De tempos em tempos a história demonstra a sua capacidade de ironizar a si própria.Foi assim na época de Kruschev,que fez uma “ abertura” na URSS quando ele mesmo foi um dos maiores repressores.
Aqui no Brasil a transição foi feita por alguém que vinha da ditadura militar.
Agora nós vemos que a libertação de presos politicos na Venezuela,na Venezuela de esquerda,se deu por intervenção de Trump.
Nós vemos também que quem defende o direito das mulheres iranianas é o mesmo Trump.
Eu já falara sobre esta ironia quando da questão do Afeganistão,em que Trump defendeu principios que acabam por proteger a mulher naquele país muçulmano.
Politica não é algo fácil.Um projeto de ditador ,um continuador da doutrina Monroe e do big stick, “libera” determinados grupos de pessoas,enquanto a esquerda, por “geopolitica”,por “pragmatismo” se alia a estes regimes ditatoriais e misóginos.
Estes basbaques apóiam o regime de Cuba e defendem a democracia aqui.Ganham dinheiro aqui e defendem regimes que não o permitem para os seus cidadãos.
Contradições tão grandes ou maiores do que aquelas atribuidas ao capitalismo.
Já não há mais espaço para este tipo de contradição,que só permance na América Latina,em que determinados grupos de profissionais de diversas áreas,ligados ao socialismo,lutam para garantir a continuidade dos seus respectivos nomes e trajetórias.
Um interesse egoístico,de auto-preservação,que barra o caminho da renovação da esquerda e mantém a direita à frente da iniciativa politica no mundo de hoje.
Não vou me cansar nunca de bater nesta tecla essencial,que é pensar no futuro da utopia,na luta pela emancipação da humanidade,em direção a uma sociedade realmente capaz de produzir felicidade para todos.
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