Aristóteles estabeleceu criterios de degenerações de principios, conceitos e coisas. Até as boas coisas podem degenerar , como o principio da solidariedade.
O principio que rege aí os socialismos e comunismos. Também a religião, enfim. Um principio do bem que pode igualmente degenerar em diversas distorções reconhecidas, na vida, na psicologia, na História, etc.
Muitas vezes, e nos regimes citados, a solidariedade passa a ser uma forma de opressão também. Voê ajuda o outro para obrigá-lo a ajudá- lo também em coisas nem sempre certas.
A ajuda pode ter um significado de diminuição de importãncia em relação a quem é ajudado.
No intimo , o solidário está obtendo poder às suas custas, mostrando aos outros que ele tem condições em você não.
Uma especificidade deste ultimo caso é construir aos poucos uma dependência psicológica, que vai ser usada como manipulação. São formas de chantagem subliminar.
Numa conjuntura mediocre ou de desinteresse geral aquele que tem uma postura diferente é massacrado pelo grupo que o inquina de pretensão, de querer ser melhor do que os outros e aí sobrevém a repressão, coisa comum nos regimes socialistas e coletivistas em que a manifestação pessoal, individual, obedece só aos critérios do grupo e do nucleo dirigente, matando outras manifestações que podem ser até melhores e mais necessárias.
No plano psicológico a degeneração alcança niveis mórbidos em que tudo tem que ser feito em conjunto, talvez defecar junto , como faziam os operários no passado, nas sentinas coletivas das fábricas.
E em termos politicos a solidarização esconde muitas vezes a necessidade de vigiar aqueles que eventualmente desejam desenvolver sua responsabilidade individual e pessoal.
Existem formas(republicanas) de evitar estas degenerações, mas falarei delas em outro artigo.
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