sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

O culto à personalidade de Lula II

 

Encerradas as comemorações do carnaval, que tiveram um ponto de polêmica , com a homenagem de uma escola de samba de niterói ao Presidente Lula, nós podemos fazer alguns comentários, principalmente sobre as consequencias eleitorais e jurídicas da besteira.

No artigo anterior eu já manifestei o pensamento de que isto aí é ilegal: que um governante não tem como fazer isto, sem levar em conta o reflexo eleitoral da homenagem.

O argumento de que não há eleição presente e que o governante não está em campanha não procede , porque ele é um funcionário transitório e posto no cargo por uma eleição.

Tanto como funcionário como possivel candidato não é admissivel que isto aconteça, porque vai ter cosnequencias sim inevitavelmente favorecendo aqueles que estão com o PT e o Presidente.

Eu não sou supersticioso assim, em excesso; psicologicamente eu entendo que às vezes eu caio nesta armadilha ancestral, de acreditar em nexos fantasmas, mas a derrota da Escola é um mau presságio.

Quando disse no primeiro artigo que isto revelava um certo vazio de ideias, que é o que acontece em todas as formas politicas idolátricas-quanto mais exaltação menos conteúdo-eu não estava errado: tudo parece ter sido feito para angariar mais aprovação do povo, quando se vê que há um descolamento preocupante dele com o Presidente.

As pesquisas mostram que ele tem sofrido uma rejeição cada vez maior, embora digam que ele ganharia em quase todos os cenários. Uma coisa eu aprendi, com relação a pesquisas, nestes anos todos: quando chega a hora da eleição tudo muda.

Todas as tendências podem ser revertidas. Então a questão da rejeição assume um aspecto de aviso grave para o que possa vir a acontecer. E que não adianta empanturrar de benesses o povo, mas ter uma politica de governo, não reativa, mas inteligivel e que ganhe a população. Muito menos adiantará focalizar este ganho na exaltação da figura do Presidente e do seu passado.

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