Quando faço estas afirmações críticas e até pessoais sobre os comunistas estou me referindo ao aparelho e à experiência mais comum do século XX. E incluo a minha experiência individual evidentemente.
Como já venho dizendo não há continuidade entre Marx e Lênin. Os bolcheviques fizeram o que fizeram por conta deles.
Neste sentido a construção dos partidos comunistas no mundo todo, a partir de 1922, atendeu a principios e necessidades dos bolcheviques , da revolução ilegitima da Rússia, com todos os percalços próprios dela.
O aparelho comunista padece de problemas recorrentes: centralismo que não é democrático e se torna inevitavelmente primeiro autoritário depois totalitário, na medida de sua pouca inserção na consciência do povo.
Na medida da rigidez do sistema do partido, as dificuldades de se conviver com a democracia são imensas, e para a manutenção deste nucleo duro vale tudo.
Na revolução francesa a divisão da sociedade em grupos exige no fim a presença de um poder forte como o exército(Napoleão). Na sociedade soviética, no socialismo real o poder central está localizado numa burocracia que reprime. Que manipula e ...trai.
Para preservar este nucleo nenhuma ética e toda traição vale. A ordem é a traição, a desconfiança organizada é traição aos companheiros.
A história o revelou e é contra isto que eu luto. Não contra utopia, contra o marxismo cultural.
Discutir qualquer autor , qualquer ideia é um exercicio necessário de liberdade, por mais odioso que seja este autor, por mais que ele seja contra mim.
Este artigo é para esclarecer um pouco as coisas: as pessoas que conhecem superficialmente marxismo e comunismo, juntam tudo, mas são coisas diferentes.
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