Dou uma parada nas minhas diatribes para analisar o stf . Nunca podia imaginar que esta questão da “judicialização” chegasse a este ponto.
Acreditei que os impasses entre o congresso e o judiciário acabariam se diluindo e a direita perderia a sua “piéce de resistence” golpista, uma ve zque o judiciário entraria nos eixos.
Sempre acreditei na racionalidade humana, mas nas últimas décadas fica claro para mim que esta racionalidade não existe mais. O cânon ocidental não existe mais.
Todo mundo age segundo sua vontade ou talante. No final das contas o que está ruim pode piorar.
O judiciário entrou diretinho na jogada da direita: gostou do espetáculo, gostou de fazer politica e incorporou à sua prática os truques e vergonheiras da politica em si mesma, promiscuidade com malandros, corruptos e assim sucessivamente.
Até onde eu sei, com o que eu aprendi na faculdade, Juiz, assim como outras profissões, não pode ter contato com determinados ambientes(puteiros por exemplo) e pessoas e não pode se valer do cargo para obter vantagens pessoais, como em escritórios de advocacia, de parentes ou amigos.
O “espetáculo” dos últimos dias expõs uma das instituições mais importantes da república, a um ridículo desgastante, que só vai favorecer e justificar, no caso da vitória de Flavio, o golpe da direita, há uma década acalentado.
Os juizes cairam direitinho. Aceitaram a pompa de satanás e deliraram na maionese como eu nunca vi na vida, nem na época da ditadura militar.
O diálogo com o ministro Luiz Fux é uma das coisas mais tétricas que eu ouvi na minha vida: “o sr não tem o meu nome nas fitas”, diz Fux e o outro redarguiu: “tem sim senhor”, “não, não tem” e etc.
Tudo converge para o golpe e fechamento ou modificação total do STF. O normal seria que estes envolvidos, estes juizes, se demitissem.
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