sábado, 12 de agosto de 2017

O distritão



E continua a direita na sua festinha,depois dos erros da esquerda.Agora resolveram impor o voto distrital sozinho,sem o arcabouço do parlamentarismo.Sem este arcabouço este distritão vai ampliar os poderes manipulatórios dos partidos nominais que nós temos no Brasil.Quer dizer,não os poderes dos partidos,mas dos grupos econômicos que os dominam.
A minha proposta sempre foi de voto distrital misto,preservando a parte referente a proporcionalidade,porque assim haveria um “diálogo” maior entre a soberania popular e os partidos.Além do mais esta forma seria mais transitória,consagraria  a experiência costumeira do povo brasileiro ao lado das inovações necessárias.
Mas sem partidos fortes,programáticos e baseados em valores esta proposta não vai ter outro destino senão o de afastar mais e mais o povo brasileiro da política ,que é o que a direita quer.A direita que foi guindada ao poder pelo PT,dentro de um compromisso político que era bom enquanto o PT podia fazer o que quisesse e passou a ser horrível quando não.

domingo, 6 de agosto de 2017

Macron o xoxo



Também podemos comentar o “ inicio” do governo Macron.Xoxo.Quais são as tarefas nacionais hoje?As de sempre:sociais.O núcleo das mudanças é a nação e existem diversos exemplos de como se pode mudar rapidamente uma estrutura social sem cataclismos.Estes exemplos históricos servem de base para discutirmos o que um governante preocupado com a (sua)nação deve fazer hoje.
Os meus critérios para abordar a nação e quem as governa são estes:existe uma tipologia das nações,que eu calco muito nas definições de Darcy Ribeiro.Existem as nações centrais,as metrópoles,entre as quais a França está.Existem as nações transplantadas destas metrópoles,como os Estados Unidos em relação à Inglaterra e o Canadá,à França.Existem as nações que por fora do imperialismo construíram o progresso sem cataclismos,como os países nórdicos e a Suíça.E existem os povos por fazer e atingidos pelo imperialismo,entre os quais figuram os da América Latina e os da África.
O Brasil está logicamente na AL,como país eternamente em desenvolvimento(para esconder o sub).
A França ,de Macron, está entre os causadores dos problemas dos outros povos,mas a tentativa,após o comunismo, de resolver o problema social(que é o problema das nações)se dá no âmbito do fracassado modelo da comunidade européia.
A razão para se escolher um nacionalista,no bom sentido,decorre deste fracasso e da eleição de Trump,então as tarefas do presidente da França se “ resumem” em atacar o problema social em seu país,com os acréscimos do problema imigratório ,e quem sabe lutar por um renascimento do Mercado.
Tem feito isto?Não.Macron não tem demonstrado nenhuma capacidade de elaboração de um programa que consagre estas necessidades.
O perigo disto aí é implodir de vez o Mercado Comum e  agravar a situação social na metrópole e no mundo todo e cair num chauvinismo,menos que gaullista,já que o Presidente De Gaulle tinha uma plataforma internacional,uma noção do papel da França,coisa que Macron parece não ter.
E nem Neynar vai dar jeito nisto.