Em outros artigos apresentei alguns aspectos do perfil psicológico do Presidente Lula. Só relembrando eu falara então que Lula dava muito importância a certas críticas ao seu modo pessoal de ser e de vestir.
Mas com o discurso final de domingo,tenho que acrescentar algumas coisas: certos outros elementos carcaterísticos de sua personalidade apareceram de uma forma um pouco preocupante, muito embora eu tivesse intuido alguma coisa no passado, principalmente na época em que o filme sobre sua vida foi lançado.
Fiquei muito abestalhado ao ouvir de sua boca que ele era “eleito de Deus” ou mais precisamente ungido ou escolhido. Certamente quando Lula o fala, fala alto o seu pragmatismo,pois ele quer ganhar o pessoal religioso.
Quisera eu acreditar que é assim, mas tudo indica que não,porque não tem sido uma vez só o seu dizer profético e toda a atitude de sua personalidade em seu périplo como presidente, autoriza, no minimo, a conjecturar a veracidade , para si, desta afirmação, que rompe afinal o equilibrio entre as religiões e o estado laico.
Lula faz a mesma coisa que as religiões atuais fazem: querer acabar com esta separação entre igreja e estado, numa relação que torna-se simbiótica entre os dois lados desta confrontação interminável entre esquerda radical e extrema -direita.
São dois projetos de partido único, com base em determinados setores da sociedade.
Como, no entanto, eu já expliquei em outro artigo, a média ética da sociedade brasileira pende mais para a direita.
É bom neste artigo esclarecer um pouco o que eu disse sobre o povo brasileiro não ser comunista: há que reconhecer a verdade da realidade para poder transformá-la(Gramsci).
A estupidez da consciência de classe perverte esta obviedade(dir-se-ia ululante): se o povo, num governo de partido único, tiver suas necessidades satisfeitas, se desalienará e seguirá o comunismo. Contudo o povo é mais do que isto: ele é repleto de valores.