segunda-feira, 8 de junho de 2026

Efeitos deletérios II

 

Continuando nossos estudos críticos sobre a influência deletéria da ideologia sobre as famílias eu devo dizer: existem militantes que conseguem evitar o problema. Como eles fazem? Separando bem a família da atividade revolucionária.

O filho de Marighella está aí ,sem problemas, porque o pai compreendeu muito bem esta verdade, de separar a vida infantil das imensas responsabilidades do revolucionário.

Ignoro o destino dos filhos de Gramsci e de Lamarca, mas tanto o primeiro como este último sempre procuraram respeitar os filhos na sua infância. Lamarca mandou a família para Cuba.

Gramsci sempre procurava manter os filhos em comunicação com ele, orientando-os quanto às suas escolhas e tarefas.

Mas aqueles que de uma forma ou de outra deixaram que as enormes tensões da atividade revolucionária se misturassem com a família, juntando partido e família, tiveram imensos problemas.

Alguns revolucionários foram mortos na frente dos filhos o que os traumatizou para sempre.

Outros foram deixados como coisa sem importância e sentiram o peso da carência afetiva que é uma coisa essencial no desenvolvimento do homem a partir de sua tenra infância.

Filhos foram levados de um lugar para outro e perderam referências em amizades infantis, que é outra coisa importantíssima no seu crescimento : a formação de vinculos de amizade.

Principalmente na puberdade a presença dos pais é fundamental, dependendo das circunstâncias, do entorno dos jovens, que pode desviá-lo do caminho, havendo necessidade de o pai e a mãe cortarem pela raiz o momento em que “ descobrem” as drogas e as coisas corruptivas e fáceis da vida.

Pode parecer que não, mas a criança sente o perigo que ronda o pai, que pode ser barbaramente torturado ou mesmo simplesmente assassinado e tornado um desparecido, o que prolonga o problema para a vida toda.

O revolucionário não deve ter filhos e se casar com uma militante que certamente o ajudará na atividade. É sacerdócio. Por isso eu r respeito em parte a decisão da ireja católica de exigir celibato dos padres. Já imaginou aqueles padres do leste europeu com família? O auto-sacrificio exige despojamento destes rituais comuns.



Nenhum comentário:

Postar um comentário