Eu já tinha feito este esclarecimento há muito tempo atrás mas como carreguei as tintas nos últimos artigos me sinto na necessidade de voltar a estes esclarecimentos.
Eu disse na ocasião que via o movimento comunista como semelhante à igreja católica: existem figuras sublimes mas também tiranos e monstros cruéis.
Na ocasião , no entanto, eu não fiz algumas especificações, o que faço agora: o lado ruim do movimento é constituido por aqueles do aparelho e nisto os comunistas não são diferentes do passado que pretendem superar. Porque na História aqueles que ocuparam o estado sempre foram os elementos mais cruéis da humanidade, com raras exceções(Pancho Villa e Zapatta no méxico em 1916).
Outra especificação é a diferença entre o ocidente e os locais atrasados em que a orientação comunista prosperou.
As violências cometidas nestes ultimos não o foram no ocidente, mas eu não sei se por causa da complexidade do ocidente(Gramsci) ou por compromisso real com a democracia. O que eu sei é que este ultimo conceito é o que vale para o futuro.
E tem o problema evidentemente do stalinismo, que se formou na Rússia e serviu de exemplo para a europa do leste e para muitos partidos do ocidente.
Fica a pergunta e é isto que anima a minha crítica, se a partir de agora esta tradição totalitária vai ser deixada de lado definitivamente.
Até ao presente momento , pelo menos na europa ocidental e na américa latina não se vê uma ruptura com este passado ignominioso feito em nome do socialismo e do comunismo.
É neste sentido que eu expresso as minhas experiências pessoais vividas aqui no Brasil, que eu suponho serem recorrentes nestes lugares que eu citei.
A única experiência de certeza de compromisso com a democracia foi na Itália , mas também havia problemas, com a vinculação permanente com a urss.
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