segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Ainda bem:Hillary



Tudo indica que teremos uma mulher na Presidência dos Estados Unidos.Ainda bem:ainda não é hora de alternância de poder.É hora de uma mulher na Presidência dos Estados Unidos,mas é evidente que a discussão  sobre as virtudes de Hillary são importantes,como eram no caso de Dilma.
Não basta ser mulher para ter mérito.Isto é um problema de nossos dias:vitimologia racial,de gênero,etc.Por causa disto muita fraqueza fica escondida.
Hillary não é fraca,mas com o adversário risível(para dizer o mínimo)que teve pela frente não foi muito possível avaliar as suas qualidades argumentativas e de programa e isto fica como uma incógnita perigosa,sendo ela eleita,como tudo parece indicar.
Um risco que teremos que correr.Não senti muito bem o programa ,as pataquadas do republicano ocuparam mais tempo.
Aliás quais razões fizeram o Partido republicano se desmantelar de tal forma que não foi capaz de impedir a pura influência do dinheiro no pleito?Não sou republicano evidentemente,mas este foi o Partido que aboliu a escravidão,tendo uma tradição a  zelar.
Mas o fato é que  se desmantelou, com a era Bush talvez.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A república não pode ser o marisco aqui no Rio.



Apesar de tudo nós podemos colocar um debate sobre a República e seu significado aqui no segundo turno do Rio de Janeiro,porque a palavra mais comentada ontem,após  os resultados, foi laicização,um tema que eu tenho debatido aqui muitas vezes e que agora se colocou diante da escolha do cidadão ,no estado que tem mais repercussão nacional,no plano da cultura.
Porque por mais que Crivella venha agora dizer que é laico,insistindo que vai saber separar religião de política,ele não chegou onde está senão fazendo esta junção ilegítima:se associando claramente a uma religião e se aproveitando dos votos de sua igreja e de  seus ecos.
Não tem como separar e embora o programa não fale diretamente de religião,nós podemos esperar medidas conservadoras,indiretamente influenciadas ,como ensino religioso,volta dos privilégios para os pastores,um moralismo que ele terá que seguir,seguindo a sua igreja,a menos que  agora  queira ficar isolado.
Crivella é o candidato mais antirepublicano da História no Rio de Janeiro.
E por outro lado nós temos a oportunidade de colocar uma esquerda associada ao compromisso democrático do republicanismo,pois para vencer o adversário ele,Freixo,(e a esquerda)terá que bater nesta tecla,segurando os setores radicais que tentarão colocar no seu programa mais idéias de esquerda,” hegemônicas”,do que republicanas,ou seja,endereçadas a todos.
A meu ver se isto ficar claro ,mesmo setores já recusados em alianças eventuais de segundo turno ,como PMDB e PFL,vão apoiar a esquerda,se ela se modernizar, seguindo este sentido.Senão será um combate entre uma religião e uma esquerda ultrapassada “ hegemônica”,ficando a  república,no meio,como marisco.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Temer o inseguro II



Um presidente .um líder deve ter ,pelo menos,no seu conjunto de idéias algo que unifique o seu pensamento esatratégico.
Eu não gosto muito do exemplo de Geisel,que era ditador,mas o seu governo tinha um determinado propósito de fazer do estado fomentador do desenvolvimento.
De Itamar eu adoro porque dentro da democracia ele demonstrou aos tecnocratas que economia é política,razão pela qual a inflação baixou.
Qual é o mote ,ainda que conservador ,do Sr. Temer,até agora?Nada.Um governo anódino,placebo,de tendências conservadoras e de direita que toda hora volta atrás,quando vê que a sociedade reage.Preocupado com o óbvio que é melhorar as contas,deixadas em frangalhos pelo PT e tentando não  tomar medidas impopulares.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Temer o inseguro



A ligação que Temer fez para o Faustão revela,da parte dele,insegurança e por sua vez uma certa consciência da ilegitimidade de  seu poder.Acrescente-se a isto as mudanças:uma hora propõe uma reforma depois volta atrás;propõe,depois volta atrás.Radicaliza(à direita)propostas,como esta do ensino,em vez de seguir um pouco a corrente das discussões,demonstrando isolamento.
Tudo isto indica que o vice-presidente não compreendeu o caráter transicional de seu governo.Ele o está vendo como sucessão normal,mas “ após”(após [?]uma crise de impeachement) não há como encarar as coisas como seguindo um curso normal.
Olha a aparente calmaria que nós vemos diante dos  nossos olhos é ilusória:uma série de elementos preocupantes podem se juntar num cadinho e gerar surpresas,que algumas estão aí,como o desemprego e  falta de crescimento(herança de Lula/Dilma).Mas um governo inseguro pode desandar também.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Não?!!A esquerda está dividida?!Novamente?!



Que fato inusitado!Mais uma vez a impressão é de absoluto retrocesso e de chover no molhado:o PT quer que o Psol se   uma a ele para evitar o avanço da direita,como se não fosse o PT o culpado deste avanço,mas o psol,na eleição!
Ora,esta discursaria não muda nunca.Estamos num período semelhante a 64,como se o período anterior ao golpe estivesse se prolongando até à necrose.
Ninguém ganhará nada,só o povo perde,a soberania,porque não muda o quadro político,como ele,povo, queria em 2013.
É melhor para o psol e o PT estarem juntos para evitar a direita?É.Mas a esquerda no poder ajuda a direita e ficamos neste circulo vicioso maluco,que não acaba nunca.

Hillary



Quando Roseana Sarney se candidatou à Presidência do Brasil eu disse uma coisa que ofendeu muita gente,notadamente,claro,às mulheres:que como mulher ,estando numa situação deste tipo pela primeira vez,ela tinha que demonstrar muito mais força ,disposição e capacidade,pois o público(mesmo feminino)exigiria um comportamento acima daquilo que é a média da sociedade,daquilo que é esperado.
Uma mulher na Presidência dos Estados  Unidos é algo inusitado e traz estas exigências sem dúvida nenhuma.Se Hillary cometer  este erro,de não chutar a porta como devido,se não mostrar força, ela vai perder para este palhação e a sorte dela é ele ser o que é,porque se fosse um  candidato composto,cravaria a sua derrota.
Aliás Trump radicaliza porque assim porque ele sabe que tem mais condições de mostrar ,pelo menos,ao (seu) público mais unidade do que Hillary.O entusiasmo em torno de Hillary,da oportunidade histórica de uma mulher governar os Estados Unidos não aparece e se ela perder vai ser um desastre,um retrocesso.