domingo, 8 de março de 2026

Quanto eu mais cavuco mais me decepciono

 

A postura de todo marxista e comunista militante é estudar os textos básicos de sua atividade e opção para poder se desencumbir bem. Mas a aventura do marxismo e do comunismo no século XX exige um estudo completo dos textos e sobretudo da história do movimento.

Principalmente neste último caso é mais que exigível: é imprescindivel. Porque todos os sonhos expostos nos textos, sobre a utopia, se confrontam com a realidade e por mais que se busque relativizar chega uma hora que não dá mais.

Sem falar no estudo dos textos, que me revelam problemas e contradições terríveis, insolúveis, o estudo da história do movimento comunista me cansa porque sempre que eu penso que as dificuldades terminaram, elas retornam.

Eu tenho este nome, ernesto, por causa de Ernesto Guevara, meu idolo de juventude. Com o tempo eu relativizei mais esta figura, como deve fazer todo adulto diante de idolos da infância(se quiser ser adulto), mas ultimamente eu cheguei no limite da relativização: Guevara foi chefe de um campo de concentração para lgbtqa+ para “recuperar” estas pessoas. Acho complicado acreditar na informação de que se a pessoa não recuperasse era fuzilada. Vou continuar pesquisando.

Mas o simples fato de haver um campo de concentração com esta finalidade, me encheu, em definitivo, as tampas e eu tenho que escrever este artigo para definir uma mudança na minha vida: para mim e isto eu venho anunciando nos artigos, o socialismo real é assunto liquidado e eu repudio toda a minha experiência neste movimento, porque não quero ficar impactado mais vezes com verdades que eu não sabia.

Continuarei pesquisando , mas desta vez e sempre, sem o comprometimento emocional, que eu tive 2\3 de minha vida. Isto já vinha sendo anunciado por mim, mas é importante eu colocar esta nova fase de minha vida, para que as pessoas compreendam o que eu digo aqui.

A ditadura vai vir.

 

Quando Lula foi eleito para este mandato aí, fiquei aliviado porque supunha que o problema do golpe tinha acabado. Agora com o crescimento da candidatura de Flavio Bolsonnaro, o meu terror voltou. Voltei àquele domingo de sofrimento em que meu peito ficou oprimido. O meu ufa! No final do dia não serviu para nada.

Há alguns meses da eleição para um candidato de oposição ficar no mesmo patamar do governante é para preocupar. Geralmente , não é assim: o opositor cresce no final, mais próximo do pleito. Agora não, estão empatados, com a ajuda deste governo decadente e reativo de Lula.

Um governante que fica muito tempo no poder e que chega lá com promessas radicais tende a cair ou necrosar ou qualquer outra situação que mostre a sua incapacidade de convencer o povo, mesmo aquele que votou nele.

Mas um outro fato aterrador está presente nesta situação terrível: se na eleição passada a eleição de Bolsonnaro significava golpe, que havia sido deflagrado no final do ano anterior, neste momento a eleição de outro Bolsonnaro vai significar a possibilidade de golpe.

Não terá adiantado nada este esforço de investigação e prisão de golpistas. Alguns ainda estão aí livres e “ trabalhando”. Não se iluda o leitor, nem ninguém, quanto à impossibilidade disto.

Uma eleição da direita vai catalisar de novo estas forças e garantir um esforço continuado de implantação da ditadura.

Pode não acontecer um golpe imediato, mas no âmbito do “ novo” governo Bolsonnaro, as articulações para tanto irão se desenvolver sem dúvida nenhuma. Não se iludam.

Em artigo passado eu falei que havia uma luta entre continuísmos que poderiam descambar para um golpe, seja de esquerda, seja de direita.

E o desenho que se apresenta diante de nós confirma este vaticinio.

Por culpa de Lula e do PT estamos correndo o risco de voltar a 64. Lula é o novo Jango?