Quando Lula foi eleito para este mandato aí, fiquei aliviado porque supunha que o problema do golpe tinha acabado. Agora com o crescimento da candidatura de Flavio Bolsonnaro, o meu terror voltou. Voltei àquele domingo de sofrimento em que meu peito ficou oprimido. O meu ufa! No final do dia não serviu para nada.
Há alguns meses da eleição para um candidato de oposição ficar no mesmo patamar do governante é para preocupar. Geralmente , não é assim: o opositor cresce no final, mais próximo do pleito. Agora não, estão empatados, com a ajuda deste governo decadente e reativo de Lula.
Um governante que fica muito tempo no poder e que chega lá com promessas radicais tende a cair ou necrosar ou qualquer outra situação que mostre a sua incapacidade de convencer o povo, mesmo aquele que votou nele.
Mas um outro fato aterrador está presente nesta situação terrível: se na eleição passada a eleição de Bolsonnaro significava golpe, que havia sido deflagrado no final do ano anterior, neste momento a eleição de outro Bolsonnaro vai significar a possibilidade de golpe.
Não terá adiantado nada este esforço de investigação e prisão de golpistas. Alguns ainda estão aí livres e “ trabalhando”. Não se iluda o leitor, nem ninguém, quanto à impossibilidade disto.
Uma eleição da direita vai catalisar de novo estas forças e garantir um esforço continuado de implantação da ditadura.
Pode não acontecer um golpe imediato, mas no âmbito do “ novo” governo Bolsonnaro, as articulações para tanto irão se desenvolver sem dúvida nenhuma. Não se iludam.
Em artigo passado eu falei que havia uma luta entre continuísmos que poderiam descambar para um golpe, seja de esquerda, seja de direita.
E o desenho que se apresenta diante de nós confirma este vaticinio.
Por culpa de Lula e do PT estamos correndo o risco de voltar a 64. Lula é o novo Jango?
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