domingo, 5 de abril de 2026

Como vejo o mundo sempre

 

Depois de assistir ao filme “nuremberg” algumas reflexões se me impuseram à mente: como vejo o mundo?

Tendo uma preocupação, desde a infância, com a utopia, sou daqueles que sempre procuram o bem na humanidade e é frequentemente frustrado nesta intenção.

Quem é utopista sempre passa por este periodo necessário de frustração, mas, eu não sabia, uma onda de otimismo, calcada no conhecimento,aparece, na velhice.

É possível imaginar que no passado tenham havido pessoas boas que não comungaram com nenhuma forma de preconceito ou ódio. É possível. Dificil, mas é possível.

É em função desta possibilidade que termino a minha vida com moderado otimismo diante da humanidade.

Lênin possuia esta preocupação e inventou os nomes no obelisco. Explico : ele mandou erguer obeliscos nos quais se gravavam o nome de pessoas boas, humanas, segundo critérios elaborados por ele.

Como europeus que eram é de se perguntar se não eram racistas ou tinham algum motivo falso de ódio a alguém.

Ninguém sabe se diante do negro fosse São Francisco de Assis racista. Teve contato com árabes negros e não agiu preconceituosamente.

Vê- se que critérios para achar uma pessoa boa são dificeis. Mesmo assim há que procurar, há que buscar com critérios cada vez mais afiados de prospecção.

O “homem novo” não é no futuro que se encontra, mas no presente e no passado. É uma construção histórica, cotidiana, que exige mais e mais atenção de quem é utopista, porque as coisas só pioram.

Mas eu acredito que este artigo inicia uma série de reflexões e conjecturas sobre este homem de bem que a civilização colocou por debaixo do tapete, em condições gerais de opressão e manipulação.

É raro encontrar na “parte de cima” alguém assim, mas se encontra também.


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