quinta-feira, 29 de outubro de 2026

A definição de filosofia II

 

O que Heidegger faz é mostrar como se constitui o Ser, no tempo. O ser da filosofia, que,como tudo, é um ente que se põe à maneira de algo. Isto o faz pensar que este tempo permeia todo o Ser de forma igual.

E se permeia nós não temos tempo qualificado,modo do tempo. E se não temos senão tempo, tudo se dilui no quê?

Como nós vimos na definição acima, existem qualificações do tempo e do ser da filosofia:mas são eles modos do tempo?

Aquilo que se põe como existente é um ente que se põe como algo, o isto(Dasein)no tempo.

Mas a filosofia propriamente dita é um ente? Falamos acima no Ser ou na filosofia? E o ente é um modo?

Segundo Heidegger

“A correspondência propriamente assumida e em processo de desenvolvimento, que corresponde ao apelo do ser do ente, é a filosofia.”

É a correspondência com o apelo do ser do ente, pela linguagem. É a resposta ao seu apelo como modo de ser dela.

Portanto há uma linguagem que expressa o passar dos modos que conduzem à filosofia ou só ela é modo? Ela é o modo de ser do ente, que se expressa pela linguagem que a reconhece como tal.

O ente se coloca como algo e o algo da filosofia se coloca como acabamos de dizer.

O ser em geral é a existência, mas há um modo que a qualifica, que é,entre outros a filosofia(pode ser o homem ,a metafísica e assim por diante).

Mas aí entra minha dúvida sobre esta ideologização, que ele cita junto com Marx.

Se a linguagem expressa isto tudo como passagem, só parando no modo, em que se pode dizer que tudo é ideologia?

Porque , em principio não há como contsruir coisas e entre estas a filosofia, sem o principio da ideologia, como conformação do mundo.

Mesmo assim, eu digo que há um momento em que a ideologia pára e este, entre outros, está no modo de Ser da Filosofia.




Nenhum comentário:

Postar um comentário