sábado, 19 de setembro de 2026

Em última instância a revolução comunista,marxista atende a isto

 

Senti necessidade de tratar de um assunto que está oprimindo o meu cérebro já há algum tempo: todo o discurso intelectual, explicativo, narrativo, que eu faço, tenho absoluta consciência de que não é maior do que a realidade em si.

Explico: o que motiva efetivamente os processos de mudança são aqueles que acontecem no real. No caso das revoluções comunistas, marxistas, a questão é redimir as pessoas oprimidas pela miséria e pelas injustiças, as quais ainda devoto o meu compromissso.

Mas existe um historiador alemão Ernest Nolte, que escreveu um livro importantíssimo “A guerra civil européia”, em que ele toca o ponto nodal, para mim, destas revoluções: a capitalização do desespero, da vitimização, real ou não, das massas.

Do ponto de vista teórico, científico, eu já mostrei os erros do marxismo, pelo viés do monismo. O monismo junta ciência e axiologia e o fato de existir injustiça não quer dizer que a ciência e a teoria tenham as soluções adequadas para esta opressão.

Não se trata só de emancipar os oprimidos através da vontade e da força, mas de construir algo novo. Não é vontade só , como pensava Marx, mas de pensamento.

Assim sendo é compreensivel que a partir da revolução russa, que capitalizou o desespero do país, tudo se resuma a tomar o poder do estado, reconhecer a situação destes oprimidos e passar por cima de quem não concorda.

Este modelo não deu certo e não é justificável, para emancipar os oprimidos, causar danos a pessoas inocentes. Isto tem sempre uma consequencia.

O oprimido quer ser liberado agora, já ,e não se preocupa com estas questões éticas, mas isto infelizmente terá consequencias depois, e às vezes contra os próprios oprimidos.

Stalin matou 50 milhões de burgueses? Matou camponeses pobres, que eram parte da aliança que Lênin havia montado.

Há outras formas de se chegar na utopia num tempo razoável. Falarei delas e de aspectos outros deste problema nos próximos artigos.

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