A postura de todo marxista e comunista militante é estudar os textos básicos de sua atividade e opção para poder se desencumbir bem. Mas a aventura do marxismo e do comunismo no século XX exige um estudo completo dos textos e sobretudo da história do movimento.
Principalmente neste último caso é mais que exigível: é imprescindivel. Porque todos os sonhos expostos nos textos, sobre a utopia, se confrontam com a realidade e por mais que se busque relativizar chega uma hora que não dá mais.
Sem falar no estudo dos textos, que me revelam problemas e contradições terríveis, insolúveis, o estudo da história do movimento comunista me cansa porque sempre que eu penso que as dificuldades terminaram, elas retornam.
Eu tenho este nome, ernesto, por causa de Ernesto Guevara, meu idolo de juventude. Com o tempo eu relativizei mais esta figura, como deve fazer todo adulto diante de idolos da infância(se quiser ser adulto), mas ultimamente eu cheguei no limite da relativização: Guevara foi chefe de um campo de concentração para lgbtqa+ para “recuperar” estas pessoas. Acho complicado acreditar na informação de que se a pessoa não recuperasse era fuzilada. Vou continuar pesquisando.
Mas o simples fato de haver um campo de concentração com esta finalidade, me encheu, em definitivo, as tampas e eu tenho que escrever este artigo para definir uma mudança na minha vida: para mim e isto eu venho anunciando nos artigos, o socialismo real é assunto liquidado e eu repudio toda a minha experiência neste movimento, porque não quero ficar impactado mais vezes com verdades que eu não sabia.
Continuarei pesquisando , mas desta vez e sempre, sem o comprometimento emocional, que eu tive 2\3 de minha vida. Isto já vinha sendo anunciado por mim, mas é importante eu colocar esta nova fase de minha vida, para que as pessoas compreendam o que eu digo aqui.
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