domingo, 26 de julho de 2026

Uma conclusão sobre ciência politica e utopia.

 

Depois de anos de estudos , discussões sobre o papel das ditaduras e democracia,cheguei à uma conclusão sobre politica e utopia: a questão central da utopia é a democracia e a condição de unir a democracia com utopia é a admissão da alternância.

A grande dificuldade de fazer política, em nome da utopia, é como fazê-lo dentro de um critério de alternância de poder.

No apagar das luzes do comunismo , o PCI já admitia , disse-o Carlos Nelson Coutinho, a alternância do poder como método para se chegar ao poder e implementar uma nova ordem, uma utopia.

Alternância de poder sempre foi vista como uma “forma de politica burguesa”, de divisão de poder dentro de uma classe, lembrando Lênin em “O Renegado Kautsky”, e isto às vezes é verdade, mas, como qualquer forma politica, pode ser usada por qualquer visão.

Em sociedades homogêneas, em que o povo tem uma média ética bem formada e que se expressa politicamente é fácil fazer uma alternância porque os objetivos são muito claros , a longo prazo, tanto pelo povo quanto pelos politicos.

É possível nestes casos realizar politicas de estado , a longo prazo, repito, que acabam por solucionar problemas complexos.

Esta é uma lei da politica e da História: se cada governo faz o que quer, sem levar em conta as necessidads do povo ou isto acontece porque o povo não está nem aí ou a sociedade está tão esgarçada que ninguém se entende.

Na maioria dos países é esta segunda avaliação que prevalece. E quando nestes países não se consegue nada buscam-se formas de ditadura.

Então o enigma da politica me parece ser este: como associar o processo democrático com a utopia aceitando esta alternância de poder.

Como eu disse ,diversos fatores possibilitam este “ método” para se chegar lá: um povo organizado, homogêneo, objetiva e subjetivamente.



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