sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Marilena Chauí (de novo)

 

Eu tenho que parar o meu trabalho para sempre me dirigir a estes intelectuais que aparecem no meu smart e no meu note, para me jogar na cara as suas realizações, como se isto fosse critério de verdade.

O primeiro a fazê-lo foi Luiz Eduardo Greenhalg, que jogou na minha cara uma noite de autógrafos pessoal, mostrando que ele tinha muita gente para pegar a sua assinatura num livro que não sei qual é.

Depois vieram outros , sem me citar naturalmente. Tanto à direita como à esquerda.

Mas agora, quando citei as afirmações de Roland Corbisier sobre Ideologia , contestanto, desde a década de 80, os conceitos do livro de Marilena Chauí sobre o mesmo tema, sofro deste massacre de asneiras.

Por causa disto esta professora vem me jogar na cara as suas realizações , os seus aplausos, as suas homenagens, como se eu tivesse questionado tais coisas.

Eu já expliquei, mas vou explicar de novo: a verdade é acessível a todo homem. Não é à toa que o meu blog principal tem o nome “ o conhecimento é de todos”.

Existem critérios de verdade que transcendem estas realizações da vida. Um professor recebe um titulo honoris causa por seu trabalho profissional. Recebe homenagens pelo trabalho, pelos seus livros.

Tudo isto tem legitimidade, mas a produção no tempo histórico de conhecimento não se reduz a estes critérios.

Imagine que todos aceitassem de maneira dogmática o que qualquer pessoa ou filósofo dissesse. Nós não tinhamos saído de Ninive.

É assim mesmo. Galileu ridicularizou a física de Aristóteles e criou a mecânica clássica. Einstein criticou as limitações de Newton, para fazer a relativistica.

Grande parte das pessoas , à direita e à esquerda vêm aqui por minha causa, mas não me reconhecem e não abrem espaço para eu participar ou emitir a minha opinião. Eu peço a estas pessoas que nestas condições não venham aqui me impor asneiras.

Desde o inicio do meu trabalho eu deixei claro:se não vai me reconhecer passe ao largo ou então me proibe de alguma forma, mas se vêm aqui tem que ter a hombridade de me citar e de falar diretamente. Acho uma covardia e uma desonestidade. Então não venham aqui se não vão me dar espaço.

A sra Marilena Chaui está erradíssima. Teve um surto num destes videos quando agrediu a classe média , a qual pertenço, junto com ela, chamando-a de burra , ignorante, sem nenhum fundamento científico, só a egocentria passional de uma mãezona.

Não tem sentido.



domingo, 6 de setembro de 2026

Breno Altman e Jessé Souza

Tendo recebido manifestações destas duas pessoas , no meio do meu smart e no meu youtube e MSN novamente farei comentários sobre os conteúdos enviados.

Naturalmente ,como sempre, eu não sou citado e nem chamado para debater: eu tenho que ouvir estas bobagens mal fundamentadas, por imposição nas minhas redes, sabendo que estas imagens vêm até aqui porque eu(euzinho)fiz críticas pertinentes a estes personagens e ao stalinismo. Eles estão vindo aqui por minha causa sem me reconhecer. Covardia, desonestidade e mau caratismo.

Mas vamos ao que interessa:em primeiro lugar Jessé de Souza aparece aqui num programa da globo aparentemente falando diretamente para a atriz Cissa Guimarães.

Na sua fala(dele) Jessé de Souza diz à atriz que a classe média é culpada e responsável por uma série de coisas.

Em primeiro lugar um sociólogo não pode generalizar: se ele é realmente weberiano e se leu o “Dezoito Brumário” não tem como falar em classe média como se fosse uma coisa só.

Todas as classes possuem sub-divisões ,estamentos,categorias. NÃO É TODA A CLASSE MÉDIA QUE TEM CARACTERÍSTICAS DE EXPLORADORA,IGNORÂNCIA E OPRESSÃO.

A maior parte dela é explorada ,defende valores democráticos, honestidade, respeito à lei e sofre também com diversas formas de opressão.

O discurso de Jessé para a atriz Cissa Guimarães é uma reiteração do que foi o diálogo entre os artistas e a classe média em todas as experiências de socialismo real, que muita gente chama erradamente de comunismo, e o stalinismo e as formas várias de estalinismo,através de suas viuvas c,omo Jessé de Souza.

A matéria-prima do artista é a emoção, a sensibilidade e toda pessoa que envereda pela arte tem estas coisas demais e quem as tem se apieda do sofrimento, da opressão. Por isto 99,99 por cento dos artistas é de esquerda. Uma vez aquele oportunista que fez a música “Godiva de Irajá”,esqueci o nome dele, perguntou ao Roberto Campos porque todo o artista é e esquerda: a resposta é esta.

Neste sentido ,o artista ,quando ouve um discurso revolucionário de redenção dos oprimidos, se entrega totalmente, mas ele não tem consciência das mediações entre a questão posta assim em termos culturais(marxismo cultural)e o aparelho, o aparelho de politica e de poder.

Na hora em que o artista cai nesta teia, ele corre riscos inomináveis de ser manipulado e , no final,massacrado. Alguns artistas conseguem se adaptar, outrros, a maioria,não.

Stanislavski adorava Stalin, mas o Stalin não fez nada com ele porque ele era conhecido no ocidente.

Outros, menos conhecidos, se suicidaram, como Fadeiev, que introduz neste artigo as considerações de Breno Altman.

Mas eu ainda tenho que dizer algo sobre o Sr. Jessé: o que ele faz como sicário do stalinismo, é o que sempre aconteceu, jogar um anzol para pessoas inocentes e bem intencionadas e depois manipulá-las ou massacrá-las. Como acontceu na URSS. Na China em que artistas da ópera de Pequim foram impalados vivos , em Praça pública, porque eram artistas e homoafetivos. No Cambodja toda a classe média foi assassinada , virou caveira nas estantes. Está tudo lá, advogado, artista, professor.

Agora eu me volto para outro sicário do stalinismo: Breno Altman. Que veio aqui no meu youtube ,sem me citar, dizer uma coisa que meu pai dizia: stalinismo não existe.kkkkkk.

O truque com relação ao stalinismo é o seguinte: todo mundo viveu sob as asas de Stalin. Ao ser denunciado, não só ele , mas todos estes apoiadores são atingidos. Então o que fazer? Transferir a responsabilidade para a figura física de Stalin.

Num livro famoso que foi lançado na época pelo editorial vitória “o que é o stalinismo”, todos os que escrevem lá, exceto Luckacs, culpam Stalin. Até Togliatti, que já era crítico, entra nesta, talvez querendo preversar a unidade do PCI. Ele diz “ subiu à cabeça de Stalin o poder,a sua falta de limite”.

Mas o caminho para caracterizar o stalinismo vem de Luckacs, na “carta sobre o stalinismo” em que ele atinge o ponto nodal da questão se referindo aos “pequenos stalins” espalhados por aí.

Mas não é só isto que fundamenta a existência deste ismo maldito: o culto à personalidade, a transgressão da legalidade socialista, colocar-se acima do movimento comunista, em prol do chefe, tudo isto e principalmente o fim da Revolução, põe a verdade deste fenômeno.

Breno Altman falseia o real, por interesse pessoal, por egoismo e egocentria ,por elitismo vermelho, que odeia tanto o povo, como certas direitas e certas burguesias.

Se só existe a ação de Stalin , não existe o stalinismo; Basta tirar o Stalin que sua prática continua. Como meu pai argumentava.

É a mesma coisa, mutatis mutandi, que os nazistas tentam faer com Hitler: dissociá-lo do movimento nacional socialista. Eu não tenho dúvida que Hitler calculou bem quando praticou o genocidio. Ele sabia perfeitamente que um próximo lider nazista teria que fazer algo pior par superá-lo.

Há outra coisa que Breno Altman relata, no MSN, o suicídio de Fadeiev, campeão do realismo socialista.

Fadeiev, como Maiakovski, suicidou porque se sentiu enganado. Olhou para a sua vida pregressa e viu que tinha sido enganado na sua atividade, que servira a um mentiroso. O kgb, o idôneo kgb, disse que ele morreu por alcoolismo, tensões pessoais. Assim também o nkvd proclamara a morte de Maiakovski como resultado de uma “vida arrebatada”. Mentira. Mentira. Mentira. Se suicidaram porque não aguentaram a pressão totalitária. Mentira do Sr. Breno Altman. Como a esposa de Stalin , Nadia Alyluieva, que atirou em si mesma em 1932.

Então, eu me vejo numa situação muito complicada, porque é em função do que eu disse aqui e dos meus artigos e livros que estas pessoas, Marilena Chauí, Breno Altman, Jessé de Souza aparecem no meu feed, nas minhas redes. Agora apareceu um sr. Adriano, que parece um destes capachos que ficam agradecendo ao orientador a aceitação da tese , que fica também fazendo críticas.

Eu quero reptir o que eu disse , até eles entenderem: se não me dão oportunidade de debater em público, saiam das minhas redes. Esta atitude de colocar um auxiliar para falar comigo é depreciativa e ofensiva , sem esquecer as coisas que eu disse antes,desonestidade, covardia e elitismo. Não admitir que é por minha causa que estas reações estão aparecendo me ofende e de fato eu tenho a qualidade de muitos professores doutores e até mais.

Se não quer debater comigo em público, me reconhecendo, não vem aqui.




sexta-feira, 21 de agosto de 2026

De novo o meu reconhecimento

 

Tendo adquirido um smartfone recebo todo tipo de video de pessoas que lêem os meus trabalhos e vêem aqui no meu youtube, que fica aberto. Luiz Felipe Pondé aparece no meu feed de noticias no facebook, falando e fazendo a mesma coisa que todo mudo fala e faz nas minhas redes: que tudo o que eu digo aqui já foi dito e que eu, por consequencia sou um papagaio.

Eu vou recuperar alguns argumentos que venho sobejamente repetido aqui, para ver se desta vez estes caras desistem de me “ aterrorizar” ou diminuir, para que eu desista de falar e de escrever.

Eu escrevi um livro “O Autodidata” em que pus todos os meus critérios de atividade. Eu sou profundamente profissional e correto. Eu sou mais profissional do que Karl Marx, que , não raro, não cita , como deveria, certos autores e a origem de certas ideias.

Marx tinha que ter citado Proudhon no primeiro capitulo de “O Capital”; disse que a ideia de ditadura do proletariado é dele, quando foi criada pelo operariado francês; a frase “operários de todos os países uni-vos”, não é dele, mas do grupo comunista pelo qual ele publicou “O Manifesto Comunista”, livro que ele plagiou, na sua organização interna, de outro, de Victor Considerant.

Eu não escrevo um artigo ,um livro, sem ver se outras pessoas trataram do tema. Quando eu estudava na uerj aprendi com uma professora ,Creuza Capalbo, a verificar se existiam teses iguais a que eu queria fazer.

Por extensão faço-o na medida do possível sempre. E desde o inicio de minha atividade pus os limites de minha atividade: sou como um garimpeiro que prospecta com a batela, pedrinhas , coisas novas e interessantes , como ensinava Heidegger ao seus alunos.

Obter ,dos textos, pedrinhas, coisas pequenas, mas significantes. Também afirmei constantemente que minha vocação é a história da filosofia, na busca de liames entre os filósofos, liames entre os filósofos e a sua época e seus contemporâneos.

Eu sou interdisciplinar e por isto busco as sinapses entre os diversos saberes. Também escrevo livros e artigos para ser professor. Para me dirigir às pessoas que querem adquirir conhecimento.

Possuo pois, diversos objetivos e finalidades. Mas vira e mexe encontro coisas novas, de vulto, embora não universais, não transcendentes.

Mas tal coisa, todos os meus críticos, como Pondé, fazem igual. É uma babaquice dizer que o que eu digo, outros fizeram melhor e igual. E alguns destes babacas ficam repetindo coisas que digo aqui sem me nomear,porque possuem doutorado e eu não. É uma questão de hombridade reconhecer o valor do outro.

Eu tenho feito trabalhos que não são conhecidos,que não têm similaridade com outros.

sábado, 8 de agosto de 2026

A necrose do movimento comunista

Dois fatos me chamaram a atenção nas últimas semanas e que expressam um conceito que eu passei a ter sobre a decadência do movimento comunista.

Com o exemplo do antigo MR-8, que terminou a vida como organização para-fascista , eu via a tendência do totalitarismo de esquerda se igualar ao de direita.

Desrespeito essencial à democracia, imposição de modelos explicativos, que no final são só ideologia justificativa de violência.

Sem falar em tendências racistas, como anti-semitismo. Muitos ,dentro da esquerda, possuem um anti-semitismo e também ,agora, um racismo reverso contra os brancos.

Meu pai estalinista terminou a vida dizendo: “quando ouço a palavra democracia penso logo num revólver”.

A decadência da esquerda ortodoxa é real. Tirando aqui a América Latina, não se fala mais nesta ortodoxia, que só existe para compor um quadro politico inócuo e passadiço.

A esquerda não se renova porque estes empedernidos não reconhecem a derrota e não querem perder o seu nome e lugar na politica.

Tudo parece ser válido para continuar, para permanecer , ainda que ilegitimamente, a qualquer custo.

Após saber que Daniel Oertega não fará mais eleições na Nicarágua, a minha desilusão é total. E após ouvir que Aldo Rebelo está no partido de Caiado, da UDR, não sei mais como abordar o movimento.

Eu pergunto se vale a pena abordá-lo em análises politicas necessárias, diante deste podridão. Seria melhor fechar a tampa do caixão e esquecer.

Quais as próximas noticias aterradoras sobre a esquerda ortodoxa? Tenho medo até de especular, porque jamais poderia imaginar que um movimento que tinha convicções firmes e buscava uma coerência entre o ser e o fazer chegasse a este ponto de oportunismo.




sexta-feira, 31 de julho de 2026

Uma contestação às minhas opiniões sobre segunda guerra.

 

Um professor apareceu aqui, no meu youtube(sem me citar naturalmente) questionando a minha visão sobre a segunda guerra, afirmando que foram basicamente as questões derivativas do Tratado de Versalhes que originaram o ultimo conflito.

Este é o problema de professores especializados e acostumados a pensar em termos monisticos, ou seja, como eu já expliquei, tratar tudo com se fosse consequencia de uma causa única.

O pano de fundo dos dois conflitos mundiais não tem como ser explicado por uma causa só e na verdade , como eu já mostrei em outro artigo, citando Sartre, existem, também na História, um concurso de causas mediatas e imediatas que explicam determinadas ocorrências,ferindo de morte o monismo.

Não existe segunda guerra sem a primeira e eu disse que a primeira vinha da luta da Alemanha para obter o seu império, o que foi negado no Congresso de Berlim de 1885. A partir daí a Alemanha provocou inumeras crises até se voltar para a própria Europa, quando viu que suas reinvindicações não seriam ouvidas.Ponto.

Ao acabar 14\18 as potências vencedoras trataram os vencidos retaliatóriamente e açularam o desejo de revanche.

Contudo ainda havia reivindicações de imperio e nascia no continente o problema do socialismo e do comunismo, que antes de 14\18, já era uma problemática assustadora para as classes altas, notadamente na Itália.

O fascismo italiano apareceu como uma proposta de combate ao socialismo e de construção de um nacionalismo que queria paralisar este socialismo.

Ao acontecer 1917, com os comunistas em Moscou essa questão nacional italiana passou a ser européia. Uma coisa não exclui a outra, antes a amplifica.

Supondo que os vencedores em 1919 tivessem agido com justiça, a questão do Império permaneceria como causa do fascismo e de uma possível guerra.

Se os comunistas não chegassem ao poder em Moscou, este desejo de império continuaria, porque o socialismo continuaria. Construir um imperio era uma condição também de manter o socialismo afastado dos povos, como fizeram Inglaterra e França.

Neste caso a segunda guerra seria muito parecida com primeira.

Isto tudo não é especulação, mas discussão de cenários possíveis.

Em última instância os impérios são o detonador final de nosso tempo e tal vem de 1885.

Mas com os elementos citados ,imediatos ,a segunda guerra teve a sua conformação.

Muitos dizem, a inflação gerou Hitler, mas qualquer um resolveria o problema da inflação.

Havia um embate nas ruas entre fascistas e comunistas, de 1930 e 1933 e quem ganhou foram os primeiros. Esta é a causa da ascensão de Hitler.

domingo, 26 de julho de 2026

Uma conclusão sobre ciência politica e utopia.

 

Depois de anos de estudos , discussões sobre o papel das ditaduras e democracia,cheguei à uma conclusão sobre politica e utopia: a questão central da utopia é a democracia e a condição de unir a democracia com utopia é a admissão da alternância.

A grande dificuldade de fazer política, em nome da utopia, é como fazê-lo dentro de um critério de alternância de poder.

No apagar das luzes do comunismo , o PCI já admitia , disse-o Carlos Nelson Coutinho, a alternância do poder como método para se chegar ao poder e implementar uma nova ordem, uma utopia.

Alternância de poder sempre foi vista como uma “forma de politica burguesa”, de divisão de poder dentro de uma classe, lembrando Lênin em “O Renegado Kautsky”, e isto às vezes é verdade, mas, como qualquer forma politica, pode ser usada por qualquer visão.

Em sociedades homogêneas, em que o povo tem uma média ética bem formada e que se expressa politicamente é fácil fazer uma alternância porque os objetivos são muito claros , a longo prazo, tanto pelo povo quanto pelos politicos.

É possível nestes casos realizar politicas de estado , a longo prazo, repito, que acabam por solucionar problemas complexos.

Esta é uma lei da politica e da História: se cada governo faz o que quer, sem levar em conta as necessidads do povo ou isto acontece porque o povo não está nem aí ou a sociedade está tão esgarçada que ninguém se entende.

Na maioria dos países é esta segunda avaliação que prevalece. E quando nestes países não se consegue nada buscam-se formas de ditadura.

Então o enigma da politica me parece ser este: como associar o processo democrático com a utopia aceitando esta alternância de poder.

Como eu disse ,diversos fatores possibilitam este “ método” para se chegar lá: um povo organizado, homogêneo, objetiva e subjetivamente.



sábado, 18 de julho de 2026

Nietzsche e Haaland “aquilo que não me mata, me fortalece” crepúsculo dos idolos

 

À propósito da eliminação do Brasil para a Noruega, ocorreu-me, assistindo ao jogo e aos gols que nos enterraram, a frase de Nietzsche.

Como em outras ocasiões (90 na Itália) o Brasil martelou a Noruega e teve inúmeras chances para acabar com o jogo e se classificar, mas não conseguindo , por incompetência, foi vítima de uma lei geral da vida, da psicologia e da fisiologia: arriou psicologica e fisicamente e permitiu à Noruega controlar o jogo e esperar o momento para dar as oportunidades ao centroavante, que teve duas e ensacou.

Foi mais ou menos o que se deu há três anos quando o Fluminense passou pela semifinal, contra o Internacional: o técnico do time gáucho fez o certo, colocando Enner Valência para receber bolas e resolver o jogo.

Mas o que se viu foi um teatro de horrores: o botinudo perdeu três ou quatro oportunidades claras de gol e o time do Inter arriou como o do Brasil agora e aí o Fluminense se aproveitou e ganhou o jogo.

O sentido desta expressão é parte de uma das linhas de pensamento de Nietzsche. Eugen Fink escreveu um livro mostrando que são possíveis quatro sistemas filosóficos em Nietzsche. Eu vou tratar disto proximamente.

Uma destas linhas é exatamente a da busca de uma relação com o mundo e que permite a potência , o incremento desta potência que é preconizada por Nietzsche , como objetivo da vida e do perspectivismo.

Eu poderia dizer que há uma dialética aí nesta relação: o que o atinge, se não o mata , não o enfraquece, antes o reforça, lhe dando mais vida, mais potência.

Em toda a opressão que o ser humano sofre há sempre uma saída imediata, contrária à opressão e à favor do oprimido.

É como Maquiavel diz: transmudar os fatos que lhes são opostos em fatos favoráveis.


quarta-feira, 1 de julho de 2026

Porque critico tanto o Stalin


Eu já respondi a esta questão ,mas senti a necessidade de aprofundar este problema, principalmente no que diz respeito às consequencias dos crimes de Stalin.

Mas também porque ninguém da esquerda toca neste assunto. A verdade é que os crimes de Stalin afastaram os homens do movimento comunista e emancipatório do povo, da humanidade.

Os cristãos passaram para seus fiéis o que foi feito contra eles e seus irmãos por parte do regime stalinista(e por outros regimes inspirados pelo stalinismo).

Outros cidadãos de outros países têm testemunhos terríveis para dar.

Assim sendo , como eu já disse, levará muito tempo para uma pessoa que se diz comunista convencer outrem da sua sinceridade. Em alguns lugares ainda se consegue, mas na maioria a desconfiança é regra.

Há, no entanto, uma questão que não desenvolvi no passado e que quero colocar agora: até que ponto é crime de indução ao crime apoiar stalin.

Naquele tempo eu citei o caso de Wagner, que era anti-semita mas não podia ser acusado pelo genocidio. Não podia mesmo? Do ponto de vista juridico talvez realmente estas duas posturas não tenham como ser levadas aos tribunais, mas do ponto de vista moral efetivo será que é assim?

Não se há de dizer que não contribuiu para o crime , mas o ato em si é distinto deste condicionamento, como ensina o direito.

É uma irresponsabilidade criar estas condições para algo errado. Fazer o errado, ainda que não tenha a consecução prática dos seus critérios , ajuda. Não faz mas ajuda e impõe-se evitar.

O stalinismo tem uma responsabilidade histórica que a história só não julgará sozinha como diz Roy Medvedev, mas o cidadão comum.

Os argumentos que eu usei para retomar o caminho da relação vanguarda\povo são muito complexos par este povo se conectar com os comunistas novamente. Que argumento conectaria? O do desespero?






sábado, 27 de junho de 2026

E de volta ao futebol

 

Premido pelos meus afazeres e preocupações culturais não tenho escrito sobre esportes e dentre eles especialmente o futebol. Acompanho o meu querido Fluminense há dois anos e desejo expressar ideias a respeito desta experiência continua e notadamente a última: a classificação para a outra fase da libertadores.

Mas eu vou deixar isto para depois. Hoje eu quero falar sobre a Copa do Mundo que está correndo aí diante de nossos olhos.

Eu não assisti as copas de 2028 e 2022, talvez por causa do trauma de 2014, mas agora, tenho mais ou menos acompanhado o que vem acontecendo e vejo que esta copa está realtivamente boa.

Contudo há uma diferença abismal(ou abissal) entre aquelas copas até mais ou menos 1986 e as que foram vindo depois.

Se tornaram copas “ européias” , tecnológicas(demais) e o futebol se esforça para aparecer mais do que tais inovações.

Uma das coisas que eu temo no esporte é que ele , como outras realizações humanas, perca protagonismo para o dinheiro, que é uma tendência universal.

Não sou contra o dinheiro, mas ele serve ao homem e não o contrário. A perda de humanidade, de criatividade humana é real. Existe uma resistência evidente ao longo destes torneios, mas não é a mesma coisa que no passado, pelo menos, até a copa de 70, quando se encontravam gênios do futebol, que se tornou arte aqui em nosso país.

Esta ótima tendência foi sendo arrefecida a partir de 1974 e perdura até aos dias de hoje.

Todo mundo conhece a minha visão da massificação do esporte e esta massificação é que permite o surgimento da genialidade e o predominio do homem sobre o dinheiro.

O dinheiro se reproduz com a atividade humana e não a atividade humana que se viabiliza pelo dinheiro.

Ainda espero em vida ver o renascimento do homem, assoberbado de coisas ilegitimas ou parciais, como o dinheiro.



quinta-feira, 25 de junho de 2026

Uma coisa é o aparelho comunista outra o marxismo cultural

 

Quando faço estas afirmações críticas e até pessoais sobre os comunistas estou me referindo ao aparelho e à experiência mais comum do século XX. E incluo a minha experiência individual evidentemente.

Como já venho dizendo não há continuidade entre Marx e Lênin. Os bolcheviques fizeram o que fizeram por conta deles.

Neste sentido a construção dos partidos comunistas no mundo todo, a partir de 1922, atendeu a principios e necessidades dos bolcheviques , da revolução ilegitima da Rússia, com todos os percalços próprios dela.

O aparelho comunista padece de problemas recorrentes: centralismo que não é democrático e se torna inevitavelmente primeiro autoritário depois totalitário, na medida de sua pouca inserção na consciência do povo.

Na medida da rigidez do sistema do partido, as dificuldades de se conviver com a democracia são imensas, e para a manutenção deste nucleo duro vale tudo.

Na revolução francesa a divisão da sociedade em grupos exige no fim a presença de um poder forte como o exército(Napoleão). Na sociedade soviética, no socialismo real o poder central está localizado numa burocracia que reprime. Que manipula e ...trai.

Para preservar este nucleo nenhuma ética e toda traição vale. A ordem é a traição, a desconfiança organizada é traição aos companheiros.

A história o revelou e é contra isto que eu luto. Não contra utopia, contra o marxismo cultural.

Discutir qualquer autor , qualquer ideia é um exercicio necessário de liberdade, por mais odioso que seja este autor, por mais que ele seja contra mim.

Este artigo é para esclarecer um pouco as coisas: as pessoas que conhecem superficialmente marxismo e comunismo, juntam tudo, mas são coisas diferentes.



quarta-feira, 17 de junho de 2026

Mais distorções do socialismo real e do igualitarismo

 

Numa sociedade baseada fundamentalmente numa igualdade total entre todos os seus componentes e em que o principio absoluto de solidariedade predomina, aquele que procura se destacar individualmente é tido como pretensioso, desejando ser melhor do que os outros.

Os homens são iguais em direitos , mas em termos reais são diferentes. A igualdade absoluta é sempre uma imposição de um poder que busca de alguma forma manipular a sociedade.

Aqui no Brasil nós temos não um socialismo real mas temos um “ pacto da mediocridade” geral, em que ninguém pode se destacar , ou pelo menos, tem que provar e conseguir se destacar de fato, por uma contribuição ultra diferente.

Mas para construir coisas, produzir conhecimento há que romper com este pacto.

Tantas vezes tenho falado nisto porque é necessário romper com isto se quisermos atingir um nivel alto de produção cultural capaz de nos colocar em pé de igualdade com os principais países e competir com eles.

O mais importante nestes regimes ultra-igualitários é que ninguém seja melhor do que ninguém. Quando alguém faz uma afirmação a outra pessoa ou as outras logo afirmam que também afirmam, mesmo que isto seja mentira.

Este comportamento é para manter estes vinculos, mas esconde recalque, a formaçã de recalque, porque muitos sentem desejo de produzir, de fazer coisas e não podem.

Aliás este igualitarismo já nasce numa conjuntura de recalque ,de impossibilidade de realização.

Se este estado de coisas deriva de uma revolução eventualmente, em outros lugares, como no Brasil, deriva da situação de pouca mobilidade social, principalmente para os menos favorecidos e é parte de uma nova militância não deixar que alguém busque se destacar.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

A banalidade do mal III o fim da abnegação

 

Uma das consequencias das ideologias, dos seus descaminhos , é ,como tenho dito sempre, o igualitarismo absoluto. Ao longo da história e até hoje sempre se vê um projeto de igualitarismo: a igreja católica e os cristianismos sempre propuseram uma fraternidade universal, a partir de seu Deus, Cristo: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

Isto é uma proposta , mas inserido na cabeça de muitos como uma potencialidade humana, que mediações ilegítimas impedem. Desde Rousseau no tratado sobre a desigualdade, que acusou a propriedade de ser a maior das barreiras e chegando a Marx na questão da exploração, nós vemos a concepção de que o homem tem em si a necessidade do reconhecimento da igualdade e da fraternidade, mas a verdade é que tal ideia é algo criado pelo homem diante das injustiças e exige uma construção. Não está pré-dado.

Mas como eu digo sempre ,decair, destruir é mais fácil do que construir algo.

Então , a partir das ideologias, que venderam falsamente uma solução defintiva para a separação dos homens, esta fraternidade é imposta como algo a ser exigivel para qualquer ser humano, sendo a sua não aceitação ,um anátema, contra aquele que diverge.

O igualitarismo, a fraternidade imposta no imediato, sem a construção prévia de seus critérios, é um instrumento de ditadura , de imposição, que acabou com um outro principio cristão menos falado: “praticar o bem sem olhar a quem”.

Nós vivemos numa época em que quando alguém relata um problema, não só não é ajudado,como é acusado de querer ser melhor do que os outros e se recebe ajuda aquele que a prestou age como um mafioso , que cobra um retorno, por parte de quem foi ajudado, de quem pediu ajuda.

Se não tiver necessidades este “ mafioso” moderno inventa uma para cobrar do outro.

O socialismo real supunha que não havia mais problemas, doenças e que a solidariedade era aquela, baseada na igualdade absoluta entre as pessoas, logo reclamar um problema era romper com esta fraternidade.

O socialismo acabou , mas estes “ valores” não.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Efeitos deletérios II

 

Continuando nossos estudos críticos sobre a influência deletéria da ideologia sobre as famílias eu devo dizer: existem militantes que conseguem evitar o problema. Como eles fazem? Separando bem a família da atividade revolucionária.

O filho de Marighella está aí ,sem problemas, porque o pai compreendeu muito bem esta verdade, de separar a vida infantil das imensas responsabilidades do revolucionário.

Ignoro o destino dos filhos de Gramsci e de Lamarca, mas tanto o primeiro como este último sempre procuraram respeitar os filhos na sua infância. Lamarca mandou a família para Cuba.

Gramsci sempre procurava manter os filhos em comunicação com ele, orientando-os quanto às suas escolhas e tarefas.

Mas aqueles que de uma forma ou de outra deixaram que as enormes tensões da atividade revolucionária se misturassem com a família, juntando partido e família, tiveram imensos problemas.

Alguns revolucionários foram mortos na frente dos filhos o que os traumatizou para sempre.

Outros foram deixados como coisa sem importância e sentiram o peso da carência afetiva que é uma coisa essencial no desenvolvimento do homem a partir de sua tenra infância.

Filhos foram levados de um lugar para outro e perderam referências em amizades infantis, que é outra coisa importantíssima no seu crescimento : a formação de vinculos de amizade.

Principalmente na puberdade a presença dos pais é fundamental, dependendo das circunstâncias, do entorno dos jovens, que pode desviá-lo do caminho, havendo necessidade de o pai e a mãe cortarem pela raiz o momento em que “ descobrem” as drogas e as coisas corruptivas e fáceis da vida.

Pode parecer que não, mas a criança sente o perigo que ronda o pai, que pode ser barbaramente torturado ou mesmo simplesmente assassinado e tornado um desparecido, o que prolonga o problema para a vida toda.

O revolucionário não deve ter filhos e se casar com uma militante que certamente o ajudará na atividade. É sacerdócio. Por isso eu r respeito em parte a decisão da ireja católica de exigir celibato dos padres. Já imaginou aqueles padres do leste europeu com família? O auto-sacrificio exige despojamento destes rituais comuns.



domingo, 7 de junho de 2026

Efeitos deletérios da ideologia nas famílias

 

Há muitos anos atrás eu já tinha abordado este problema citando um documentário da TV Senado “ crianças no olho do furacão” que tratava dos filhos dos militantes da esquerda brasileira que sofriam as consequencias do que acometia com o seus pais. Isto sem falar nos filhos que foram torturados na frente dos pais, como é o caso de Gilardini, integrante do Pcdo B.

Filmes também retraram este problema. Eu conheço outros casos de filhos que enlouqueceram, se suicidaram ou ficaram com sequelas dete tempo ominoso.

Tirei algumas conclusões, pensadas ao longo da vida, sobre a relação,que considero totalitária , entre partido, movimento , ideologia e família.

Esta mistura prejudica inevitavelmente a família e fundamentalmente os filhos , que não têm consdições de se defender de uma situação tão opressiva como é a militância em tempos de ditadura.

De diversas maneiras, a ideologia não tem meios de cumprir as tarefas paternas no âmbito da família. Hoje falarei só de uma característica, que não é só da ideologia.

No passado, os primeiros comunistas que eram ligados à União Soviética reproduziam uma estupidez do stalinismo e da psicologia pavloviana, que dava conta de que o homem só precisa das condições materiais de existência para viver, que era o mote daquele país e de pessoas que o seguiam, como aqui no Brasil, Oscar Niemeyer.

Esta “ visão” (boçal) foi propagada por um (boçal) italiano Amedeo Bordiga, que dizia que só bastava a satisfação das carências do homem para que ele se desenvolvesse na vida, não havendo necessidade de psicologia ou valores para a sua preparação

É como disse Nelson Rodrigues “ é um absurdo o que o marxismo quer, reduzir o homem às suas necessidades fisiológicas”.

Conheço uma família em que o pai disse aos filhos,um de 12 anos e outro de 9 , com o Capital na mão e olhos esbugalhados, que já tinha dado a educação neceessária aos filhos e que já não era mais com ele.

O menor enlouqueceu.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Minha luta II

 

Eu ia continuar com o meu trabalho, mas apareceu uma outra pessoa , destas que me cercam aqui o tempo todo. Não bastam estes babacas que ficam me mandando conceitos que eu emito nos meus artigos e livros, no meu youtube, para surgir um outro, com outras intenções.

Apareceu um aqui que me colocou um video de Norberto Bobbio explicando aquilo que eu falei sobre Lênin não ser continuador de Marx.

Eu vou explicar de novo até estes idiotas pararem: nunca disse que eu era original aqui. Uma das minhas tarefas era mostrar a esta geração nova da esquerda, cabeça-dura como as de antes(com raras exceções) conceitos que estão esquecidos, de modo a atualizá-la e evitar que não só não faça besteiras(com sói acontecer ainda) como reconheça a derrota da via leninista , que ainda é a base de sua ação.

A pessoa “nova” que surgiu do nada é um tal de Clóvis Barros Filho, que eu não sei quem é, só fiquei sabendo agora que ele vem frequentemente no meu e-mail , no meu youtube no meu facebook.

O truque dele é mais sofisticado: ele quer o ocupar o meu espaço fazendo as mesmas coisas que eu faço aqui. Quero dizer, os mesmos temas, as mesmas preocupações, a mesma linha de pensamento que eu tenho usado aqui nos meus artigos.

Isso sem falar na provocação que é enviar propostas de cursos de filosofia, como a dizer que eu tenho que voltar para a escola.

Não adianta rapazes, não adianta: eu conheço todos estes truques. Vocês estão me subestimando, acreditando que eu nasci ontem.

Não adianta querer me parar porque eu vou continuar e hoje tenho certeza de que quando morrer(que acho que não vai demorar muito) interromperei um processo infinito, que é o da minha criatividade.

Repito:se não me considera passe ao largo ou então proíba a expressão do meu pensamento, que eu sei que é o desejo destes pequenos ditadores que me cercam.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Meu trabalho a minha luta contra a covardia, desonestidade e plágio

 

Mais uma vez eu preciso parar aqui para tratar do meu trabalho e da sua recepção geral. Persistem os problemas de plágio, não reconhecimento e ataques pessoais.

Repito: parece até que eu estou cometendo um crime ao manifestar o meu pensamento, pressionando as autoridades a fazer o certo.

O meu trabalho aqui como escritor, blogueiro, pesquisador tem validade científica, validade como ensino\aprendizagem(para quem lê meus livros e artigos) e é um exercicio de liberdade de pensamento. Coisa sempre importante num mundo como o nosso.

E vire e mexe as minhas ideias aqui são usadas por outras pessoas sem me dar crédito.

Professores, pesquisadores de instituições importantes aparecem no meu feed de noticias do facebook.

Bastou eu falar em leituras de Aristóteles e uma editora, logos resolveu fazer a leitura das obras de Aristóteles. Bastou eu falar em Sto Agostinho, nas “confissões” para um grupo que eu não sei qual é fazer um curso sobre este texto. Agora a puc me apresenta um curso sobre o mal e vem aqui me oferecer.

Todos nós somos alunos a vida inteira, mas eu estou numa fase em que a minha condição de intelectual produtor de cultura é mais importante do que ser aluno.

Além do quê percebo que existe um desejo de me desqualificar apresentando estes cursos, mas eu tenho absoluta certeza do que digo.

Não sou infenso a erros(como ninguém é) mas tenho 50 anos de estudos e luta para adquirir conhecimento, algo que nem todo professor doutor (eu vi)tem.

Desta forma ou se fala comigo de igual para igual ou não se fala. E mais do que isto, venho reiterando sempre, se não gosta de mim não vem aqui. Mas se usar o meu pensamento, tem que reconhecer.



sexta-feira, 22 de maio de 2026

A eleição presidencial o fim de Flavio e da direita?

 

Como diz Helio Jaguaribe , em seu livro sobre História, ela é consequencial. Como todo o movimento , ela não está pré-dada, se fazendo no próprio movimento.

Circunstâncias novas mudam o quadro e é preciso reconhecer quando se tem uma postura “ científica” e honesta.

No meu artigo sobre o aparecimento de Flavio Bolsonnaro eu descrevi um quadro de horrores, de horrores típicos e recorrentes ao longo da História.

Mas os fatos recentes diminuiram a sua candidatura e a da direita, que não necessariamente se identifica com ele.

A sua vinculação com o escândalo do Banco Master e com Vorcaro tirou sete pontos de sua pretensão presidencial, segundo a pesquisa da data folha de hoje.

Felizmente é assim, mas não se deve cantar vitória antes do tempo e como eu tenho sempre dito não se trata só eliminar pessoas de direita, mas a direita como um todo.

Se houver uma troca de candidato o problema pode ser recolocado novamente, mas mesmo, como eu espero, que a candidatura atual permaneça e despenque, a presença da direita com força é sempre uma ameaça, que nos dias correm, são uma ameaça de golpe.

O MSN , através de um de seus articulistas colocou esta verdade lá num artigo, depois de ler o meu aqui, sem me dar créditos. Tudo bem, estu acostumado a esta desonestidade e covardia.

Quer dizer, a questão do golpe continua no horizonte. Novas formas de implementá-lo vão aparecer, porque as condições sociais e politicas(apoio de parte do povo brasileiro) ainda estão aí.

A candidatura atual tem ainda como se reerguer se fizer certas acusações comuns de comunismo à esquerda.

Embora a vinculação entre Flavio e Vorcaro não seja ética , do ponto de vista juridico não quer dizer muita coisa, pois aceitar dinheiro de um patrocinador corrupto não torna quem aceita culpado. Veja bem, é claro que Flavio sabia ,mas este recebimento não é receptação, em principio. Os próximos passos vão demonstrar se tudo acabou ou continua.



sábado, 16 de maio de 2026

Truques horrendos a diferença entre o amor do professor e a manipulaçãdo canalha

 

Existe um chavão de que se aprende na vida fazendo. Realmente a vida é inexoravelmente vivida, mas mesmo ela precisa de apoio, educação, formação, modos de fazer.

Este chavão é uma das maiores enganações da própria vida. E só em cérebros fracos e incapazes(e canalhas) viceja como verdade.

Se fosse assim a criança abandonada estaria no caminho certo: bastava viver vivendo que seria suficiente para se chegar aos pincaros da glória.

Já dá para perceber que inclusive este “ conceito” está ligado a cérebros fracos mas também a mau caratismo, manipulação, omissão moral e emocional.

Assiste razão a Popper chamar o historicismo de “ pobre” e “miserável”.

Em tudo há o modo de fazer, o aprendizado, a forma de abordagem.

Já imaginou se faltasse um neurocirurgião para uma operação urgente e aí s e pegasse o primeiro enfermeiro que aparecesse para ele “ aprender fazendo”?

Quando Lênin fundou o seu partido operário-socialdemocrata russo a primeira coisa que ele fez foi criar uma escola de revolucionários.

Hoje eu não idolatro Lênin. Mas reconheço este gesto como racional.O seu seguidor, Stalin, pelo menos aqui no Brasil, era o nome de um curso ministrado nos anos 50 ,de formação e seleção de quadros. Meu pai stalinista fez este curso.

Mas quando eu entrei no partido eu não fiz curso nenhum, não tive informação nenhuma sobre questões de segurança, nada. Simplesmente entrei por causa da cooptação de meu pai.

É importante para as gerações futuras acompanhar as minhas considerações agora sobre este fato: o despojamento de modo de fazer as coisas, atende a um objetivo perverso de desmoralizar as pessoas. A pessoa que não está preparada para realizar certas tarefas, erra e se queima no processo. E o que o grupo politico ao qual você aderiu quer é isto mesmo: desmoralizá-lo, para você não ficar num patamar superior ao “ núcleo duro” do partido ou da célula.

É quase como , em certa época, aquele principio “ educacional” que dizia que a melhor forma de ajudar os filhos na sua relação com o mundo era jogá-los nele(Hegel tinha um exemplo que aparentemente apoiava esta visão[não se pode a prender a nadar lendo um tratado de natação e sem ter coragem de lançar-se à água]{mas geralmente tem um professor na piscina para ajudar}). Mas a intenção era a mesma de pais ciumentos: vergar os filhos e mantê-los num plano de igualdade, que é o escopo final de todo totalitarismo, de direita ou de esquerda: vergar as pessoas, torná-las iguais aos outros e incapazes de atacar o “ núcleo duro”.

Só uma alternativa resta para quem adere a este tipo de organização: beijar a mão do “ núcleo duro” e reproduzi-lo na vida.

É como Lênin dizia: “ não tem esta de ser companheiro de viagem não, tem que ser comunista a vida inteira”, e quando você tenta sair a dificuldade é imensa e a reação destes totalitários é sempre ir atrás de voc ou coisa pior.(Há organizações da luta armada que assassinaram companheiros que quiseram sair dela).

Se você, leitor do futuro, não encaixar neste “ núcleo duro” saia para sempre desta organização, porque vai ser, no minimo,dificil deixá-la depois.

Quando lênin fundou a sua escola ele não tinha propriamente amor, mas ensinar aos outros é uma prova de amor, de sensibilidade e não de manipulação canalha.

Como eu não tinha experiência cometi vários erros e me queimei na atividade partidária, mas é preciso ver que se a pessoa não sabe, não tem experiência , tem que se dar um tempo e não ridicularizar o militante, a pessoa.

É como um professor que ridicualrizasse o aluno na primeira aula, diante de eventuais dificuldades.

O Ser humano é no tempo e tem um eu moral, mas um ego que se desenvolve , às vezes desorganizadamente, que compromete esta moralidade e sua paideia pessoal.





domingo, 10 de maio de 2026

Esclarecimentos sobre a minha posição frente aos comunistas

 

Eu já tinha feito este esclarecimento há muito tempo atrás mas como carreguei as tintas nos últimos artigos me sinto na necessidade de voltar a estes esclarecimentos.

Eu disse na ocasião que via o movimento comunista como semelhante à igreja católica: existem figuras sublimes mas também tiranos e monstros cruéis.

Na ocasião , no entanto, eu não fiz algumas especificações, o que faço agora: o lado ruim do movimento é constituido por aqueles do aparelho e nisto os comunistas não são diferentes do passado que pretendem superar. Porque na História aqueles que ocuparam o estado sempre foram os elementos mais cruéis da humanidade, com raras exceções(Pancho Villa e Zapatta no méxico em 1916).

Outra especificação é a diferença entre o ocidente e os locais atrasados em que a orientação comunista prosperou.

As violências cometidas nestes ultimos não o foram no ocidente, mas eu não sei se por causa da complexidade do ocidente(Gramsci) ou por compromisso real com a democracia. O que eu sei é que este ultimo conceito é o que vale para o futuro.

E tem o problema evidentemente do stalinismo, que se formou na Rússia e serviu de exemplo para a europa do leste e para muitos partidos do ocidente.

Fica a pergunta e é isto que anima a minha crítica, se a partir de agora esta tradição totalitária vai ser deixada de lado definitivamente.

Até ao presente momento , pelo menos na europa ocidental e na américa latina não se vê uma ruptura com este passado ignominioso feito em nome do socialismo e do comunismo.

É neste sentido que eu expresso as minhas experiências pessoais vividas aqui no Brasil, que eu suponho serem recorrentes nestes lugares que eu citei.

A única experiência de certeza de compromisso com a democracia foi na Itália , mas também havia problemas, com a vinculação permanente com a urss.