domingo, 29 de março de 2026

Lula: o próximo Biden?

 

Eu pensei numas duas semanas atrás na similitude entre Biden e Lula e , devo reconhecer, um articulista do msn trouxe o problema. Mas ontem o discurso do “ cachorro”me instigou o atual artigo.

Eu ia deixar passar, depois que o articulista citado escreveu, mas eu não resisto em comentar este discurso: Lula pode estar indo no mesmo caminho de Biden. Não é só o PT que envelheceu, como disse Fernando Morais, é Lula que está sofrendo com a passagem do tempo.

O discurso do “cachorro” foi um amálgama de tudo o que um presidente da república não deve dizer. Este discurso está abaixo das funções presidenciais, do serviço público eventual, que é o cargo.

Do ponto de vista nacional também não tem relevância nenhuma. A piada com o chinês próximo é uma gaiatice de extremo mau-gosto que faz piada com o sofrimento dos animais daquele país, ferindo a sensibilidade das crianças aqui no Brasil. César Maia se referiu mais uma vez ao gaiatismo excessivo do Presidente Lula, desde o primeiro mandato. Mas agora ele(Lula) está perdendo o controle, o limite, com consequências tétricas para a esquerda na eleição vindoura.

Pode acontecer aqui no Brasil aquilo que aconteceu na eleição presidencial dos Estados Unidos: a velhice de Lula tem tudo para comprometer o quarto mandato e se Flavio , que também é muito despreparado, ganhar, entraremos numa ditadura ou, pelo menos, numa sua tentativa.

Já não seria, pois, hora de pensar numa alternativa? A esquerda parece um elefante velho com dificuldade de se locomover. Mais do que isto, como diz Fernando de Morais, não há recursos para se movimentar, para encontrar uma alternativa.

Também não é uma saída “forte” demais propôr José Dirceu para substituir Lula, um politico(José Dirceu[ou serão os dois?])acabado?

Na hora H, da crise, um interesse pessoal de promoção aparece, mostrando que quem critica o PT e Lula está no meio da crise, sendo parte dela.



sábado, 28 de março de 2026

De senectude (da velhice) a velhice pode ser a pior das doenças

 

Entrado , como estou, em três anos na velhice posso fazer um balanço do que esta idade significa e o que tem de verdade no que me disseram antes.

Todas as previsões estão confirmadas: descaso, desconsideração, solidão, golpes, tentativas de golpes.

O mundo para mim agora é dividido em três partes: as crianças que sofrem no inicio da vida problemas semelhantes aos dos velhos; os velhos que sofrem os seus problemas e a parte do meio da vida que são as pessoas que causam sofrimento a estes dois lados.

Parece- me que as crianças nascem para preencher certas necessidades dos pais, que os “ chamam” para este mundo. Nós viemos sem convite para este vale de lágrimas e portanto não é nossa responsabilidade o que nos acontece.

Religiões procuram dar sentido a esta verdade, mas ele é dura sim, ela é assim.

No caso dos velhos ocorre algo semelhante, defnido pelo fato que todos desejam aquilo que é óbvio nesta idade: a possibilidade de morrer logo.

Se se trata de um velho pobre ou miserável ele é deixado para trás e isto vem desde os tempos primitivos.

Se ele tem dinheiro,hum...! Aí a coisa muda de figura. Toda a gente fica em volta para se aproveitar deste “ tipo” de velho, com a esperança de sua morte.

Quando ela não vem rápido golpes são dados e o pior , assassinatos são realizados. Estes ainda são achados.

Mas os golpes muitas vezes não têm reparação. Na qualidade de advogado ( velho) tenho visto golpes em cima de golpes.

Mas o fato é que o velho parece atrapalhar a continuidade da vida, atrapalha o movimento e é uma luta que eu desenvolvo há anos para transformar esta realidade.

Quantos de nós , ao chegar à velhice , não olha para trás e reconhece que cometeu erros? Se os velhos pudessem ensinar aos jovens e evitar que eles cometam estes erros, a qualidade da vida humana melhoraria e isto seria uma contribuiçaõ dos idosos.

Há muitos anos eu propus nestes artigos que os parlamentos, entre eles o brasileiro, deveriam ser como o parlamento inglês: uma parte dele deveria ser ocupado por velhos doutos, experimentados, que servissem de consultores ao movimento politico do cotidiano.

Entre muitas funções este setor poderia colher a contribuição de todos os velhos do país, para ajudá-lo(s) e também poderia ser um órgão fiscalizador da velhice(maus-tratos contra velhos) e fomentador de atividades para os velhos. Que tal?



domingo, 22 de março de 2026

Breno Altman

 

Outro que veio aqui no meu youtube foi um senhor Breno Altman , que eu conheço aqui das redes. Logo que escrevi o artigo sobre o golpe, que o “golpe vai vir” este senhor joga uma série de conceitos e truques baratos , não para me contestar, mas me jogar numa situação incômoda de apoiador de golpe e tal. Sem conseguir naturalmente.

Desde que eu entrei na universidade eu sempre enfrentei estes politicos de esquerda , que animados pela “ ideologia científica”, colocaram as conveniências eleitorais e politicas à frente da verdade. Pelo fato de eu dizer que o golpe vai vir, dito numa forma irônica, que às vezes foge a certos tacanhos, significa que eu o apóio.

O que eu disse foi que deste jeito aí o golpe é inevitável, só isto.

Agora as explicações deste senhor: seguindo o meu roteiro explicativo faz uma série de considerações, primeiro sobre as pesquisas eleitorais, o método para se chegar a um objetivo, querendo negar, por frações matemáticas o fato de que Flávio Bolsonnaro não só empatou, como vai passar o Lula na próxima pesquisa. A ideologia “científica”(cientificista), que ,como não tem nada, se submete ao voluntarismo dos radicais(ou seja qualquer coisa vale para se obter o objetivo), provoca este tipo distorção e delirio: não foi bem isto, não empatou de fato etc, etc.

Em segundo lugar inventou esta história de que Lula tem uma estratégia gradualista por oposição a uma “ revolucionária”, que é a que o povo deseja, como se o povo o compreendesse e o quisesse.

Vamos dizer umas palavras a estes radicais sobre o povo: é claro que o povo brasileiro, em alguns de seus extratos, adquiriu hoje um avanço na consciência politica, mas não em direção ao socialismo e ao comunismo . O povo brasileiro não é comunista e não tem previsão de sê-lo em termos imediatos.

Eu compreendo a razão pela qual estes radicais fazem esta confusão: a maldita questão da consciência de classe objetiva.

Como Marx e Luckacs disseram que a consciência subjetiva s e define por sua inserção(objetiva)na classe a que pertence(Ninguém pode se negar a este pertencimento objetivo), o radical “ entende” que se a politica (revolucionária)reconhecer as necessidades objetivas do sujeito(principalmente da classe operária) ele reconhecerá ipso facto a sua condição de classe e a sua consciência subjetiva e seguirá a utopia, o socialismo e.. o comunismo de bom grado, como se neste meio não estivessem os valores.

Reconhecer o real e a sua verdade é a condição de mudança. Os valores do povo brasileiro não são tacanhos , eles são simplesmente, como de qualquer povo.

É lógico que o nivel de consciência de nosso povo não é igual ao de outros, mas os seus valores devem ser levados em consideração, como verdade concreta que são( “ a verdade é concreta” Marx)

Nem sempre o discurso abstrato consegue chegar nesta concretude.

A sociologia compreensiva, como eu expliquei há muitos anos atrás ,é mais apta do que o marxismo a encontrar os traços distintivos da mentalidade média do povo brasileiro e valorizá-las como conhecimento verdadeiro .

O povo brasileiro é emocional, arcaico, hierárquico e personalista. Ele vê as pessoas, não as politicas e os programas, e tem uma queda para destacar aspectos intimos dos politicos, até beleza. Acostumado que é a ver novelas e saber das fofocas artísticas...

Ainda me lembro de minha vó, que não era muito favorável à ditadura, chorar no enterro televisionado de Costa e Silva: “Coitado, coitado, coitado!!!!”

A mesma coisa acontece hoje com Bolsonnaro: “coitado! Coitado! Coitado”. E Flavio: “ o filho que está ajudando ao pai”, “que lindo!”

São estes valores que estão levando a direita ao poder de novo. Dizer isto não é elitismo. É que o método de prospecção da verdade é outro, é a psicosocialidade. O marxismo não tem como chegar a isto e quando alguém como eu o diz, é taxado de elitista porque o brasileiro compreende sim. Não compreende o marxismo não.



sexta-feira, 20 de março de 2026

Luiz Felipe Pondé

 

Luiz Felipe Pondé esteve aqui no meu feed de noticias do facebook, apresentando dois cursos que ele montou. Os dois foram sugeridos por mim: um sobre Cristo nos seus diversos aspectos e outro sobre menos opinião e mais pensamento, ambos, como disse, sugeridos a ele pelos meus textos.

Como eu sei que isto aí tem um significado de contradição ao que eu disse sobre opinião tecerei algumas considerações sobre este curso, o que vai ter reflexos e respingos no curso sobre Cristo.

Eu defendi e defendo a posição de Gramsci sobre o homem como uma espécie de filósofo. Como pessoa de direita, elitista, Pondé, sabe que eu sou de esquerda e contradiz esta assertiva, por razões de suas escolhas politicas.

Contudo ,contudo , esta posição não é só do comunismo e de Gramsci, ela é proveniente do cristianismo, que inverteu o esquema de Platão, reconhecendo o valor da sensibilidade como fonte do conhecimento, conforme eu já expliquei em outro artigo.

Não há solução de continuidade entre o pensamento dos doutos e o das pessoas comuns: a origem é mesma, o grau de elaboração é diferente, mas este salto de qualidade não cria necessariamente barreiras entre o pensamento popular e o douto.

É certo que não é a mesma coisa, mas repito, é pensamento. Há uma diferança entre aqueles filósofos que servem de fonte aos outros e os que não têm esta capacidade, mas mesmo assim, há que ter critérios para definir esta influência, porque qualquer livro ou qualquer coisa pode ser influência para alguma coisa, para algum pensamento .

O critério decisivo aqui é lógico: a capacidade de transcender a sua época e de se universalizar, são os conceitos que determinam esta diferença, mas repito à farta, na opinião existe um pensamento, tanto quanto na forma erudita, transcendente e universalizadora.

Quem estuda a história do pensamento, e recentemente uma nova onda de pesquisa mudou um pouco a percepção desta história, vê que muitas ideias que se tornam conhecidas depois, no trabalho de grandes figuras, apareceram antes em trabalhos de outros autores e na prática social.

Thomasius antecipou muito do pensamento kantiano e mesmo David Hume. Existem antecipações de Nietzsche no século XIX e quem criou o método psicanalítico foi Breuer e não Freud.

Aquele que transcende e se universaliza pode ter pontos de contato com muitos outros criadores, assim como a criatividade na vida cotidiana ocorre frequentemente.

O fato de estas ideias não terem universalização não as conspurca , não as deslegitima.

Nós imaginamos a opinião como algo desarticulado, o famoso senso-comum. O senso-comum é aquile em que todo pensa por igual. Mas este senso-comum foi uma das bases da independência americana, através de Tom Paine e ganha aspectos interessantes na figura de Abraham Lincoln para quem “você pode enganar algumas pessoas; algumas pessoas podem enganar outras um certo tempo, mas todo mundo enganar todo mundo o tempo todo, é impossível”. De onde vem este pensamento que tem repercussão histórica , politica e social, porque revela um pragmatismo?

Ao ir votar a pessoa comum do povo tem uma razão para votar, que deve ser igual a alguns milhões. Isto não é pensamento? Não tem transcendência e universalização? Porque a trivialidade tem que ser recusada?

Não raro o cientista ou o filósofo abandonam trivialidades no seu processo de elaboração. Mas não obrigatoriamente.

Bach não é igual a Silas de Oliveira ,mas usa motivos folclóricos, ideias e temas populares , como os demais compositores.

Imagine que aquele médico perdido no século XVIII, Jenner, tivesse colocado diante de si esta barreira, douto e popular: por sua observação pura e simples inventou a vacina. Ele não se comportou como um cientista? Não produziu uma descoberta?

O que o cristianismo faz, Cristo faz, entre tantas coisas é reconhecer o valor deste pensamento, que acaba tendo influência na História, na política e na sociedade.

O pensamento puro é falso, ele está ligado no corpo aos sentimentos e emoções. Quando as pessoas vêem Cristo sofrer, uma quantidade de fenômenos legítimos surgem para compor um discurso politico, religioso, que muda a História.

A comunidade universal aparece, novos compromissos.

Os evangelhos são a expressão desta inversão na prática , valorizando a opinião, a doxa. Com exceção do evangelho de São João, os outros são narrativas populares, ideias que corriam pelo povo, pelas mentes do povo.

E no livro “ discurso filosófico da modernidade” , Habermas,falecido há três dias, afirma ,com Hegel, que existe o cristianismo popular e o dos doutos, mas ele, Habermas, ressalta que é suficiente a religião popular, pois ela é quem mantém a religião, a sua prática. Não existe o douto sem o popular, sem Cristo na cruz.

A opinião pode ser um desbaratamento, uma coisa sem nexo e sem importância, mas também entre os intelectuais isto pode acontecer .

Eu continuaria dando exemplos sem parar. O caso de Aristóteles , que fez uma doxografia de filósofos e a usou para contruir o seu próprio pensamento. Ele se referiu aos filósofos como opinadores, como doxa, contra a visão de seu mestre.

Estes dois cursos de Pondé entrarão em contradição distorsiva do papel de Cristo, mas a razão deste problema é querer enfiar no mundo do trabalho intelectual e científico conveniências politicas.

Como representante da direita brasileira “moderna”, elitista, como é, o importante é afastar o povo do conhecimento.

O objetivo é este e eu já o expliquei em outro artigo. A direita viu o socialismo real acabar e aproveita-se para sumir com a questão social e com o povo, para favorecer os seus financiadores.

Mas , como disse Goya, “a verdade triunfará.”



domingo, 8 de março de 2026

Quanto mais eu cavuco mais me decepciono

 

A postura de todo marxista e comunista militante é estudar os textos básicos de sua atividade e opção para poder se desencumbir bem. Mas a aventura do marxismo e do comunismo no século XX exige um estudo completo dos textos e sobretudo da história do movimento.

Principalmente neste último caso é mais que exigível: é imprescindivel. Porque todos os sonhos expostos nos textos, sobre a utopia, se confrontam com a realidade e por mais que se busque relativizar chega uma hora que não dá mais.

Sem falar no estudo dos textos, que me revelam problemas e contradições terríveis, insolúveis, o estudo da história do movimento comunista me cansa porque sempre que eu penso que as dificuldades terminaram, elas retornam.

Eu tenho este nome, ernesto, por causa de Ernesto Guevara, meu idolo de juventude. Com o tempo eu relativizei mais esta figura, como deve fazer todo adulto diante de idolos da infância(se quiser ser adulto), mas ultimamente eu cheguei no limite da relativização: Guevara foi chefe de um campo de concentração para lgbtqa+ para “recuperar” estas pessoas. Acho complicado acreditar na informação de que se a pessoa não recuperasse era fuzilada. Vou continuar pesquisando.

Mas o simples fato de haver um campo de concentração com esta finalidade, me encheu, em definitivo, as tampas e eu tenho que escrever este artigo para definir uma mudança na minha vida: para mim e isto eu venho anunciando nos artigos, o socialismo real é assunto liquidado e eu repudio toda a minha experiência neste movimento, porque não quero ficar impactado mais vezes com verdades que eu não sabia.

Continuarei pesquisando , mas desta vez e sempre, sem o comprometimento emocional, que eu tive 2\3 de minha vida. Isto já vinha sendo anunciado por mim, mas é importante eu colocar esta nova fase de minha vida, para que as pessoas compreendam o que eu digo aqui.

A ditadura vai vir.

 

Quando Lula foi eleito para este mandato aí, fiquei aliviado porque supunha que o problema do golpe tinha acabado. Agora com o crescimento da candidatura de Flavio Bolsonnaro, o meu terror voltou. Voltei àquele domingo de sofrimento em que meu peito ficou oprimido. O meu ufa! No final do dia não serviu para nada.

Há alguns meses da eleição para um candidato de oposição ficar no mesmo patamar do governante é para preocupar. Geralmente , não é assim: o opositor cresce no final, mais próximo do pleito. Agora não, estão empatados, com a ajuda deste governo decadente e reativo de Lula.

Um governante que fica muito tempo no poder e que chega lá com promessas radicais tende a cair ou necrosar ou qualquer outra situação que mostre a sua incapacidade de convencer o povo, mesmo aquele que votou nele.

Mas um outro fato aterrador está presente nesta situação terrível: se na eleição passada a eleição de Bolsonnaro significava golpe, que havia sido deflagrado no final do ano anterior, neste momento a eleição de outro Bolsonnaro vai significar a possibilidade de golpe.

Não terá adiantado nada este esforço de investigação e prisão de golpistas. Alguns ainda estão aí livres e “ trabalhando”. Não se iluda o leitor, nem ninguém, quanto à impossibilidade disto.

Uma eleição da direita vai catalisar de novo estas forças e garantir um esforço continuado de implantação da ditadura.

Pode não acontecer um golpe imediato, mas no âmbito do “ novo” governo Bolsonnaro, as articulações para tanto irão se desenvolver sem dúvida nenhuma. Não se iludam.

Em artigo passado eu falei que havia uma luta entre continuísmos que poderiam descambar para um golpe, seja de esquerda, seja de direita.

E o desenho que se apresenta diante de nós confirma este vaticinio.

Por culpa de Lula e do PT estamos correndo o risco de voltar a 64. Lula é o novo Jango?

sábado, 28 de fevereiro de 2026

O culto à personalidade de Lula III um perfil psicológico de Lula

 

Eu não tratar disto aqui nesta série sobre Lula, porque acho uma questão muito pessoal, mas em função do que as suas últimas atitudes causaram no panorama eleitoral , favorecendo a direita, como era de se esperar claramente, não resisto.

Quando era militante do partido comunista, falava-se de Lula como alguém um tanto quanto despeitado e ressentido e eu achava(até certo ponto até hoje)despeito e ressentimento do partido, que não suportava uma liderança que despontava legitimamente no panorama da esquerda, a colocar o PCB numa posição secundária ,o que foi o que se deu posteriormente.

Hoje, guardadas as devidas proporções, vejo uma certa razão naqueles meus camaradas do passado: Lula se preocupa demais com a sua imagem pessoal. É verdade sim que foi vilipendiado por sua condição de pobreza e de alguém não escolarizado e isto é um elitismo vergonhoso: Anisio Teixeira dizia que o homem aprendia dentro da escola, fora dela e apesar dela. Lula é uma prova extraordinária desta última assertiva.

Mas ele mantém um certo trauma destas acusações vergonhosas de quem lhe tinha inveja somente.

Se fosse uma questão pessoal eu não falava nada, mas parece que este ressentimento persiste e influencia na sua atividade politica: as coisas encaixam e ele não resiste a uma exaltação, como no carnaval.

Ele acaba sendo presa do mesmo fenômeno que atingiu outras personalidades, mal comparando: Stalin, Hitler, Napoleão e Mussolini. Em escala muitíssmo menor , mas real. Ele precisa ser alimentado por uma admiração social, que parece dar a ele segurança quanto ao seu governo e aceitação por parte do povo, quando, como eu já disse, tudo isto comprova um certo descolamento da realidade.

É uma lástima que uma liderança popular como esta acabe sendo rejeitado pelo povo mesmo. É uma situação trágica e impensável para alguém como ele, mas a personalidade individual , com seus problemas psicológicos, parece estar interferindo na politica e no...Brasil.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Um perfil politico do Presidente Lula

 

Lula, junto com Walesa é um dos dois lideres operários mais importantes do século XX. Lembro-me que os intelectuais(boa parte comunistas) tinham uma inveja figadal de Lula. Todo intelectual padece de uma contradição terrivel especialmente os intelectuais de esquerda,que sonham em moldar o mundo: ele quer ser reconhecido pelas massas mas o seu trabalho não tem como servir de rastilho de pólvora para uma união entre liderança e a referida massa. É um sonho irrealizável que Platão já sabia e provou da sua frustração(aliás Platão é quem inventou isto aí).

Todo mundo cercava Lula de modo a fazê-lo seguir exatamente este paradigma intelectual e muitos sob diversas justificativas o tratavam mal quando ele não seguia estes “ conselhos” dos “ gênios” e fazia o que queria a partir de sua experiência pessoal de vida, que é extremamente dura, mas ,uma vez superada, o tornou alguém bastante capaz e ,digo eu, superior a estes intelectuais.

Tudo levava a crer que a tendência era que esta sua extraordinária característica acabasse por colocar estes pretensiosos no lugar deles.

Mas a história de Lula provou ser o contrário; ao invés de buscar na sua experiência os fundamentos da sua politica ele aceita certos referenciais postos diante dele por... intelectuais.

Eu já me referi a isto: Lula precisava de referenciais culturais, conhecimento de certas questões, não de universidade, que eu não sou elitista. O fato de ele não ter escola corre a favor dele, mas ele não usa estas vantangens e busca uma identidade de esquerda absorvendo ,de orelhada, certas afirmações que ele não entende.

Cumprimentou Piketty sem nunca ter lido o capital e não tê-lo entendido(o que repito, corre a favor dele).

Assim acontece com outros intelectuais menos conhecidos , que impõem a ele conceitos como socialismo e outros que tais, que ele não absorve, mantendo-o num puro e ralo assistencialismo, uma politica reativa e sem criatividade, sem um projeto. É por isto que ele está sofrendo rejeição recorde e por isto a direita pode voltar.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

O culto à personalidade de Lula II

 

Encerradas as comemorações do carnaval, que tiveram um ponto de polêmica , com a homenagem de uma escola de samba de niterói ao Presidente Lula, nós podemos fazer alguns comentários, principalmente sobre as consequencias eleitorais e jurídicas da besteira.

No artigo anterior eu já manifestei o pensamento de que isto aí é ilegal: que um governante não tem como fazer isto, sem levar em conta o reflexo eleitoral da homenagem.

O argumento de que não há eleição presente e que o governante não está em campanha não procede , porque ele é um funcionário transitório e posto no cargo por uma eleição.

Tanto como funcionário como possivel candidato não é admissivel que isto aconteça, porque vai ter cosnequencias sim inevitavelmente favorecendo aqueles que estão com o PT e o Presidente.

Eu não sou supersticioso assim, em excesso; psicologicamente eu entendo que às vezes eu caio nesta armadilha ancestral, de acreditar em nexos fantasmas, mas a derrota da Escola é um mau presságio.

Quando disse no primeiro artigo que isto revelava um certo vazio de ideias, que é o que acontece em todas as formas politicas idolátricas-quanto mais exaltação menos conteúdo-eu não estava errado: tudo parece ter sido feito para angariar mais aprovação do povo, quando se vê que há um descolamento preocupante dele com o Presidente.

As pesquisas mostram que ele tem sofrido uma rejeição cada vez maior, embora digam que ele ganharia em quase todos os cenários. Uma coisa eu aprendi, com relação a pesquisas, nestes anos todos: quando chega a hora da eleição tudo muda.

Todas as tendências podem ser revertidas. Então a questão da rejeição assume um aspecto de aviso grave para o que possa vir a acontecer. E que não adianta empanturrar de benesses o povo, mas ter uma politica de governo, não reativa, mas inteligivel e que ganhe a população. Muito menos adiantará focalizar este ganho na exaltação da figura do Presidente e do seu passado.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Culto à personalidade tupinquim

 

Aqui no Brasil temos uma mostra de culto à personalidade, em torno do presidente Lula, que já fez um filme auto-encomiástico e agora será homenageado por uma escola de samba.

Faço certas afirmações fundadas na ordem racional das coisas e também a partir da lei. Isto me parece propaganda antes do tempo. Pode haver coincidência com as posições da direita, mas eventualmente ela tem razão.

Os governos e os governantes devem prestar contas do que fazem, mas a exaltação eleitoral destes feitos cabe aos partidos, segundo a lei eleitoral e ao governate só a informação.

È incrível como os fatos se repetem na História da esquerda. Por mais que neguem ,a matriz personalista( ou stalinista?)está sempre lá, ainda que tosca, pequena, mas está pronta para eclodir, se o poder fica muito tempo nas mãos.

É uma inevitabilidade, que prova que a esquerda não sai desta matriz soviética, mesmo um partido, como o PT, que aparentemente sempre negou esta filiação.

Em outros artigos eu disse que o PT era meio hibrido: ele se conectava com a modernidade, o Solidariedade, mas tinha sim um pezinho no passado.

E a prova é esta exaltação de Lula, que vire e mexe reaparece.

Mas esta exaltação é propaganda eleitoral sim, extrapolando os fins de governo, os fundamentos do governo e assim por diante.

Do ponto de vista da racionalidade das coisas isto prova também um pouco de vacuidade e falta de programa por parte de Lula e do Pt , que vão emitindo decisões apenas de acordo com a necessidade imediata.

Quando isto acontece a única forma de unificar as consciências é através da exaltação do lider.

Em passado recente Lula se colocava acima de Getúlio Vargas, mas com o mensalão ele se colocou ao lado dele. Agora existe uma outra tentativa de alçá-lo a uma significância um pouco exagerada e que denota falta de um programa, de um projeto nacional, substituido por uma figura carismática.





domingo, 18 de janeiro de 2026

Ironias da história

 

De tempos em tempos a história demonstra a sua capacidade de ironizar a si própria.Foi assim na época de Kruschev,que fez uma “ abertura” na URSS quando ele mesmo foi um dos maiores repressores.

Aqui no Brasil a transição foi feita por alguém que vinha da ditadura militar.

Agora nós vemos que a libertação de presos politicos na Venezuela,na Venezuela de esquerda,se deu por intervenção de Trump.

Nós vemos também que quem defende o direito das mulheres iranianas é o mesmo Trump.

Eu já falara sobre esta ironia quando da questão do Afeganistão,em que Trump defendeu principios que acabam por proteger a mulher naquele país muçulmano.

Politica não é algo fácil.Um projeto de ditador ,um continuador da doutrina Monroe e do big stick, “libera” determinados grupos de pessoas,enquanto a esquerda, por “geopolitica”,por “pragmatismo” se alia a estes regimes ditatoriais e misóginos.

Estes basbaques apóiam o regime de Cuba e defendem a democracia aqui.Ganham dinheiro aqui e defendem regimes que não o permitem para os seus cidadãos.

Contradições tão grandes ou maiores do que aquelas atribuidas ao capitalismo.

Já não há mais espaço para este tipo de contradição,que só permance na América Latina,em que determinados grupos de profissionais de diversas áreas,ligados ao socialismo,lutam para garantir a continuidade dos seus respectivos nomes e trajetórias.

Um interesse egoístico,de auto-preservação,que barra o caminho da renovação da esquerda e mantém a direita à frente da iniciativa politica no mundo de hoje.

Não vou me cansar nunca de bater nesta tecla essencial,que é pensar no futuro da utopia,na luta pela emancipação da humanidade,em direção a uma sociedade realmente capaz de produzir felicidade para todos.

sábado, 17 de janeiro de 2026

Fui eu quem trouxe a doutrina Monroe

 

Agora aparece todo tipo de pessoa falando em doutrina Monroe ,o msn,a Folha de São Paulo,kotogori(?).Eu não pesquisei nada no departamento de estado estadunidense,não vi nada dos Estados Unidos,tirei do meu conhecimento histórico.

Geopolitica não existe se você não tem conhecimentos históricos,porque da Revolução Francesa até aqui temos uma unidade de questões politicas,históricas e geopoliticas.

Tem um sujeito que apareceu no meu indefectível youtube,entrevistado nestes podcasts,se referindo à doutrina Monroe,como a dizer: “eu já sabia”, “antes de você”.

Mas quem pautou esta discussão fui eu,usando apenas os meus conhecimentos históricos e fazendo as variações e atualizações necessárias.

Aí apareceu uma autora,no msn,que escreveu um livro sobre a doutrina Monroe,mas fui eu que pautei o msn.

Já está na hora deles me contratarem,para fazer as pautas,já que eu estou sempre na frente e sempre descubro coisas importantes para se colocar nos jornais.

Não é justo não reconhecer o trabalho dos outros ,há que se reconhecer a contribuição que vem de fora,para diluir este espirito corporativo que impera em todos os lugares.

Quem conhece história sabe o que está acontecendo agora,que não é mais do que uma reinterpretação do passado.

Trump sempre aquele fiel da balança do conservadorismo americano.Ele só entrava em eleição para isto,para manter,apesar das vitórias democratas,o conservadorismo à espreita,vigiando.

Ao entrar na presidência Trump representou e representa os EUA profundos,que apóiam estas politicas tradicionais de intervenção,sempre com uma justificativa defensiva,principalmente depois da primeira guerra.

É por esta razão que nós estamos voltando ao passado,antes da primeira,embora,na guerra-fria,politicas intervencionistas tenham ocorrido.Contratem o Ernesto aí!

domingo, 11 de janeiro de 2026

A internacional progressista me copiou

 

No penúltimo artigo sobre o imbroglio de Maduro e da Venezuela eu falei que Trump punha a nu o verdadeiro sentido da expressão do Presidente Monroe “a América para os americanos”.

A international progressive leu meu artigo e emitiu o conceito de “doutrina Donroe” juntando Donald com Monroe,para não admitir que tirou suas reflexões de mim,que venho sempre contribuindo para o debate que se realiza no mundo todo,em torno destes acontecimentos politicos radicais.

Mas introduzirei um novo\velho conceito que está também,por trás destas ações do Presidente estadunidense: a politica do Big Stick, “Grande Porrete” sobre a américa central e implementada por Ted Roosevelt ,só que agora mais abaixo,embora próximo,a América do Sul.

Estes principios estadunidenses que sempre marcaram as relações de impertinência intervencionista deste país,estão unidos sob este republicano.

Trump tomou o petróleo da Venezuela e já quer que as empresas dos EUA invistam na Venezuela,porque as hostes de esquerda não souberam transformar a exploração deste produto em benesses emancipatórias para o povo venzuelano.Então voltou o imperialismo,que terá consequencias ,agora,para Cuba,que ficará sem ajuda e numa situação quiçá desesperadora.

Como eu disse,mais cedo ou mais tarde,por omissão da esquerda,quem viria a fazer a transição em Cuba são os Estados Unidos,com todas consequencias inevitáveis que sabemos:cassinos,prostituição e desnacionalização,tudo o que vicejava antes da revolução.

E quais os próximos passos?Não só na América Latina,mas no mundo todo?Já que Trump interveio na Venezuela,porque a China não pode fazer o mesmo em Taiwan?A Rússia em relação à Ucrânia?

Se Trump tomar a Groenlândia estes fatos possíveis vão se realizar e a situação em nosso planetinha piora.

sábado, 10 de janeiro de 2026

E nesse ínterim nenhum candidato de centro esquerda

 

Em meio a este problema todo,não há nenhuma candidatura de centro esquerda.Aqui e no mundo vozes moderadas,mas firmes,não aparecem.

Toda esta polarização domina o ambiente politico,com a exceção do acordo UE-MERCOSUL,que segue um caminho construtivo.

Mas a polarização adquiriu agora algo que parecia encaminhar-se para a suepração:o imperialismo.

A politica da confrontação toma ares de politica imperial,cada país dividindo o mundo segundo seus interesses.Áreas de influência e...reconhece-se o retorno da guerra-fria,que eu disse que não foi embora.O século XX não se foi.

Então,nunca foi tão necessário uma politica alternativa,que confrontasse esta confrontação,procurando mostrar quais são os verdadeiros problemas da humanidade.

Aqui no Brasil só há politicos de centro direita,que não falam nada.Marina era uma chance de centro-esquerda,mas saiu da disputa e Ciro,pirou.

Aécio e Tebet são de centro direita e esta ultima está muito atrelada a Lula.

As possibilidades de surgimento de alguma coisa são pequenas.Não se vê em lugar nenhum,como eu disse.

Mas esta era a hora de buscar um “outro” discurso,pós-guerra-fria,social e talvez utópico.

Porque numa perspectiva de crise,que é a natureza desta confrontação,as chances de uma mudança também estão dadas:haveria interesse por parte das populações,dos povos quanto a propostas de solução d e problemas sociais,como eu tenho posto aqui,sobjamente.

A luta para tirar as pessoas da rua ,a luta para acabar com a fome, a questão da educação e assim sucessivamente.

Meu medo é que esta situação mundial abafe as necessidades sociais de cada país e mesmo a esquerda,que deveria ter atenção a isto,reproduz a confrontação.



sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

As consequencias da captura

 

Há muitos anos atrás,quando aprendia ainda história,um conceito do Presidente dos Estados Unidos,James Monroe,vivia sendo ironizado: “a América para os americanos”.

Naquele tempo todo mundo dizia que esta frase significava a “América para os Estados Unidos” e esta ironia histórica parece se confirmar agora.

Intervenção na Venezuela,no Brasil,possivelmente na Colômbia e assim sucessivamente.Só que com uma diferença:agora parece ser o mundo inteiro para os americanos e o mundo inteiro reage como pode às investidas de Trump,cujo pensamento é aquele mesmo dos conservadores de todas as épocas.O que vale é o dinheiro e o poder que você tem para resolver ,pela raiz,os problemas.

O ONU foi esvaziada.Sessenta instituições foram mandadas embora dos Estados Unidos.

Num momento de crise assim,como numa guerra,tudo se coloca de maneira mais simples.Penso agora em Hegel,para quem a História apresenta estes fatos e crises para colocar os homens nos trilhos.

Este é o meu mote sempre:lógico que a politica assistencialista é importante,mas ele não deve parar por aí.Nós temos que resolver os nossos problemas.

A Venezuela tinha que usar o seu petróleo para emancipar os oprimidos de seu país,não ficar enrolando.A Colômbia deve fazer o mesmo e o Brasil também.

Se fica este chove não molha que se sustenta com uma confrontação inócua com os poderosos,estes,municiados de poder e dinheiro,tomam as rédeas para si.

As transformações que vão acontecer daqui por diante tem que ser usadas para que a questão social volte,a responsabilidade das nações para o combate definitivo da miséria volte ,a luta por uma democracia real volte,porque só assim evita-se o protagonismo atual da direita,que parece não fenecer,não recuar,antes pelo contrário,no vácuo deixado pela esquerda.



sábado, 3 de janeiro de 2026

Estados Unidos o gendarme do mundo

 

Tratando dos meus assuntos do cotidiano fui surpreendido pelos acontecimentos da Venezuela.Vamos a eles:a captura de Maduro e sua esposa por Trump;a declaração de que este último governará o país até uma “ transição apropriada”.

As consequencias destes fatos são enormes ,principalmente para o Brasil,que pode ser a bola da vez,ainda que ameaças estejam sendo feitas contra o Irã,país que está com protestos pela democracia.

Agora os meus comentários:como eu tenho dito à farta,a esquerda é velha e não compreendeu até(considerando o fim da URSS)o valor universal da democracia e ...do direito.

Ela tem os mesmos defeitos de sempre e faz alianças ambiguas.Não sei se é verdade que Maduro tem relação com o narcotráfico,mas não me surpreenderia se tivesse,porque a esquerda universal tem uma tendência a este pragamtismo politico que sustenta relações nem sempre corretas e honestas.

Eu conheço a esquerda moderna e certos valores,como os citados acima,são vistos como “burgueses”.

Usar drogas hoje é de “esquerda” e falar em direito “de direita”.Há uma inversão de valores que favorece a direita,agora instalada no poder maior do mundo,que são os Estados Unidos.

Por causa desta ambiguidade a direita toma a si a tarefa de preservá-la.Tira um continuista,que reprime uma parte considerável da população venezuelana e reorganiza a democracia,permitindo alternância de poder,coisa que uma esquerda moderna devia defender.

Assim os Estados Unidos assumem um papel de policia do mundo todo e acabam por manter a democracia formal nas suas mãos,sem abrir possibilidades para uma esquerda futura,que está no passado.

Em toda crise existe algo de positivo:a verdade dos fatos.Não havendo uma onu capaz de enfrentar ditadores,que é o caso de Maduro,sobra o mais poderoso e a comunidade internacional fica olhando.Volto ao tema.



quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Uma edição perfeita de O Capital

 

Finalmente encontrei uma edição completa de o Capital em que todas as notas feitas or Marx estão relacionadas com o conteúdo do livro e por isso é possível acompanhar todo o texto através destas notas importantes.

Assim nós temos uma visão dos estudos de Marx ,que o levaram a fazer o trabalho de sua vida.E temos,de quebra,uma ideia geral do livro.

O capital é um livro decisivo em minha vida. Eu tinha que parar de jogar botão no chão da sala para ouvir as explicações de meu pai,que usava o Capital,como se fosse uma biblia na mão.

Quando queria fazer uma pergunta(porque eu não entendia nada)ele se virava e não dava bola.

Mas fiquei com este desejo de estudar este livro,que parecia,naquela época,transformar o mundo d e ponta cabeça.

E nos dias atuais posso dizer que a minha relação com ele é bastante ambigua:como texto sempre se pode encontrar alguma coisa de bom (e de ruim),mas como programa humano e crítica do capitalismo ele feneceu como matéria viva que se mumifica.

Os chineses ,em 2010,o abandonaram ,não vendo nele mais modelo de nada,de prática econômica ou politica.E eu,do meu lado,entendo que não é preciso ler o Capital para ser comunista.

A ideia comunista é muito simples e muito óbvia e sua propositura foi feita no auge da segunda revolução industrial,em 1820:com tanta capacidade produtiva porque a maioria não tem nada e uma minoria fica com tudo.

A resposta de Marx no Capital continua,até certo ponto,válida.Para mim o capitalismo se renova sim e não é das suas crises que nascerá a utopia,mas da capacidade imaginativa do homem de dar uma resposta organizacional pronta para trás todos estes problemas do capitalismo(e dos modos de produção antigos).

Há um certo economicismo em Marx,que acreditava que a leitura de seu livro era a orientação inelutável para se chegar à utopia.Ledo engano.