do negro fosse São Francisco de Assis racista. Teve contato com árabes negros e não agiu preconceituosamente.

Vê- se que critérios para achar uma pessoa boa são dificeis. Mesmo assim há que procurar, há que buscar com critérios cada vez mais afiados de prospecção.

O “homem novo” não é no futuro que se encontra, mas no presente e no passado. É uma construção histórica, cotidiana, que exige mais e mais atenção de quem é utopista, porque as coisas só pioram.

Mas eu acredito que este artigo inicia uma série de reflexões e conjecturas sobre este homem de bem que a civilização colocou por debaixo do tapete, em condições gerais de opressão e manipulação.

É raro encontrar na “parte de cima” alguém assim, mas se encontra também.


domingo, 29 de março de 2026

Lula: o próximo Biden?

 

Eu pensei numas duas semanas atrás na similitude entre Biden e Lula e , devo reconhecer, um articulista do msn trouxe o problema. Mas ontem o discurso do “ cachorro”me instigou o atual artigo.

Eu ia deixar passar, depois que o articulista citado escreveu, mas eu não resisto em comentar este discurso: Lula pode estar indo no mesmo caminho de Biden. Não é só o PT que envelheceu, como disse Fernando Morais, é Lula que está sofrendo com a passagem do tempo.

O discurso do “cachorro” foi um amálgama de tudo o que um presidente da república não deve dizer. Este discurso está abaixo das funções presidenciais, do serviço público eventual, que é o cargo.

Do ponto de vista nacional também não tem relevância nenhuma. A piada com o chinês próximo é uma gaiatice de extremo mau-gosto que faz piada com o sofrimento dos animais daquele país, ferindo a sensibilidade das crianças aqui no Brasil. César Maia se referiu mais uma vez ao gaiatismo excessivo do Presidente Lula, desde o primeiro mandato. Mas agora ele(Lula) está perdendo o controle, o limite, com consequências tétricas para a esquerda na eleição vindoura.

Pode acontecer aqui no Brasil aquilo que aconteceu na eleição presidencial dos Estados Unidos: a velhice de Lula tem tudo para comprometer o quarto mandato e se Flavio , que também é muito despreparado, ganhar, entraremos numa ditadura ou, pelo menos, numa sua tentativa.

Já não seria, pois, hora de pensar numa alternativa? A esquerda parece um elefante velho com dificuldade de se locomover. Mais do que isto, como diz Fernando de Morais, não há recursos para se movimentar, para encontrar uma alternativa.

Também não é uma saída “forte” demais propôr José Dirceu para substituir Lula, um politico(José Dirceu[ou serão os dois?])acabado?

Na hora H, da crise, um interesse pessoal de promoção aparece, mostrando que quem critica o PT e Lula está no meio da crise, sendo parte dela.



sábado, 28 de março de 2026

De senectude (da velhice) a velhice pode ser a pior das doenças

 

Entrado , como estou, em três anos na velhice posso fazer um balanço do que esta idade significa e o que tem de verdade no que me disseram antes.

Todas as previsões estão confirmadas: descaso, desconsideração, solidão, golpes, tentativas de golpes.

O mundo para mim agora é dividido em três partes: as crianças que sofrem no inicio da vida problemas semelhantes aos dos velhos; os velhos que sofrem os seus problemas e a parte do meio da vida que são as pessoas que causam sofrimento a estes dois lados.

Parece- me que as crianças nascem para preencher certas necessidades dos pais, que os “ chamam” para este mundo. Nós viemos sem convite para este vale de lágrimas e portanto não é nossa responsabilidade o que nos acontece.

Religiões procuram dar sentido a esta verdade, mas ele é dura sim, ela é assim.

No caso dos velhos ocorre algo semelhante, defnido pelo fato que todos desejam aquilo que é óbvio nesta idade: a possibilidade de morrer logo.

Se se trata de um velho pobre ou miserável ele é deixado para trás e isto vem desde os tempos primitivos.

Se ele tem dinheiro,hum...! Aí a coisa muda de figura. Toda a gente fica em volta para se aproveitar deste “ tipo” de velho, com a esperança de sua morte.

Quando ela não vem rápido golpes são dados e o pior , assassinatos são realizados. Estes ainda são achados.

Mas os golpes muitas vezes não têm reparação. Na qualidade de advogado ( velho) tenho visto golpes em cima de golpes.

Mas o fato é que o velho parece atrapalhar a continuidade da vida, atrapalha o movimento e é uma luta que eu desenvolvo há anos para transformar esta realidade.

Quantos de nós , ao chegar à velhice , não olha para trás e reconhece que cometeu erros? Se os velhos pudessem ensinar aos jovens e evitar que eles cometam estes erros, a qualidade da vida humana melhoraria e isto seria uma contribuiçaõ dos idosos.

Há muitos anos eu propus nestes artigos que os parlamentos, entre eles o brasileiro, deveriam ser como o parlamento inglês: uma parte dele deveria ser ocupado por velhos doutos, experimentados, que servissem de consultores ao movimento politico do cotidiano.

Entre muitas funções este setor poderia colher a contribuição de todos os velhos do país, para ajudá-lo(s) e também poderia ser um órgão fiscalizador da velhice(maus-tratos contra velhos) e fomentador de atividades para os velhos. Que tal?